
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
Um sério aviso!

Mas nem tudo são boas acções, nem tudo é alegria nesta época natalícia, infelizmente aparecem diariamente notícias que preocupam e que deviam ser atentamente estudadas para se poderem tirar conclusões, que beneficiassem a todos. Esta semana surgiu nos meios de comunicação a notícia que Portugal irá pagar os juros mais caros, devido ao défice excessivo que tem actualmente. Isto significa que os empréstimos interbancários vão ficar mais elevados e por sua vez os empréstimos que os clientes pagam vão também ser agravados.
Como é do conhecimento público, Portugal possui um nível de endividamento muito elevado e este aumento dos juros significa que muitas famílias vão ver a sua situação mais agravada. A conjuntura bancária neste ultimo ano teve tendência de queda, o que diminuiu os encargos com os empréstimos, deixando algum alívio nas famílias. Mas se as projecções económicas se confirmarem e os juros voltarem a subir, teme-se que algo muito grave possa surgir.
Com o trauma do desemprego a pairar na mente de todos, ainda esta semana atingiu números até a bem pouco tempo impensáveis, com a situação económica frágil e complexa, este aumento dos juros na minha opinião vem ainda agravar mais o problema da retoma económica do país. É ai que os políticos têm de unir esforços tentando minimizar este problema. Compete-lhes a eles estarem atentos a esta situação e mais do que nunca serem competentes, deixarem as guerrilhas partidárias de parte e assim unidos tentarem arranjar soluções para este problema que pode ser determinante para o futuro do país.
Como os créditos são um recurso a que muitos aderiram para ter a sua própria casa, um bem essencial, seria uma boa medida pôr um limite no aumento dos juros do crédito habitação, ou seja, com um estudo bem fundamentado, verificando os interesses do país e das famílias, implementando um valor máximo para os juros, essencialmente o da habitação. Assim não poderiam ultrapassar esse valor previamente definido, o que faria com que as famílias conseguissem níveis de vida mais equilibrados, mas também dessem o seu contributo no desenvolvimento do país, realizando mais investimento, o que por sua vez iria fazer crescer a economia.
Só assim será possível sair desta profunda crise, só com medidas que acredito serem difíceis de tomar, mas que em muito iriam beneficiar a todos, fazendo com que os Portugueses unidos e coesos trabalhem em prol do desenvolvimento económico que beneficia a todos nós.
sábado, 5 de dezembro de 2009
UM MUNDO CRUEL

Esta semana escrevo este artigo, observando pela janela, um manto branco que cobre a serra do Marão, permitindo criar um cenário Natalício que reforça a ideia de que esta época festiva se aproxima a passos largos, para a felicidade de muitas crianças. É que o natal, para muitas crianças é sempre pautado pela mítica figura do Pai Natal e com ele, as tão apetecíveis prendas, reforçando assim a ideia de que as crianças deslumbra-se, deliciam-se e adoram esta época do ano, pena é que não seja igual para todas as crianças.
Por este mundo fora existem imensas crianças que nem nesta época do ano deixam de ser escravas, ou simplesmente mal tratadas por adultos sem escrúpulos e sem um pingo de decência, que permitem que crianças de tenra idade sejam tratadas como meros “objectos” de trabalho.
Recordo-me da reportagem da TVI, onde encontraram crianças que eram vendidas pelos pais com idades compreendidas entre 4 e 5 anos e eram colocadas a trabalhar desde o nascer até ao por do sol. Isto é uma realidade impensável, ou que a muitos de nós nos parece inimaginável, mas a verdade é que esta realidade existe e que muitas destas crianças acabam por morrer, pois não resistem ao árduo trabalho e a tamanhos maus-tratos a que estão sujeitas.
Esta reportagem veio pôr a nu muitos dos deveres dos responsáveis mundiais no que diz respeito aos direitos das crianças. Será que tapam os olhos a esta realidade tão cruel? Ou apenas a ignoram? São questões pertinentes a
Em muitas destas crianças nunca passou pela cabeça a existência do Natal, muito menos dos presentes do famoso homem das barbas longas e brancas.
que todos gostávamos de ver respostas coerentes e com sentido de humanidade, isto é, ver a luz ao fundo do túnel, no sentido de diminuir esta bárbara realidade.
Em muitas destas crianças nunca passou pela cabeça a existência do Natal, muito menos dos presentes do famoso homem das barbas longas e brancas. É uma realidade dura mas verdadeira, crianças que apenas vivem para o enriquecimento dos outros. Vivem em condições desumanas, sem respeito, sem civismos, sem educação, sem dignidade. Lamentavelmente ainda há quem consiga conviver com esta realidade, governantes, que são cúmplices destes actos. Como conseguem viver o Natal? Sentir que têm no seu domínio crianças escravas e maltratadas?
Mas é esta a realidade que a repórter da TVI trouxe até nós mais uma vez. Um trabalho difícil, mas de grande responsabilidade e que nos mostra uma realidade, á qual muitos de nós nem imaginava poder existir. Ficamos assim a pensar, que muitas das crianças que nos rodeiam tiveram imensa sorte, em nascer num meio em que com mais ou menos dificuldades conseguem ter carinho, amor, felicidade e acima de tudo uma vida digna.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Prémios para os melhores alunos de Santa Marta de Penaguião
Município de Santa Marta de Penaguião e o Agrupamento Vertical de Escolas homenageia os melhores alunos.
O Agrupamento Vertical de Escolas de Santa Marta de Penaguião, como Apoio do Município, realizou na passada quarta-feira, dia 24, no auditório municipal uma cerimónia para homenagear o desempenho escolar dos alunos no ano lectivo de 2008/2009.
Os familiares, amigos e a população em geral acorreu em grande número para saudar e acarinhar os alunos que durante o ano transacto mais se dedicaram e que agora vêem o seu esforço reconhecido.
Os 21 contemplados, distribuídos pelos diversos anos lectivos, foram prendados pela autarquia com um diploma e a quantia de 100€ cada, para ajuda de material escolar.
Os galardoados são:
Domingos Miguel Cardoso Coelho; Joana Catarina Sequeira Morais Santos; Jorge Nuno Gonçalves; Daniel dos Santos Ferreira; Duarte Sequeira Conceição; Eduardo Ribeiro Sequeira; Sandra Cristina Bernardo Peixoto; Ana Isabel de Sousa Mesquita Novais; Luciano Gonçalo Nogueira Seabra Pereira; Vera Lúcia Ferreira Lopes; Maria Lúcia Torres Silva; Miguel Ângelo da Silva Soares; Beatriz da Silva Rodrigues; Gonçalo Taveira Frias Pereira; Humberto Manuel Morais Paiva; Inês Rodrigues Cardoso; Maria do Céu Barros Teixeira; Pedro Manuel Borges Esteves; Ana Rita Guedes Sequeira; Luís Miguel Ribeiro Moreira e Pedro Emanuel Gozara Nogueira Guimarães.
O prémio foi entregue pelo Sr. Presidente da Câmara, Prof. Francisco Ribeiro, pela Vereadora Dr.ª Sílvia e pelo director da Escola Eng. José Alberto, que se mostraram honrosos pelo prémio que estavam a oferecer, a estes pequenos jovens, que um dia serão o orgulho deste concelho e da escola que os incentiva e lhes proporciona todos os meios para serem os melhores, esperando um dia mais tarde contribuam para o desenvolvimento do concelho e quem sabe do País.
Marcou também presença nesta cerimonia o Dr. Fraga representante da área da educação, do distrito de Vila Real.
O sol quando nasce é para todos!

Este era o slogan publicitário, que até a bem pouco tempo passava nas televisões dos Portugueses e serviu de mote para iniciar este meu artigo. Acima de tudo pretendo que sirva para clarificar algumas dúvidas, que vão surgindo sobre a decisão de recorrer as novas formas de energia.
Quem não desejaria viver sem depender energeticamente de produtos petrolíferos?Cada dia que passa somos confrontados com as noticias sobre os constantes aumentos dos combustíveis e dos seus derivados, que muito interferem no orçamento das famílias. Chegando mesmo a ser um valor bastante significativo no que respeita aos consumos que se vão fazendo nas habitações (aquecimento e água quente), como nas deslocações que realizamos com as viaturas. O “donos” do monopólio do petróleo vão alterando diariamente os preços, enriquecendo abundantemente sem que ninguém se preocupe com isso.
Quem nunca observou em reportagens na televisão, as fortunas inimagináveis que os senhores do petróleo possuem, construindo mansões de dimensões astronómicas, chegando mesmo a fazer cidades privadas das quais são proprietários, como aconteceu recentemente nas construções do Dubai. Não podemos contribuir para que esta disparidade continue, temos de ser conscientes e contribuir para a diminuição do uso do petróleo, em tudo que fazemos ou produzimos. É urgente encontrar e usar outras alternativas, para deixarmos de ser petróleo dependentes.

