quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Não havia necessidade, Sr. Primeiro-ministro!



Ao longo de vários anos fomos habituados a assistir no fim do Verão a grandes comícios políticos, que trazem para a ribalta assuntos da actualidade, onde se discute os problemas que se avizinham. Este ano não foi excepção, mas com uma agravante, o discurso e o anúncio de novas medidas de austeridade pelo Sr. Primeiro-ministro, foram arrasadoras e causaram “feridas” profundas em toda a sociedade.

 

Todos os portugueses tem conhecimentos de que a vida não está fácil, que o país atravessa um momento delicado em termos económicos e que só com união e muito trabalho este governo consegue ultrapassar a pesada herança que recebeu. Mas não assim, o que se passou na passada semana, com anúncio de medidas descabidas, desapropriadas e a meu ver ineficazes para as necessidades actuais do país, estas medidas só servem para piorar e agravar a vida dos Portugueses.

 

Por vezes fico com a noção de que, ou não existe bom censo, ou os líderes políticos vivem num mundo diferente do nosso, limitam-se a ficar fechados nos gabinetes, ouvindo apenas os conselheiros desinformados, o que os obriga a cometer erros impensáveis. O anúncio das medidas de autoridade apresentadas demonstra isso mesmo, uma desactualização e desinformação da realidade, um desconhecimento e uma falta de bom censo que pensei ser impossível.

 

Concordo que há necessidade de sacrifícios, mas a classe média já não suporta mais tanta austeridade. Há que recorrer a outras formas, ponderar outro tipo de medidas que não sejam só de destruição da economia. O que se está a passar é que quanto menor for o vencimento da classe media, maior vai ser a quebra no consumo, tendo o efeito contrário ao desejado que é a recuperação económica. O que se vai verificar com estas medidas é mais recessão, mais desemprego e mais famílias na falência. O benefício que é dado à entidade patronal nesta pseudo lei, em nada vai beneficiar e economia e o desemprego. Se fosse feito um estudo sério e profundo verificar-se-ia que a economia só pode crescer se houver incentivos, mas não desta forma, que patrão vai dar mais emprego quando não tem quem compre a matéria-prima que produz? Não havendo consumo o que sucede é sempre mais desemprego, logo mais crise.

 
Não havia necessidade de serem os mesmos sempre a pagar, não pode ser pela forma mais fácil de arranjar dinheiro, procurem novas formas para o bem de todos e para o bem de Portugal.

 

 

domingo, 16 de setembro de 2012

VISO / 2012 - A ROMARIA DO CONCELHO


VISO / 2012 – A ROMARIA DO CONCELHO
 
 

A bela Vila de Fontes assistiu este ano a mais uma Festa em Honra de Nossa Senhora do Viso.
 
Com o passar dos anos a “Romaria do concelho” de Santa Marta de Penaguião vai proporcionando aos seus habitantes e romeiros cada vez mais momentos inesquecíveis. A Festa em Honra de Nossa Senhora do Viso, que se comemorou no passado fim de semana, o primeiro domingo de Setembro, como é já uma tradição, voltou a superar as expectativas e demonstrar a importância que esta festividade têm para a esta Vila Transmontana.
 
A Festa do Viso denominada por muitos como a Romaria do Concelho continua a brindar os seus romeiros com momentos memoráveis, tendo este ano contado com a presença de dois artistas de renome nacional, Quim Barreiros e Augusto Canário. O recinto das festividades foi demasiado pequeno para tanta gente, que por estes dias visitam a Vila de Fontes e participam nas suas festividades. O Ponto alto destas celebrações que enchem de orgulho os Fontenses e todos os visitantes é a procissão do Triunfo, um momento único onde dezenas de andores ornamentados cuidadosamente com as mais belas flores naturais, inúmeros quadros bíblicos, fanfarra, tuna e a bandas filarmónicas dão vida, cor e alegria a estas maravilhosas celebrações, deixando encantadas todas as pessoas que enchem a rua por onde esta procissão passa.
 
Estas festividades são já um marco na história e na vida da comunidade desta bonita Vila situada nas encostas do Marão. Orgulhosamente verifica-se o empenho e a alegria de um povo que vive de uma forma muito intensa esta romaria e que direta ou indiretamente ajuda, colabora e se dedica criando um clima contagiante que faz das Festas do Viso únicas nas redondezas.
 
Os membros da comissão de festas sentem-se orgulhosos pelo trabalho que realizaram e convencidos de que todo empenho e dedicação com que encararam estas festividades foi mais uma vez reconhecido pela generalidade das pessoas. Por isso queremos agradecer às gentes de Fontes e das aldeias limítrofes, que nos acolheram de forma exemplar e mesmo em ano de crise participaram de forma generosa com os seus donativos fazendo questão, no final, de manifestar o seu contentamento por tudo que foi realizado. Também não é possível esquecer os emigrantes que ajudam, colaboram e contribuem intensamente para que a Festa do Viso tenha a dimensão que hoje se verifica.
 
A todos os que estiveram ligados a estas grandiosas festividades um muito obrigado por parte de todos os elementos da comissão e nunca se esqueçam que a FESTA DO VISO é de todos nós, é uma cerebração que deve servir para engrandecer esta magnifica terra.
 
UM BEM HAJA!