
Numa conversa amena com alguns amigos, fomos constatando o grande impacto que a comunicação social está a dar às eleições do maior Partido da oposição. São debates, coberturas televisivas e apresentação de livros, o que nos leva a pensar que estas eleições no PSD estão a ser consideradas muito importantes para o País, e a usar novos métodos comunicacionais, para chegar até todos nós.
No fim-de-semana que se aproxima vai realizar-se o congresso que pode definir muito do que se vai passar nas eleições directas. Tendo em conta o número de delegados ao congresso que cada candidato possui, o Dr. Pedro Passos Coelho leva uma vantagem considerada, o que pode indicar que será o próximo presidente. Mas a “velha guarda” está a tentar unir-se para conseguir apresentar alguém que acima de tudo vá baralhar as contas, alguém que directa ou indirectamente esteja ligado aos “tubarões do poder”. Com a sensação de que o PSD está preste a mudar de rumo, alguns senhores começam a mostrar o seu desagrado e a tentar destabilizar, lançando nomes para o ar, como quem está com a corda no pescoço e cada dia que passa fica mais apertada.
Liderando o Partido uma pessoa nova, com sangue novo, sem vícios, mais dinâmico, com novas ideias, pode contribuir para melhorar as politicas desenvolvidas no País e acima de tudo varrer com aqueles que já nada de novo podem trazer para a vida Politica, nem conseguem contribuir para ajudar o País a sair da crise que se encontra. Muitos destes senhores que querem a continuidade, temem pelos seus cargos, pelos bons lugares que possuem sem se preocuparem com os portugueses mas sim com os seus próprios interesses sociais e políticos. É contra estes senhores do sistema que o candidato do PSD quer romper e quer apresentar a sua nova equipa, servindo para ajudar a governar e não apenas estar sentado a criticar sem contributo útil.
Com uma ideia todos podemos ficar, algo vai mesmo muito mal dentro deste partido, pois os candidatos á liderança são unânimes, tem de haver um romper com o sistema e com o passado, mas será que quando ganharem não se vão esquecer? É a pergunta a qual só obteremos resposta nos próximos meses.
Outro dos pontos que esta campanha me tem despertado a atenção, em parte devido á minha formação, é o facto de estar a ser muito mediática, ou seja, os candidatos estão todos a usar os novos meios de comunicação para conseguirem chegar com a sua mensagem a um maior e mais vasto numero de pessoas. Conseguimos facilmente ver os seus sítios na Internet, onde são expostas as suas ideias para o País, onde todos surgem cuidadosamente apresentados, para que facilmente qualquer pessoa os possa questionar e onde consta toda a sua agenda. A isto eu chamo de novas formas de comunicar e interagir e a tendência passa por uma maior interacção entre os políticos e as pessoas, também neste campo a politica está a evoluir favoravelmente.
Assim, as eleições para o PSD vêm provar que a forma de fazer politica e a forma como devem interagir com a população está diferente do que anos anteriores. Por isso a politica prima agora por uma interactividade com as pessoas, através de redes sócias, mensagens nos telemóveis, tudo formas de comunicar mais eficazes e com muita maior ligação com as pessoas.