A energia solar passa a ser muito importante e penso que possa ser o futuro, pois é uma energia inesgotável e que nos permite retirar muito rendimento, sem recorrer a produtos derivados do petróleo. Já a muitos anos se fala em energia solar, mas só nos últimos dois, três anos se vem concretizando, surgindo incentivos á sua utilização o que nos beneficia a todos, quer em termos económicos, quer na defesa do ambiente, outro aspecto em que o petróleo é largamente desfavorável. Por isto emerge a necessidade de mudarmos os ritmos de vida e contribuir para a diminuição do consumo de matérias perigosas e poluentes fazendo uso dos recursos naturais.
O Governo lançou uma campanha que visa ajudar na aquisição de painéis solares. Uma campanha que na minha opinião é muito benéfica e contribui largamente para o aumento instalações solares pelo país, reduzindo em muito o consumo de produtos petrolíferos. È assim importante que as pessoas se informem e dêem um passo favorável na conquista de um mundo mais limpo e mais saudável, beneficiando tudo e todos. Estas campanhas devem ser aproveitadas pois no futuro será a nossa melhor fonte de energia.
Quem não desejaria viver sem depender energeticamente de produtos petrolíferos? Por isso podemos tirar muito mais de energias alternativas, como a solar, que permite “gratuitamente” utilizar a energia do sol e converte-la em outros tipos de energia mais barata e menos poluente.
Com estas ajudas por parte do estado Português podemos afirmar, que estamos a dar um passo de extrema importância, rumo a um desenvolvimento sustentado e de qualidade, que no meu entender só peca por ser um pouco tardio, mas como diz o velho ditado, “mais vale tarde que nunca”.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Chuva com face oculta

Finalmente, fomos brindados pela chuva, que tem caído com alguma abundância, nos últimos dias, dando mesmo a ideia que tardou mas vai acompanhar-nos por algum tempo. Como em tudo na vida para uns é bom e esperada á já muito tempo, e para outros é sempre motivo de contratempo e de desespero, mas todos reconhecemos a sua importância no que respeita ao equilíbrio ambiental.
Mas infelizmente a chuva não surgiu só, arrastou com ela “coisas obscuras”, que envergonham todos os cidadãos minimamente dignos e cientes das suas responsabilidades enquanto membros de uma sociedade que se rege por valores cívicos. Tudo isso se perdeu e a intensidade das chuvas vai arrastando tudo e todos.
Este silêncio só serve para beneficiar e proteger os culpados, ou será que muitos dos que se calam são também cúmplices?As enxurradas que têm surgido com mais frequência e incidência no reino das sucatas provocaram uma devastação tamanha, que a cada dia que passa, mais um nome surge envolvido neste negócio de milhões que prova a imensa corrupção que se vive neste pequeno País. A investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária tem revelado e posto a nu o imenso universo de roubalheira, que não pode ser escondido e esta chuva que agora cai veio iluminar e alertar para que se faça justiça, ninguém pode nem deve ficar indiferente ou mostrar desinteresse por um tema tão gritante.
O país tem de estar informado, porque não pode ficar na sombra de prendas e prendinhas com que os sucateiros brindavam os empregados de empresas públicas e também altos quadros dessas mesmas empresas. É que enquanto essas “pessoas” se deixam “comprar” fazendo favores, ou deixando passar irregularidades, muitas famílias sofrem e vivem com imensas dificuldades. O dinheiro com que se governam ou com que se deixam subornar é dinheiro público que deve ser acima de tudo respeitado e bem gerido.
O pior de tudo isto é o facto de, tal como a chuva vai diminuindo de intensidade, também estes casos vão desaparecendo deixando de estar na ordem do dia, passando a cair no esquecimento, permanecendo tudo igual o que prejudica a todos que assim temos que continuar a pagar impostos sem saber muito bem para onde vão. É pena que os responsáveis políticos nunca estejam disponíveis para comentar estes casos alegando o segredo de justiça, que muitas vezes só serve para se desculparem perante factos que são do conhecimento geral e que muito nos envergonham a todos. Mas em vez de se remeterem ao silêncio deviam optar por esclarecer, dando conta do que estão a pensar fazer para acabar com estes casos que são ridículos e que nos deixam com uma reputação fora de portas, que devia envergonhar quem governa os destinos do país.
Retomando as comparações, já se deram conta que o barulho da chuva é muito mais intenso do que as palavras proferidas por todas as pessoas com responsabilidades, que simplesmente nunca cometam. Os casos vão aumentando, surgem novos e mais complexos, mas o silêncio mantém-se. Este silêncio só serve para beneficiar e proteger os culpados, ou será que muitos dos que se calam são também cúmplices? É que se assim for está explicado, muito do que se verifica por cá, crianças violadas, roubo de sucata, construção de hipermercados em áreas protegidas, habitações e carros de luxo na mão de alguns denominados gestores. Toda esta injustiça e roubalheira que envolve os poderosos só vêm confirmar que os processos judiciais vão acumulando, mas nunca são banidos na totalidade e que os ditos “senhores do poder” ficam sempre intactos.
Como é certo que a chuva vai e vem, entrando num ciclo, o denominado ciclo da água, será que existem mais ciclos que nos andam diariamente a prejudicar? Não está correcto. Emerge urgentemente a necessidade de algo ou alguém que lave toda esta “lama” que vai permanecendo e estragando um país, deixando assim de beneficiar uns em detrimento de outros.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O Poder da Comunicação na Publicidade

Confirmado que está a chegada do Outono, deparamo-nos com imensas mudanças no nosso ritmo de vida. O Frio bate-nos á porta e com ele a mudança da hora, que directa e indirectamente interfere com todos nós. Olhando pela janela de casa, muitas vezes embaciada devido às grandes diferenças de temperatura, deparamo-nos com imensas folhas que muito sorrateiramente vão caindo, como quem se despede de forma elegante deixando as respectivas árvores despidas perante o frio que vai aparecendo.
Com o tempo frio é mais comum resguardarmo-nos no sossego do lar e em família, aquecendo-nos na lareira, que na nossa região, ainda faz parte da maioria das casas, um luxo que se vai perdendo nas cidades. Quem não aprecia estar sentado, descontraído, ouvir o estalar da lenha e o calor a servir de aconchego?
É assim neste ambiente, propicio para que mais atentos ou mais observadores, vamos sendo confrontados com o mundo fantástico e determinante que é o mundo da publicidade e da comunicação.
O Natal aproxima-se e as campanhas publicitárias vão-nos blindando diariamente em todos os meios de comunicação. É sem duvida um aspecto importante de comunicar, que nos apresenta algo e tem o grande objectivo de nos influenciar.
Actualmente vivemos numa sociedade consumista e que prima pela boa informação. Isto faz com que as marcas e os seus responsáveis se dediquem a esta nova forma de comunicação, que vai galopando a passos largos na procura da perfeição. É sem dúvida um investimento sustentado e que permite recompensa, desde que seja bem estruturado e bem executado, o que significa que para se fazer uma boa publicidade ou uma boa comunicação, não chega ter uma ideia ou fazer uma frase bonita, isso só por si não é suficiente. Há a necessidade de recorrer aos profissionais de comunicação que estruturam, exploram e se dedicam conseguindo desenvolver um grande número de características e conceitos que irão ser um sucesso, pois tudo é pensado e organizado de forma delineada. Tudo se desenvolve em prol do sucesso dessa mesma comunicação.
O acto de comunicar tem ganho nos últimos dez anos uma importância vital em vários sectores. Reforça assim a ideia que uma boa comunicação garante um desencadear de soluções que muitas empresas necessitam. Tem sido um processo moroso mas que lentamente vai ganhando o seu espaço e conseguindo atingir os objectivos a que se propõem.
Constatamos assim que durante este época do ano, propício a vendas, a publicidade vai ser reforçada e a frequência com que anúncios apelativos são apresentados nos meios de comunicação social demonstra bem o que é este novo mundo que nos apela cada vez mais a comunicar e informar.
Quem não tem reparado nos últimos dias na nova publicidade do “pingo doce”, independentemente de se apreciar ou não o modelo, de se gostar ou não do jingle, o que interessa é reconhecer que a mensagem tem passado, de tal forma que já surgem fóruns na internet a falar sobre a referida publicidade, será que não era isso que pretendiam os responsáveis da empresa? Isso é sinal que provocou no público algum sentimento, seja de apreço ou não, mas que a mensagem vai passando vai.
Por tudo isto, importa reconhecer o mérito dos profissionais de comunicação que vão vitalizando e criando potencialidades neste mundo que vai exigindo sempre mais e melhor.
sábado, 7 de novembro de 2009
QUENTINHAS E BOAS
Com a chegada do Outono, chega também um dos frutos mais apreciados pela maioria das pessoas, as castanhas.
“Quentinhas e boas”, gritam as vendedoras e os vendedores de rua, que por todo o país apregoam este fruto tão especial e saboroso. Quem não recorda com saudade, nas manhãs frias de Outono, em que o ar nos gela a face, as castanhas, quentinhas e doces, bonitas e apetitosas que nos aquecem não só o corpo, mas também a alma.
Aquele cone feito de folhas de jornal velhas, muitas delas carregando notícias amarguradas e deprimentes, mas que com imenso cuidado enroladas transportam aquelas castanhas maravilhosas com um sabor delicioso e um cheiro a que ninguém consegue resistir.
É importante para conhecermos o valor deste fruto tão especial que se recue um pouco no tempo, para relembrarmos como era comum grupos de amigos juntarem-se, rodeando uma enorme fogueira onde assavam as tão apetecíveis e estaladiças castanhas que faziam e ainda fazem as delícias de adultos e crianças. A animação, boa disposição e alegria reina no seio de inúmeros magustos que se realizam por muitas regiões e sempre com as castanhas como centro das atenções, mas também onde não falta o vinho novo ou a jeropiga, para acompanhar este fruto que tem características invulgares e muito especiais, o que comprova ser um fruto perfeito e de excelência.
Mas importa também referir não só a festa e animação que as castanhas nos provocam mas sim um pouco de história sobre este fruto que actualmente se está a tornar num pitéu. No início do século XVII, as castanhas eram um dos produtos básicos e essenciais da alimentação dos transmontanos e beirões, chegando mesmo a substituir as batatas e o pão. A árvore que dá origem a este fruto é o castanheiro, que durante décadas foi motivo de interesse e dedicação de vários historiadores, que apontam tratar-se de uma árvore muito antiga mesmo considerada autóctone. O que confirma tratar-se de uma árvore e de um fruto que vem passando de gerações e gerações e por isso a sua fama e a sua mais-valia já são oriundas de tempos muito antigos.
Assadas, cozidas ou cruas são sempre saborosas, sempre apetecíveis e utilizadas em inúmeros pratos de gastronomia. Ricas em nutrientes, capazes de alimentar, substituindo mesmo alguns dos alimentos essenciais que hoje fazem parte da nossa cadeia alimentar, há mesmo quem defenda que estamos perante um dos primeiros alimentos consumidos pelo homem. Com indícios de existência já na pré-história, leva-nos a reflectir sobre a importância deste fruto na nossa existência. Há mesmo estudos que revelam, que as castanhas e o seu invólucro, os ouriços servem para o fabrico de inúmeros medicamentos, pelas características e os componentes que os constituem, mais uma forte razão para darmos o valor, muitas vezes esquecido a estas magníficas relíquias que são as castanhas.
Por tudo isto quem por estes dias não se junta com um grupo de amigos ou familiares para um magusto? Quase de certeza por este país fora todos vamos festejar o são Martinho e da melhor forma possível, comendo umas castanhas e bebendo um bom vinho.
Sara Sequeira e Hugo Sequeira
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A Nossa Saúde em mãos alheias!

Terminado o Verão, que este ano nos prendou com muito sol e se alongou pelo Outono, deixando inúmeras duvidas sobre o que verdadeiramente se passa com este clima que ano após ano tem perdido as características habituais.
Mas não é sobre o clima, ou sobre as alterações climáticas que quero hoje dar a minha opinião, convicto que é um tema importante, interessante e até mesmo preocupante, mas fica para uma próxima. Hoje quero deixar-vos aqui uma pequena reflexão, sobre o actual estado do sistema de saúde, que vai perdendo características importantes, de relevo e que nos colocam em situação degradante, perdendo as premissas a que todos nós dávamos imensa importância.
Assim a mítica figura do “médico de Família”, deixa de fazer qualquer sentido. Passamos a ser consultados por pessoas que não nos conhecemQuando recuamos no tempo, relembrando a infância, recordamos as idas ao médico, que denominávamos de “médico de família”, foi essa sempre a figura que me habituei a ver e a procurar, quando algum problema de saúde me abalava. Era habitual, ele saber o meu nome, o dos meus pais, conhecer minimamente a minha família, pois a sua designação logo nos remete para um significado lógico e facilmente perceptível. “Medico de Família”, espontaneamente se deduz que é um médico que tem como objectivo acompanhar a família, assistir a evolução da vida familiar, conhecer os problemas de saúde, saber onde actuar como médico nessa família, ter junto de si um historial que lhe possibilite conhecer alguns problemas genéticos, se existirem, facultando assim o conhecimento, podendo assim agir com rapidez e eficácia quando for necessária a sua actuação.
Foi essa imagem, que durante anos me habituei e foi também a imagem que criei, que considerei ser a mais correcta e me dava segurança quando me dirigia ao médico, pois acima de tudo iria encontrar uma pessoa que me conhecia e na qual tinha plena confiança.
Mas não é isso que acontece hoje, pelo menos em alguns centros de saúde do interior do país, essa imagem do “médico de família” vai desaparecendo e com ela afasta-se também o bom relacionamento e a confiança. Com a falta de profissionais de saúde que se verifica, especificamente médicos. Os que existem deslocam-se geralmente para os grandes centro, no Litoral, o que origina o recrutamento a médicos provenientes de outros países e que pouco, ou nenhum conhecimento têm dos problemas, das dificuldades e da realidade dos utentes que passam a ter a seu cargo.
Assim a mítica figura do “médico de Família”, deixa de fazer qualquer sentido. Passamos a ser consultados por pessoas que não nos conhecem, não conhecem a nossa família, os nossos problemas de saúde, nem tão pouco compreendem os problemas mais relevantes da região em que estão a exercer a sua profissão. Como podem assim ser capazes de nos ajudar? De ir ao encontro com das nossas necessidades? Impossível, muitos deles só estão por cá, porque necessitam trabalhar, necessitam anos de serviço para depois regressar ao seu país de origem. Assim a generalidade destes médicos estrangeiros só estão aqui de passagem, só estão á espera de melhores dias, de melhores oportunidades, por isso o desinteresse e a falta de conhecimento que muitos demonstram em relação aos problemas dos seus utentes. È também de salientar e de reprovar a falta de atenção e a arrogância com que muitos deles nos atendem, deixando passar a ideia que estão a fazer um favor, mas na verdade estão a ser pagos para nos servir, pena que não o interpretem dessa forma. Mas nem as muitas reclamações que vão quase diariamente aparecendo, têm o efeito desejado, o de melhorarem e de pelo menos enquanto por cá estiverem tratarem os seus utentes com dignidade, respeito, atenção, compreensão e não como mais um, que tem de despachar. Acabam até por criar um clima de medo e pouco estável, no seio da equipa onde trabalham, muitas vezes equipas eficazes, compostas por pessoas competentes, mas que ficam oprimidas, sem poderem desempenhar a sua função correctamente, pois encontram-se rodeados num clima de intolerância e incompreensão.
O serviço de saúde que diariamente pagamos através dos nossos descontos passa para segundo plano, deixamos de retirar proveito de uma das mais elementares necessidades que possuímos, o direito a um serviço de saúde de qualidade.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

Duas semanas após o último acto eleitoral, em que os Portugueses elegeram o próximo Primeiro-ministro, regressaram às urnas no passado domingo para eleger os candidatos autárquicos. Aproveito agora novamente para comentar mais este acto eleitoral, que rodeou o país nas últimas semanas, em que houve grande euforia, festas, diversões mas também imensa Tensão.
Foi notório assistirmos a grandes momentos de campanha, estrondosos comícios, convidados de renome e muita comida. È assim que o povo Português se revê nas campanhas eleitorais, festa, muita festa, os esclarecimentos e as ideias passam para planos muito inferiores.
Nesses casos, a política carece de sangue novo, ideias novas, visões alargadas, que possam fazer frente á enorme dinâmica que o mundo premeia.Este acto que elegeu democraticamente para os próximos quatro anos as pessoas que vão “governar” os destinos das freguesias ou conselhos onde vivemos. Como sempre houve surpresas, que esquentaram a noite, entusiasmaram o eleitorado e criaram índices de euforia nos candidatos e apoiantes, só resta saber se estarão á altura das obrigações que o povo lhes confiou, não os decepcionando, nem querendo o poder só pelo poder, importante é desempenharem a função com determinação vontade e muita competência.
Salvaguardando os interesses das pessoas, é exequível que nos próximos quatro anos os candidatos agora eleitos provoquem enormes remodelações nos concelhos onde foram eleitos, concebendo riqueza e desenvolvimento, pois entram com ideais novas, gente nova, de valor inquestionável, capazes de estar á altura das suas responsabilidades. É também uma forma de demonstrarem e agradecerem a confiança dos que votaram na sua candidatura e conquistar os que ainda permaneceram com algumas dúvidas.
Aqueles que continuam no cargo, que receberam um sinal claro de confiança, em que neles foi depositada mais esperança, só resta continuarem com um rumo bem definido, materializando as ideias que apresentaram, para não desiludirem quem neles acreditou.
Como em tudo na vida para haver um vencedor tem sempre que haver vencidos, esses só lhes resta meditar, tirar conclusões e clarificar a sua posição. Para muitos destes derrotados, a clarificação passa pelo afastamento, pois já somam longas derrotas, muitas delas expressivas o que os coloca numa situação concreta, a retirada da vida política, já não têm idoneidade moral para se manterem nos cargos.
Nesses casos, a política carece de sangue novo, ideias novas, visões alargadas, que possam fazer frente á enorme dinâmica que o mundo premeia. A evolução é constante, o que acarreta que sejamos competentes, activos e dedicados para poder acompanhar esse desenvolvimento. No Domingo, em muitas freguesias e concelhos foi dado um sinal claro do que o povo ambiciona, a regeneração de muitos políticos, que de forma clara e ostentosa viram as suas candidaturas serem derrotadas. Por tudo isto e pelo actual estado de degradação que muitas comissões politicas se encontram, com lideres incapazes de fazer frente as necessidades do eleitorado, a solução só pode ser de metamorfose total. Uma modificação profunda, com pessoas jovens, capazes, de ideais diferentes, com mentes abertas, activas, capazes de comunicar e motivar quem os rodeia. Surge agora uma oportunidade de “ouro” que não pode ser desperdiçada, tornou-se evidente que a mudança é algo que tem de ser concretizada e o mais rápido possível, para não caírem nos erros do passado.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
De Rasca não tem nada

De Rasca não tem nada!!!
Regressando um pouco no tempo, mais especificamente aos anos 60 e 70, quem não se recorda da tão badalada designação com que os jovens desse tempo eram apelidados. Uma denominação que os desrespeitava humilhava e enfurecia, instruindo mau estar e muita revolta. Mas foram sempre tentando contrariar essa designação, acabando mais tarde por se confirmar totalmente errada. Muitos de vós já deve estar a adivinhar que me refiro á intitulada “geração rasca”.
Os que sentiram na pele toda a descriminação dos mais velhos, que propositadamente achavam que não íamos conseguir ser úteis para a sociedade, que pensavam que não seriamos capazes de atingir um objectivo, alcançar um rumo, enganaram-se, porque isso não se confirmou e esta geração vai dando que falar e pelos bons motivos.
É aí que se nota bem a disparidade, a tão badalada “geração rasca”, comprovou hoje ser capaz e possuir uma enorme personalidadeOlhando o mundo fantástico que nos rodeia, constatamos que as pessoas que actualmente ocupam cargos de destaque em empresas nacionais e internacionais são jovens dessa geração que, vão cunhando tudo e todos com a sua maneira de ser. Primeiro distingue-se pela diferença, qualidade, competência, vontade e pelo rigor. Sem dúvida que estes são os pontos fortes de Homens e Mulheres que foram sempre postos de lado, mas que com coragem, determinação e muita vontade, formam á luta conseguindo atingir orgulhosamente os seus objectivos.
Tentando ser imparcial, o que neste caso se torna difícil, pois faço parte dessa geração, significa que senti na pele esse desrespeito, que os mais velhos tinham por nós. Hoje admito que a ideia de muitas dessas pessoas tenha sido alterada, olham agora e confessam estar profundamente enganados.
Realçando alguns pontos importantes do tempo de escola e generalizando, distingo por exemplo o bom relacionamento que existia com os colegas, com os professores, muitos deles até se tornaram amigos, conselheiros, companheiros e tudo isto se deve ao grande carácter, a enorme personalidade que essa geração possuía. Com tristeza vejo que isso está um pouco a mudar, e os professores são agora apenas professores, deixaram de ser alguém com quem se podia contar sempre.
Mas não é só aqui que se nota a diferença quando comparada com os dias de hoje. Existem inúmeras divergências que convêm lembrar, fazemos parte de uma geração que bebia pela mesma garrafa, brincava na rua, corria pelos montes, vinhas, tudo era motivo para festa e brincadeira, andava nos carros sem cinto, brincava ao pião, saltava á corda, jogava às escondidas, alegremente e em grupo. Não tinha computador, televisão no quarto, Playstation, nem cadeirinhas para andar de carro e muito menos quem nos fosse levar e buscar á escola, mas no entanto sobrevivemos e cá nos mantemos fortes, capazes e com uma personalidade bem vincada.
, que faz de nós pessoas de bem, de respeito e com muitos conhecimentos. Sem margem de erro fomos crescendo e com maior ou menor dificuldade vamos conseguindo atingir os nossos objectivos, por tudo isso as gerações que nos seguem, que nos tomem como exemplo e serão sem dúvida a continuidade de um futuro sorridente e capaz.
Arrais
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
MAR DE GENTE NA APRESENTAÇÃO DO PARTIDO SOCIALISTA DE MESÃO FRIO

Um concelho que especialmente este ano vive intensamente este acto eleitoral, como constata quem por lá passa. As ruas preenchidas com cartazes políticos, bandeiras e autocolantes em todos os locais, o que vem confirmar a imensa dedicação que os candidatos e o Povo colocam nesta eleição, que se realiza no dia 11 de Outubro.
O recito foi pequeno para tanta gente que ocorreu ao local, foi perceptivo o empenho, dedicação e a enorme organização com que os responsáveis realizaram este evento. O grupo convidado para animar a festa era de renome, “Diapasão”, a comida e a bebida também não faltaram, mas importante é salientar a presença do povo que aderiu em massa para saudar o candidato ao Município, Prof. Alberto Pereira.
Marcaram presença algumas figuras ligadas ao Partido Socialista, demonstrando o apoio ao candidato. Foram eles José João Bianchi - Pró-Reitor UTAD e Deputado eleito pelo PS, Alexandre Chaves actual Governador Civil de Vila Real, José Luís Carneiro Presidente da Câmara Municipal de Baião e Pedro Silva Pereira - Secretário Nacional do PS e actual Ministro da Presidência.
Depois de efusivamente serem aplaudidos os convidados, foi a vez de subirem ao grandioso palco os candidatos às assembleias de freguesia. Tomou a palavra o mandatário da campanha Jorge Lopes, seguindo-se depois o Presidente da Câmara de Baião, que fervorosamente colocou a multidão ao rubro, com um discurso eloquente, realçando as vantagens em existir boas relações entre os dois concelhos vizinhos, permitindo uma interligação entre ambos, para juntos desenvolverem os dois concelhos.

Como é habitual, seguiu-se o discurso do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, também ele recentemente eleito pelo círculo de Vila Real. Começou o seu discurso agradecendo a todos a presença e agradecendo o voto de confiança que este concelho deu nas eleições legislativas, em que o Partido Socialista saiu claramente vencedor.
Em seguida e o momento alto da noite, o discurso do Prof. Alberto, que foi interrompido diversas vezes pela multidão, que intensamente gritava pelo seu nome fazendo-se ouvir em todo o recinto, o que demonstra o imenso apoio que o rodeia. Convicto e de ideias claras, foi sempre um discurso positivo e com visão de futuro, afirmando que “vai governar por todos e para todos”. Importa realçar o empenho de todos mas essencialmente dos muitos Jovens que estiveram presentes
Lista Ordenada dos candidatos:
Câmara Municipal:
Alberto Pereira
Mário Sousa Pinto
Nuno Machado
Cristina Major
Marisa Carreira
Assembleia Municipal:
Eduardo Miranda
Assembleias de Freguesia:
Barqueiros
Adérito Sá
Cidadelhe
Adalberto Sampaio
Oliveira
Pedro Pinto
Santa Cristina
José Amaral Poças
São Nicolau
António César Nunes
Vila Jusã
José Lima
Vila Marim
Vitor Barros Fonseca
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
MAIS DO MESMO

Domingo dia 27 de Setembro de 2009, 20h em Portugal Continental, a maioria dos Portugueses colados à televisão para saber quem vai governar o pais nos próximos anos.
Os Canais de televisão multiplicaram-se em inovações, melhorias, destaques, enfim tecnologia de ponta para cativar os telespectadores e assegurar a liderança da transmissão televisiva de que tanto se fala actualmente e que acaba por influenciar os telespectadores.
Eis que surge então, em todos os ecrãs do país, nome de José Sócrates como o novo Primeiro ministro de Portugal. Sem espanto, admiração ou mesmo novidade, confirma-se o que as sondagens há muito anunciavam, o povo deu um voto de confiança ao Partido Socialista, mais pequeno do que no sufrágio anterior, mas suficiente para garantir que continue a governar o País.
Quanto aos restantes partidos que foram a votação, convém salientar a grande surpresa da noite, que acabou mesmo por fazer história, o Partido Popular do Dr. Paulo Portas, contra todas a sondagens que foram anunciadas nas últimas semanas conseguiu atingir a meta a que se propôs, ser a terceira força mais votada, desmoronando o Dr. Francisco Lousã que á muito cantava vitória, muito antes de se saber a vontade do povo. Quanto à CDU, mantém-se nas percentagens que vem obtendo desde que os últimos anos, confirmando que é um partido que necessita de uma urgente renovação, de sangue jovem e activo.
Uma breve palavra, mas muito importante, para os elevados índices de abstenção com que fomos confrontados, muito elevados e que em nada beneficiam a democracia e que só bem confirmar que algo na classe politica está errado.
Tentando fazer uma análise sucinta a estes resultados, fico com a ideia que vamos ter mais do mesmo, ou seja, uma governação de aperto, de reformas difíceis, de contestação mas com uma grande diferença, a falta de maioria absoluta deixa o governo numa situação difícil no que respeita á tomada de decisões. Quem não se lembra do governo socialista do tempo do Eng. Guterres, que teve a necessidade de se colar a um deputado do CDS para fazer aprovar o orçamento de estado, também conhecido nesse ano como o orçamento do queijo limiano. Será que o Eng. José Sócrates vai ter de recorrer a estes métodos para fazer passar as suas propostas? Ou vai tentar uma coligação, para garantir uma governabilidade mais segura e poderosa? São questões que o tempo se vai encarregar de nos esclarecer nos próximos dias.
Mas há muitas mais elações a retirar destas eleições. Recordo-me dos professores, que tantas manifestações realizaram, tanta contestação criaram á volta do governo, da ministra da educação e do próprio primeiro-ministro, mas que na hora da decisão confirmaram, muitos deles, o voto no mesmo Partido. Torna-se agora difícil sair á rua, para criticar, ou será que deram um sinal claro de que estão satisfeitos com a sua actual situação.
Outro ponto que me suscitou imensas dúvidas, indignado mesmo, foi ouvir os líderes de quase todos os partidos cantar vitoria, pensei mesmo, será que estão a analisar os mesmos resultados que as televisões nos mostram, ou existem outros resultados!
Quem saiu vitorioso destas eleições é sem duvida o Partido Socialista, primeiro porque foi o mais votado e em segundo, vai ser o Eng. José Sócrates, o seu actual líder, a ser chamado para formar governo.
Acabadas que estão as eleições legislativas, o País acorda para outra luta, as eleições autárquicas que vão preencher as próximas semanas. Há quem já retire destas eleições alguns dados, mas penso que precipitadamente, pois as autárquicas não se revê nos partidos, mas sim nas pessoas que os representam, por isso á que aguardar até ao próximo dia 11, com expectativa, para se poderem tirar novas elações.
Publicado no Jornal O ARRAIS
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
DE COMBOIO PR`A VINDIMA !
A CP – Comboios de Portugal, vai realizar viagens de comboio com destino as Vindimas no Douro.Nos fins-de-semana de 1920 e 2627 de Setembro a CP realiza viagens de Comboio na Linha do Douro, com o objectivo de dar a conhecer o processo produtivo do vinho.
As vindimas são o culminar de um ano de trabalho árduo na produção do vinho, característica da região do Douro, envolvendo assim inúmeras pessoas quer a trabalhar quer como visitantes, que anualmente se deslocam a esta região com o objectivo de observar e até participar nesta actividade que para muitos é uma novidade.
A CP não quis deixar passar esta época do ano em branco, associando assim o comboio às vindimas, possibilitando o passeio de comboio a muitas pessoas que assim passam um dia diferente, conhecendo e mesmo participando na tradição desta região. Assim durante um dia, pode usufruir de uma magnífica viagem de comboio pelas paisagens durienses e saborear um delicioso almoço numa quinta da região.
O programa contempla saída da Estação de Porto-Campanhã às 8:45 com chegada prevista á Régua às 10:39, em seguida um autocarro faz o transfer até a “Quinta de Campanhã” onde, além do almoço, podem também usufruir de algumas actividades, tais como: Actuação de Rancho Folclórico; Degustação de um cálice de vinho do Porto; Almoço regional; Actuação de grupos de danças e cantares da região e a sempre animada participação nas “lagaradas”. Um programa agradável e com muita animação que pretende trazer muitos visitantes de comboio até ao douro.
Estas iniciativas têm como objectivo primordial a divulgação do comboio como meio de transporte de excelência, demonstrando assim as enormes potencialidades do comboio aliadas ao Douro. De salientar que estas acções são sempre bem recebidas, pois dão a conhecer a gastronomia, as paisagens e os costumes desta que é a região demarcada mais antiga do mundo, a Região do Douro.
TURISMO NO DOURO
O verão vai terminando lentamente, as temperaturas descendo e o frio surgindo. Com estes factores os passeios maravilhosos de barco pelo rio Douro vão diminuindo, mas é sempre encantador olhar para o cais da Régua e observá-los.
Com o passar dos anos, o Douro e as suas paisagens, vão ganhando estatuto alem fronteiras, impondo-se como destino de centenas de Pessoas. È com imenso orgulho, que presencio esta região, da qual sou natural, ser badalada pelo mundo. O rio e as fascinantes paisagens que rodeiam esta região deslumbram as pessoas que a visitam e orgulha quem cá vive e quem sente esta terra como sua.
O Douro, Terra Paisagens deslumbrantes, rodeada de vinhedos que se renovam anualmente, deliciando quem por cá passa…
O turismo nos últimos anos tem aumentado de forma sustentada, deslocando até estas região milhares de pessoas, portuguesas e estrangeiras, que ficam encantadas com tamanha beleza. De carro, comboio ou barco, os turistas deslocam-se com o intuito de constatarem a beleza que os imensos vinhedos descrevem ao longo do serpentear do rio.
Com o número de turistas a aumentar anualmente, torna-se importante, fundamental e necessário a criação de novas infra-estruturas, com uma injecção de capital que as permita evoluir e criar riqueza, para sucessivamente chamar ainda mais turistas. Não se pode parar, ainda existe imenso trabalho a fazer no meu entender. Emerge a necessidade de cativar para esta região o turismo de elite. Com esse tipo de turistas, esta região ganha novo fôlego, garantindo um maior número de visitantes anualmente, que com eles trariam riqueza que seria directa e indirectamente benéfica para o melhoramento da vida do povo duriense.
Mas é importante também salientar, o imenso e decisivo trabalho que tem sido feito, que em muito tem contribuindo para a procura desta região como destino para férias ou apenas uns dias de descontracção, relaxamento e descanso. Na última década é possível verificar a construção de hotéis, alguns deles com imensa qualidade, com serviço de grande requinte que vão assim valorizando e aumentando a oferta, ganhando destaque no país e no mundo.
Não se pode parar deve-se fazer esforços no sentido de cativar para o douro todo o tipo de apoios que sejam viáveis para expandir esta região e torna-la num destino de excelência. O turismo é uma forma de produção de riqueza, de evolução e consequentemente de melhoria de vida para as pessoas, assim a necessidade de se aproveitar, potenciar e dinamizar o turismo para que esta região evolua e assim não seja necessário os jovens deslocarem-se para outras regiões para conseguirem emprego. Com a agricultura a passar por momentos difíceis, tal como outros sectores económicos torna-se necessário a aposta noutros meios para melhorar e fixar os jovens nesta região, não permitindo que saiam para o litoral ou mesmo para o estrangeiro. O Douro possui tudo o que é necessário para atrair o turismo, apenas tem de ser mais apoiado e dinamizar a sua oferta, proporcionando mais e melhores condições a quem o visita.
Orgulhosamente, li numa revista que o Douro se está a tornar no destino preferido dos turistas e que apenas a região algarvia consegue ter mais visitantes, o que significa que as potencialidades desta região estão a ser reconhecidas. Por tudo isto importa unir esforços e continuar o trabalho que vem sendo feito, melhorando-o se possível com vista a atrair ainda mais pessoas e mais investimento.
Publicado no Jornal O ARRAIS
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
LINHA DO TUA VOLTA A ESPERAR!!!
É com imenso desagrado e muita indignação, que escrevo este artigo, esperando não vos importunar, apenas pretendo que compreendam o meu ponto de vista e entendam a minha tão sentida opinião.
A Linha do Tua e as pessoas que dela necessitam não podem esperar mais, chega de hipocrisias e de serem desumanosAo ler o Jornal de Notícias de Sábado, dia 22/08/09, confronto-me com uma notícia em primeira página, “ Decisão sobre linha do Tua fica para o próximo governo” título que me deixou extremamente entristecido, perplexo e frustrado. Como é possível uma imbecilidade destas ser verdade, pensei eu. Folheei calmamente o Jornal, li a notícia, voltei a reler e não estava enganado, o título dizia mesmo tudo. Mais uma vez neste país de calculistas, em que os interesses de alguns se sobrepõem e falam sempre mais alto, a tão aclamada e necessária linha de comboio vai ficar mais uns meses na gaveta.
A linha que muitos consideram ter as mais belas paisagens do mundo, fica num impasse só possível em Portugal. Não seria útil aproveitar, rentabilizar e estimular o progresso e o desenvolvimento das regiões do interior mais carenciadas? Estas alem de terem necessidades, também possuem meios próprios e preciosos para a sua possível sustentação. A Linha do Tua vê-se assim envolvida em mais um impasse, entre poderes políticos e económicos. Fica mais uma vez adiada a resolução ou não do seu encerramento definitivo para a próxima legislatura, passa assim este governo a batata quente para quem o substituir. Mas eu não entendo isto como um adiamento, mas sim um sinal claro do que pretendo o actual Primeiro-ministro, que é, e sempre foi o encerramento desta magnifica linha.
Ora vejamos, em fim de mandato se o objectivo fosse a continuação ou o melhoramento das condições desta via de circulação ferroviária, a decisão era obviamente anunciada agora, até porque como se tem verificado, o Eng. Sócrates desdobra-se em cerimónias, inaugurações e festividades. Teria assim o privilégio de anunciar por esta data uma boa nova, que tanto iria encantar as populações limítrofes e os inúmeros turistas que diariamente a ambicionam visitar. Não é isso que se verifica, mas sim o oposto. Esta não revelação do que vai ser o Futuro do Tua, parece-me mais o adiamento do que já esta há muito decidido e que em nada agrada aos transmontanos e a muitas pessoas por este país.
Então de forma inteligente e habilidosa, retarda-se essa fraca notícia, adiando-a para depois das eleições de forma a não causar mais mossa, nem controvérsia neste frágil governo.
Mais uma vez os assuntos importantes e de responsabilidade ficam adiados. As pessoas e as suas conveniências passam para planos inferiores dando lugar aos interesses do poderio económico, que vai minando o país.
Importa saber que a linha do Tua situa-se no Alto Douro e liga o Tua a Mirandela, servindo de único meio de transporte a muitas populações, que sem o comboio ficam isoladas. Por sua vez no Tua as pessoas têm ligação através da linha do Douro a todos os pontos do País, sendo usada como ponte entre o interior e o litoral. Nos tempos áureos do caminho de Ferro era por estas linhas que circulavam todas as mercadorias, eram usadas por centenas de pessoas que diariamente tinham necessidade de se deslocar a vários pontos sendo o comboio o meio de transporte privilegiado. Hoje com esta politica de encerramentos das linhas estreitas, há muitas populações e muitas pessoas que ficam sem o único meio de transporte púbico de que disponham. Quem tem responsabilidades deveria emendar e corrigir o erro dos encerramentos.
Olhando para a nossa vizinha Espanha, constatamos uma política completamente oposta, a tendência que têm é para a abertura das linhas estreitas que possuem. Já por cá nem as que temos em funcionamento são capazes de manter.
E com tristeza e muita magoa que digo isto, mas tenho quase a convicção que se a Linha do Tua, com as características e as potencialidades que possui, fosse situada em território espanhol seria aproveitada, preservada, rentabilizada e explorada ao máximo, permitindo a sua auto sustentação e garantido que o investimento fosse seguro, acabando mesmo por propiciar vantagens lucrativas, que envaideceria o país.
Desejo que a nova equipa que em breve vai formar governo seja sensível a estes problemas, não de deixando influenciar pela enorme pressão de alguns grupos económicos, que em nada beneficiam o turismo e as pessoas, apenas o lucro de alguns.
Espero que sejam correctos, capazes e competentes e que ponham o interesse das pessoas a frente dos interesses dos empresários.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
PSD REGRIDE NO TEMPO
Na passada semana, realizou-se o conselho nacional do Partido Social-democrata, com o propósito de escolher os candidatos às eleições legislativos, representando dessa forma o distrito pelo qual são cabeças de lista.
Emerge a urgência de sangue novo, ideias novas e pessoas novas, capazes de dissipar com o passadoO partido que se intitula, o maior partido da oposição, debateu intensamente as listas a deputados para a próxima legislatura, não o fazendo de forma convincente, mas sim de maneira a colocar os candidatos (amigos) do passado. Esta opção faz com que o partido não evolua, não regenere e não tenha novas ideias. Somos assim confrontados com um partido que se revê num passado, que em nada o beneficia. A sua líder tinha agora uma excelente oportunidade de unir este partido, mas preferiu optar por dividi-lo, caindo no erro dos arranjos. Rodeia-se assim de políticos que á muito tempo estão fora de prazo.
A Dra. Manuela Ferreira Leite alcança assim o inédito, ter um partido voltado para dentro e não para fora, um partido desavindo e sem ideias novas, apenas se limita a garantir o lugar dos amigos e dos que há muito não colaboram com o partido, bem pelo contrário.
Questiono-me, como é que alguém que quer ser Primeira-ministra, consegue deixar de fora das suas listas elementos de tamanho valor, como Pedro Passos Coelho, que foi apoiado incondicionalmente pela distrital a que pertence? Só porque foi também candidato a líder do partido! Então não é um partido democrático, em que cada um tem direito de expressar as suas ideias? Considero um erro crasso o afastamento de personalidades jovens, dinâmicas e com ideias novas, que contribuam assim para fortalecer e clarificar ideias, que trabalham para alargar os horizontes partidários e que abrem portas ao dialogo interno e aos jovens.
Mas em termos de controvérsias não ficamos por aqui, houve muitas mais surpresas nesta reunião. È inaceitável, que a líder do PSD apoie para segundo lugar pelo círculo de Lisboa uma candidata que é apoiante do Partido Socialista na mesma autarquia! Parece ridículo mas corresponde a verdade.
Surgem assim vozes internas contra este acto, que de liderança tem pouco. È impensável conseguir o apoio e a união de todos, quando se presenciam actos inconcebíveis e mesmo irreflectidos, onde apenas emergem as pressões ou se pagam favores a pessoas que á muito estão ultrapassadas da vida Politica activa, retrocedendo assim no tempo. Não sendo necessários aparecerem as críticas externas, pois as vozes internas estão em constante conflito, diariamente nos meios de comunicação social despontam novas vozes que assim mostram o seu desagrado.
Mas o que sucedeu no conselho nacional do PSD é somente o espelho do que passa em muitas concelhias por este país. Localidades onde os “títulos” têm mais significado do que as pessoas, e do que a própria inteligência. Aparecem sempre os mesmos, auto nomeados, para os mesmos lugares, arrastando-se anos sucessivos, sem entenderem que já em nada contribuem para evoluir ou melhorar o que quer que seja, somando derrotas, desilusões, mas mesmo com todas estas evidências não se retiram, ficam agarrados ao poder.
Emerge a urgência de sangue novo, ideias novas e pessoas novas, capazes de dissipar com o passado e criar um presente sólido, coeso e consistente, permitindo olhar o futuro com mais confiança.
Por: Hugo Sequeira
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
FESTA MAFOMEDES

A tradição repete-se, em Mafómedes
Realizou-se nos dias 6, 7, 8 e 9 de Agosto, as festas em honra de Nossa Senhora do Bom Despacho, em Mafómedes, conselho de Santa Marta de Penaguião.
Mafómedes é uma localidade da Freguesia de Sever, rodeada de vinhedos, sendo a agricultura, nomeadamente os vinhos a principal fonte de sustentação dos seus habitantes. Também se caracteriza por ser um povo de emigrantes, que anualmente no mês de Agosto regressam às suas origens, colaborando efusivamente nestas festividades em honra de Nossa Senhora do Bom Despacho.
A procissão de velas marcou o início das comemorações, um acto religioso sempre importante. Nos dias que se seguiram, os grupos musicais ficaram incumbidos de animar as noites quentes e agradáveis que se fizeram sentir. No domingo, um dos momentos mais importantes foi a Celebração eucarística na Capela da Padroeira, presidida pelo Pároco da freguesia e acompanhada pelo ilustre grupo coral de Santo Adrião, Sever.
À tarde realizou-se a majestosa procissão, composta por andores adornados com belas flores naturais, fanfarra, dos Bombeiros voluntários do Peso da Régua, Banda de Musica, que este ano esteve a cargo da Famosa Banda Musical da Cumieira e marcaram também presença algumas personalidades do concelho.
Como forma de encerramento de todas as festividades, não poderia faltar o tão aguardado fogo-de-artifício, que embeleza e encerra da melhor forma estas festas, que se realizam há já longos anos e que tanto orgulham os habitantes desta localidade.
De salientar o empenhamento, a disponibilidade, e a dedicação de todos os mordomos, que afincadamente trabalharam e se dedicaram para propiciarem a todos uma grandiosa festa.
Por: Hugo Sequeira
REDES SOCIAIS ONLINE
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, uma frase tão antiga mas sempre adequada á realidade. Era comum nos tempos mais longínquos, aos domingos ou até mesmo no decorrer da semana, o encontro em pontos estratégicos de grupos de pessoas conhecidas, que conversavam e trocavam ideias sobre tudo o que se ia passando.
As Redes Sociais, constituem uma forte propagação de informação, mas pode ser mal utilizada.Assistia-se assim a confraternização, discussão de ideias, debates muito proveitosos, onde os temas quentes da actualidade reinavam como assunto principal. Usual, alem das conversas, eram os jogos populares, os bailes, realizados essencialmente ao fim de semana, mais propriamente ao domingo á tarde, onde a animação e o divertimento prevaleciam com exigência principal. Refiro-me pois aos anos em que a sociedade dialogava, em que existiam amigos presentes, o que hoje dificilmente acontece!
A actualidade em que vivemos é muito diferente, assistimos a uma realidade virtual, ou seja, os computadores e a internet passaram a ser o nosso meio de comunicação mais privilegiado. Deixou assim de haver a presença, face a face, para existir uma realidade virtual, que apenas nos isola e nos coloca afastados uns dos outros. O que em nada beneficia a união, a amizade e o espírito de companheirismo. São aspectos fortes e importantes que a sociedade foi perdendo com o aparecimento das novas tecnologias.
Hoje é comuns as crianças e adultos, ficarem em casa, privando com o computador, com as consolas de videojogos e a televisão, esquecendo de usufruir da natureza e do fantástico mundo que as rodeia, muitas vezes nem sentem a realidade da vida que vai alterando de dia para dia.
Surgem assim as designadas “redes Sociais”. Muito usual nos dias que correm, são o fruto do isolamento dos jovens e não só. Caracterizam-se por serem o encontro de milhares de pessoas, que ai expõem tudo sobre si e exploram um mundo ao passo de um clicar de dedos.
Conhecimento é a palavra que reina, pois encontram uma diversidade de pessoas, oriundas de locais distantes. Surgem assim as trocas de informação, a criação de grupos e relacionamentos, alguns dos quais íntimos, tudo num mundo á parte da realidade.
São diversas as formas como actualmente se criam laços virtuais. Existem online, inúmeros sítios, onde é possível, fácil e prático fazer um registo e assim pertencer a uma comunidade de “amigos” que através de um computador ou telemóvel, partilham experiências, factos e até mesmo intimidades, sem darem importância a quem está do outro lado.
Considero assim que as novas tecnologias, alem de muito práticas e úteis podem também ser motivo de enigmas, estas novas formas de criar e gerir grupos de amigos não são saudáveis nem sequer contribuem para uma bom relacionamento com as pessoas. É indispensável e útil entendermos as vantagens dos novos meios de informação, mas mais necessário, e urgente é sabermos distinguir a importância dos amigos reais, dos grupos que conhecemos e não os que ficam distantes, que podem não corresponder ao que idealizamos, tornando-se muitas vezes prejudiciais.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
CÂMARA OFERECE LIVROS ESCOLARES
Numa iniciativa inédita neste concelho, os manuais escolares do ano lectivo 2009/2010 vão ser disponibilizados, gratuitamente pela autarquia a todos os alunos que frequentem o 1.º ciclo. Segundo fonte da câmara, o Município irá fazer um investimento a rondar os 12 mil euros, contemplando assim os 270 alunos do concelho, matriculados no 1º ciclo. Uma ajuda significativa para as famílias, que todos os anos em Setembro são confrontadas com esta despesa, agora suportada pelo Município. Assim, no primeiro dia de aulas, vão estar disponíveis os manuais nas escolas para mais um ano de trabalho.
De referir ainda, que os alunos mais carenciados vão dispor de uma verba, para a aquisição de material escolar de desgaste rápido. Um esforço que a autarquia pretende ver compensado com os bons resultados escolares.
Por: Hugo Sequeira
REDES SOCIAIS ONLINE
As Redes Sociais, constituem uma forte propagação de informação, mas pode ser mal utilizada.Assistia-se assim a confraternização, discussão de ideias, debates muito proveitosos, onde os temas quentes da actualidade reinavam como assunto principal. Usual, alem das conversas, eram os jogos populares, os bailes, realizados essencialmente ao fim de semana, mais propriamente ao domingo á tarde, onde a animação e o divertimento prevaleciam com exigência principal. Refiro-me pois aos anos em que a sociedade dialogava, em que existiam amigos presentes, o que hoje dificilmente acontece!
A actualidade em que vivemos é muito diferente, assistimos a uma realidade virtual, ou seja, os computadores e a internet passaram a ser o nosso meio de comunicação mais privilegiado. Deixou assim de haver a presença, face a face, para existir uma realidade virtual, que apenas nos isola e nos coloca afastados uns dos outros. O que em nada beneficia a união, a amizade e o espírito de companheirismo. São aspectos fortes e importantes que a sociedade foi perdendo com o aparecimento das novas tecnologias.
Hoje é comuns as crianças e adultos, ficarem em casa, privando com o computador, com as consolas de videojogos e a televisão, esquecendo de usufruir da natureza e do fantástico mundo que as rodeia, muitas vezes nem sentem a realidade da vida que vai alterando de dia para dia.
Surgem assim as designadas “redes Sociais”. Muito usual nos dias que correm, são o fruto do isolamento dos jovens e não só. Caracterizam-se por serem o encontro de milhares de pessoas, que ai expõem tudo sobre si e exploram um mundo ao passo de um clicar de dedos.
Conhecimento é a palavra que reina, pois encontram uma diversidade de pessoas, oriundas de locais distantes. Surgem assim as trocas de informação, a criação de grupos e relacionamentos, alguns dos quais íntimos, tudo num mundo á parte da realidade.
São diversas as formas como actualmente se criam laços virtuais. Existem online, inúmeros sítios, onde é possível, fácil e prático fazer um registo e assim pertencer a uma comunidade de “amigos” que através de um computador ou telemóvel, partilham experiências, factos e até mesmo intimidades, sem darem importância a quem está do outro lado.
Considero assim que as novas tecnologias, alem de muito práticas e úteis podem também ser motivo de enigmas, estas novas formas de criar e gerir grupos de amigos não são saudáveis nem sequer contribuem para uma bom relacionamento com as pessoas. É indispensável e útil entendermos as vantagens dos novos meios de informação, mas mais necessário, e urgente é sabermos distinguir a importância dos amigos reais, dos grupos que conhecemos e não os que ficam distantes, que podem não corresponder ao que idealizamos, tornando-se muitas vezes prejudiciais.
sábado, 1 de agosto de 2009
CRIANÇAS DE FONTES INVADEM SERRA DA ESTRELA

Realizou-se no dia 22 de Julho de 2009, o tão aguardado passeio da Fundação Dr. Carneiro de Mesquita, Fontes.
Como vem sendo habitual, esta instituição realiza anualmente um passeio com as valências da creche e jardim-de-infância, como forma simbólica de convívio e encerramento das actividades curriculares. Este ano o Passeio teve como destino a Serra da Estrela, local de paisagens únicas e deslumbrantes do panorama nacional. Mas como atracção principal desta viagem foi a visita guiada ao famoso museu do Pão, situado em Seia, onde foi possível aos meninos observarem e executarem algumas tarefas necessárias para a realização do pão, com que se alimentam diariamente, como nos referiu a educadora e responsável do grupo, Marília Pereira.
Cada criança fez-se acompanhar por um familiar, que também participou no almoço servido dentro das instalações do museu, onde reinou a animação e boa disposição. Em seguida uma viagem de “comboio turístico” percorrendo as principais ruas de Seia, uma viagem que alegra sempre as crianças, que por sua vez contagiam todos os que as acompanham. Rumaram em seguida á torre, no alto da serra, onde o tempo não colaborou, tendo sido impossível visitar a lago.
De regresso a casa a animação e a cantoria tomou conta dos dois miniautocarros cedidos pela autarquia de Santa Marta de Penaguião.
Por: Hugo Sequeira
XASSOS URBAN CUP FONTES- Classificação

A CORRIDA MAIS LOUCA DO MUNDO
A Vila de Fontes, do concelho de Santa Marta de Penaguião foi o destino de centenas de pessoas, que assim assistiram á “corrida mais louca do mundo”!
Realizou-se assim, pelo segundo ano consecutivo a “xassos urban cup”, como o “ARRAIS” referiu na passada semana. Sem dúvida que uma das características desta magnifica corrida é a animação, a boa disposição, o enorme convivo entre os participantes e o restante público.
Marcaram presença neste evento 23 equipas, que assim durante três horas percorreram as ruas desta vila transmontana. Surgiram algumas quedas, sem gravidade, nem para os pilotos, nem para as motas que de “xassos”, só mesmo o nome, pois foi possível constatar a presença de grandes motas e muito bem estimadas, o que demonstra o grande empenho de alguns pilotos nesta competição, que vai ganhando cada vez mais adeptos.
O Moto Clube do Porto, a quem coube a responsabilidade de organizar mais uma fantástica prova, tinha tudo pronto bem cedo, a tempo de receber os concorrentes, que foram aparecendo ao meio da manhã, possibilitando assim aos mais curiosos observar as relíquias e apreciar os barulhentos motores que começavam a ficar afinados. A pista este ano contemplava três tipos de piso, alcatrão, paralelo e terra, dificultando assim a prova. Os participantes tiveram assim de mostrar os seus dotes, nos vários tipos de piso, o que tornou a prova mais competitiva.
Depois de percorridas as três horas de prova os heróis concentraram-se junto as boxes para usufruírem um pouco de descanso e receberem os cumprimentos sempre merecidos do público que não se cansou de os apoiar durante toda a corrida.
Sendo uma prova de resistência, o importante é chegar ao fim, participando e entrando na animação. Ficou assim alinhada a classificação final:
1.º Max Mini, com 73 voltas,
2.º Vip Team, com 73 voltas
3.º Moto J. Dias Racing, com 72 voltas
4.º Moto Penaguião, 68 voltas
5.º Os Diferentes, 64 voltas
De salientar o empenho e a dedicação de toda a organização, que assim superou as expectativas, tendo conseguido animar toda a população, realizando uma prova que começa a ganhar adeptos ano após ano.
Ficou também a promessa, de repetir a prova por muitos mais anos, nesta Vila Transmontana, que acolhe como ninguém os forasteiros que esta actividade trás até ela!
Eleições Autárquicas? Sim, Todos os anos!
Numa manhã fria de verão, conversando com um amigo, reflectíamos sobre as próximas eleições autárquicas, que já interferem com todos nós, directa e indirectamente.
São exemplo os caminhos rurais, das aldeias, que permanecem degradados, mas sempre com a promessa de mudanças, que dificilmente se concretizam.Como somos de locais diferentes, de conselhos distintos, fomos comparando as movimentações que vão existindo, os nomes que vão sendo falados para os diversos cargos autárquicos, alguns deles do nosso círculo de amigos, o que não é de estranhar, visto estas eleições serem as que maior número de pessoas envolve, não só candidatos como também apoiantes, trata-se de pessoas que são conhecidas, amigas e muitas vezes familiares.
Como quase sempre sucede nas conversas de café, fomos falando do que nos vamos apercebendo, como livres cidadãos que somos, com sentido crítico, mas construtivo.
É comum em ano de eleições as obras surgirem quase em simultâneo, em todos os pontos do País. Assim no desenrolar da conversa fomos constatando, a existência de obras que durante anos vão sendo projectadas mas que só são sempre terminadas nestes anos de movimentações eleitorais. Algumas delas já necessárias á muito tempo, mas vão esperando o timing mais apropriado, as eleições. Enquanto outras, sem razão lógica de existirem, são projectadas, executadas e até mesmo publicitadas, sem que aparentemente tenham algum fundamento, nem mesmo beneficiam a população, são as que vulgarmente se designam de obras eleitorais.
Então surgiu a duvida, porque e para que servem estas obras? Difícil de explicar, mas fácil de entender, o único objectivo que possuem é exibir, mostrar dinâmica de construção, lembrar que se realiza algo, após uma imensidão de anos em que nada evolui surge como que de impulso, num curto espaço de tempo, uma serie de alterações. Torna-se comum o barulho de máquinas em movimento, edificando ou apenas melhorando, comprovando um imensa intenção, de concretizar num curto espaço de tempo o que ficou esquecido durante anos.
Mas nem sempre, todas as obras prometidas são realizadas, por vezes vão passando de eleição em eleição e tornam-se em promessas que nunca são efectuadas! Tudo porque não são de evidência, nem se situam em locais estratégicos, movimentados, para poderem ser comentadas e assim acabam por cair no esquecimento! São exemplo os caminhos rurais, das aldeias, que permanecem degradados, mas sempre com a promessa de mudanças, que dificilmente se concretizam.
Toda esta realidade se constata na maioria dos concelhos de norte a sul, do interior ao litoral, é uma constante as vastíssimas movimentações no ano em que somos chamados a exercer o nosso dever cívico. O que não é honesto é termos de esperar, de quatro em quatro anos para vermos cumpridas algumas obras de vital importância, mas que teimosamente resistem aguardando por nova oportunidade. Algumas delas com a sua realização atempada simplificavam e melhoravam a vida dos cidadãos, por isso não se justifica tanto tempo de espera, correndo o risco de serem mal interpretadas e terem o efeito contrário ao desejado.
Seria correcto, que o tempo eleitoral fosse uma época de reflexão do trabalho executado nos últimos anos, publicitando esses feitos, demonstrando a evolução e o desenvolvimento de todo o mandato, para que justamente tudo isso fosse avaliado, garantindo que não caía no esquecimento, sem ser necessário recorrer só aos últimos meses, para se mostrar empenho e competência.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Jogo sujo, Mente suja
Nestes últimos anos tem sido comum a edição de livros, de personalidades ligadas ao desporto. Com incidência no futebol, pois é este o desporto “Rei” que movimenta, deslumbra e desperta o interesse de milhões de pessoas por este mundo fora. Tem surgido livros com ideias, destaques e revelações interessantes, capazes de nos elucidar como e de que forma se consegue atingir o sucesso, recorrendo ao rigor, competência e a vontade de lutar pela fama com muito trabalho afinco e dedicação.
Com mentalidades tão retrógradas, não se muda nada, apenas se gera confusão e descrença.Mas como não podia deixar de ser, também aqui há o revés da moeda e surgem mentes sujas, achando que tem o direito de editar livros, fazendo-o de uma forma suja e difamatória, recorrendo a calúnias que podem ou não ser verdade, a dúvida irá sempre permanecer, só para atingirem alguns dias de destaque.
Reporto-me a mais um livro, muito bem redigido, mas com revelações muito duras, sujas, difamatórias e cruéis que em nada beneficiam quem as revela, muito menos o futebol nacional. A recente faceta do jogador Fernando Mendes como co-autor de um livro que intitulou de “Jogo Sujo” deixou-me profundamente desiludido e revoltado, como é possível um profissional de futebol, que representou os três grandes do futebol nacional, revele factos que em nada o dignificam, muito pelo contrário, apenas demonstram a falta de carácter personalidade e uma mente suja.
Neste livro, enumera enormes irregularidades, que decorriam nos clubes por onde passou, revela temas como favorecimento das arbitragens, prostituas nos estágios, ameaças mas ao que dá maior relevo e destaque é ao doping. Revela que quando jogava em alta competição se dopou, e que todos os colegas o faziam, uns por medo, outros com receio de não jogarem, sem dúvida muito grave, mas porquê só agora o revelou? Porque se dopou e agora vem criticar? São questões que devia esclarecer, pois quando lhe propuseram o doping não o recusou, tendo-o usado para rentabilizar o seu futebol e a sua capacidade desportiva. Ai sim devia ter sido correcto consigo próprio e não o fazer, andou a enganar todos os que acreditavam no seu valor e no seu potencial, enquanto jogador de grandes clubes nacionais.
Se o seu objectivo foi não cair no esquecimento, conseguiu, tem sido convidado para programas de televisão, para explicar o que toda a gente já entendeu, consumiu e agora quer protagonismo, só que enveredou pelo caminho mais fácil o da vergonha, da calúnia e do desrespeito, que só prova que o fraco feitio que tinha como jogador se mantém enquanto pessoa.
Devia isso sim, contribuir para melhorar o que de mal se passa no futebol, ganhar ênfase como treinador, por exemplo, profissão que alguns dos seus companheiros assumiram com grande afinco e que hoje são notícia por razões bem mais gratificantes, pelo que fazem para mudar o que no seu tempo de desportistas estava mal. Assim contribuem para o seu enriquecimento e para um desporto mais competitivo, correcto e honesto não tendo necessidade de recorrer a métodos sujos para andarem na ribalta do futebol.
Com mentalidades tão retrógradas, não se muda nada, apenas se gera confusão e descrença.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A CORRIDA MAIS LOUCA DO MUNDO!

Para matar saudades, de motas que caracterizaram uma geração.
Realiza-se no dia 26 de Julho, na Vila de Fontes, uma das mais loucas corridas do ano, a “XASSOS URBAN CUP”.
Pelo segundo ano consecutivo os habitantes desta simpática vila do concelho de Santa Marta de Penaguião, vão ser invadidos por motas do século passado, são motas de baixa potência (50cc), mas que caracterizaram uma geração que ainda hoje sente saudades dos barulhentos motores que outrora, se faziam sentir com mais regularidade.
Esta deslumbrante corrida caracteriza-se por invadir o centro da vila, perfazendo assim uma pista, que percorre as ruas estreitas deixando os seus habitantes contaminados por tamanha diversão. A destacar o empenho da organização não faltando o Porco no espeto e o barril do vinho, que contempla todos os presentes.
Esta prova de resistência, que se destaca por durante três horas, com no mínimo dois “pilotos”, exibir belas máquinas de outrora, como Famell, Zundapp, Casal, SIS-Sachs, V5, Lotus, Bosse entre outras, que neste dia tornam esta Vila num ponto de interesse para os aficionados deste tipo de eventos.
Esta corrida está a cargo do Moto clube do Porto, que tem vindo a organizar estes acontecimentos em Kartódromos na região do Porto, permitindo assim a diversão e animação dos seus sócios. Nesta prova a organização alterou os regulamentos para poder abrir as inscrições a todos os potenciais participantes na região.
A salientar o empenho do sócio Paulo Mesquita, natural desta Vila, que com muito esforço, empenho e dedicação, conseguiu junto das autoridades locais os apoios necessários para a realização deste magnifico evento que muito o orgulha e alegra as gentes desta Vila Transmontana. Como nos referiu Paulo Mesquita, este ano as expectativas são altas, espera-se uma maior afluência por parte de toda a população, tanto de participantes como espectadores, salientou também a boa organização do ano transacto em que as expectativas foram amplamente ultrapassadas.
Fica assim uma boa sugestão para um fim-de-semana diferente, com muita adrenalina, divertimento e animação que é característica deste Moto Clube, que assim associa esta corrida, às maravilhosas paisagens do Marão.
QUANDO A DOENÇA APARECE TUDO MUDA!
Viver é um acto comum a todos os seres, mas o que nos faz diariamente permanecer neste mundo tão ambicioso são os objectivos a que nos propomos, por vezes individuais, outros colectivos, mas têm que estar sempre presentes na nossa vida.
Quando essas adversidades são provenientes de doenças tudo desaba, é como se tudo parasse e permanecesse-mos numa escuridão tremenda que arrepia o corpo!É com algum desânimo que escrevo este artigo, não só pelo tema, mas também pela angústia que ele provoca em muitas famílias por este mundo. A vida delibera um ciclo, que vai proporcionando alegrias e tristezas, onde quase sempre as tristezas se sobrepõem, modificando os projectos, os objectivos e os sentimentos.
Refiro-me às doenças que aparecem sem aviso prévio modificando projectos e planos de vida, que vão sendo ultrapassados, quase sempre com enorme dificuldade, mas sempre dispostos a lutar para as conseguir ultrapassar. Quando essas adversidades são provenientes de doenças tudo desaba, é como se tudo parasse e permanecesse-mos numa escuridão tremenda que arrepia o corpo! Sem sentido de orientação, como se o mundo desmoronasse sobre a nossa cabeça.
Todos os planos, projectos e orientações de vida que possuímos ficam sem sentido, surge um vazio dentro de nós, onde tudo perde o significado, onde a razão deixa de permanecer, dando origem a vastíssimas duvidas, que muito dificilmente poderão ser esclarecidas.
Sempre que por algum motivo nos deslocamos a um centro de cuidados médicos, o panorama é evidente, quer seja público ou privado a situação mantêm-se e o número de pessoas é sempre elevado, o que dá muito que pensar. A tristeza amplifica, quando as pessoas que observamos são crianças, inocentes, que sofrem com tanta angústia que nos dão muitas vezes ensinamentos, permitindo-nos reflectir e dar mais valor às pequenas coisas do dia-a-dia.
O significado da vida perde-se, quando as doenças nos atormentam, que se enganem os que pensam que só acontece aos outros, elas batem á nossa porta, por mais estranho que pareça, surgem do nada modificando-nos e a tudo que nos rodeia. A forma com que observamos certas e determinadas realidades, passa a ser observada sobre outro prisma, a nossa vida ganha novo rumo e adequa-se a uma enorme realidade, muitas vezes trágica, mas que tem que ser encarada com vontade e muita luta, só assim podemos continuar a abraçar os propósitos a que nos propomos.
As modificações na vida quando surgem estes contratempos são imensas, modificamos hábitos, gostos e mesmo a forma de actuar. Surgem aí os percalços que nos fazem crescer mentalmente, proporcionando o gosto pela vida, mas de outra forma, mais saudável, obtendo a capacidade de julgar melhor pequenos gestos, que têm grande valor e significado, que nos devolvem ânimo para continuar a viver.
É triste mas a realidade da vida é muito dura, e convêm recordar que nunca estamos a salvo, nem livres de sofrer, a qualquer momento surge uma contrariedade, temos isso sim, de estar preparados psicologicamente para a enfrentar sabendo contornar o sofrimento, dando apoio, carinho, amor e muita amizade.
domingo, 12 de julho de 2009
Ministro Português ao nível do terceiro mundo!

Escrevendo mais um artigo de opinião, que espero não seja mal interpretado nem motivo de ofensa ou discriminação muito menos de apontar o dedo a quem quer que seja, gostava de mostrar a minha profunda indignação relativamente á postura do Dr. Manuel Pinho na assembleia da república.
Questiono-me assim em que mundo habita-mos? Quem são estes ministros que gerem os dinheiros públicos? Que democracia temos? São duvidas que me intrigam, que me deixam confuso e sem ser capaz de responder, pelo menos com respostas lógicas, razoáveis e esclarecedoras.
Um governo frágil, que como num jogo de futebol que corre mal, anseiam pela chegada do fim.Foi com espanto, estranheza e muita indignação que ao fim da tarde, através da rádio fiquei a saber o que se passou na quinta-feira na Assembleia Portuguesa. Como é possível, que um ministro remunerado com dinheiro dos impostos de todos nós tenha uma reacção condenável como a que presenteou todo o país e o mundo. São actos que acredito serem espontâneos, mas que mesmo assim não se justificam em nenhum cidadão, muito menos em alguém com responsabilidades demasiadamente importantes para um gesto de tamanha mediocridade.
É comum os meios de comunicação social reportarem actos de violência, de atitudes impróprias, com mais regularidade em assembleias de países menos desenvolvidos, actos que mostram a falta de cultura, de educação e respeito.
Como é possível, Portugal estar a regredir e ter pessoas que são capazes de incitar actos impróprios e altamente condenáveis. A atitude do ex-ministro da economia dá muito que pensar, demonstrando a desordem, o descrédito e o desrespeito que o governo atravessa depois das eleições Europeias. Uma prova evidente de que algo vai muito mal, o governo atravessa sem dúvida, o momento mais conturbado e difícil de toda a legislatura, a sua imagem é posta á prova diariamente e estes gestos impensados, só vêem prejudicar e causar mais danos no seio de um governo frágil, que como num jogo de futebol que corre mal, anseiam pela chegada do fim, se fosse possível, as eleições eram realizadas já, cada dia que passa parece que torna tudo mais complicado e desesperante.
O que se passou na assembleia, só demonstra todo o desânimo que o governo atravessa, todo o mau estar que se vive, bem evidenciado pelas atitudes que tem demonstrado nos últimos tempos. Refiro-me por exemplo ao cancelamento das grandes obras públicas, tais como o TGV e o novo aeroporto, que pareciam primordiais e de vital importância, mas de um momento para o outro tudo se alterou e de fundamentais, acabaram por ir para segundo ou terceiro plano, passando assim para a próxima legislatura o que as deixa tudo numa situação de incerteza.
São assim estas pequenas, grandes indecisões que vão caracterizando a nossa vida política que tanto aprecio, como não poderia deixar de ser e por uma questão de desalento, o Dr. Manuel Pinho decidiu, com um gesto obsceno, dar um forte contributo para que o nosso país fosse referenciado em quase todo o mundo, pois a caricata imagem da qual foi protagonista, saiu na primeira página de alguns jornais de renome internacional, evidenciando como se comportam os ministros em Portugal.



