O mês de Outubro do próximo ano marca pontos
importantes de mudança no sistema democrático português. Como é do conhecimento
da grande maioria das pessoas, no próximo processo eleitoral vão surgir os
primeiros efeitos da nova lei de limitação de mandatos, onde a grande maioria
dos autarcas atualmente em função deixa de poder candidatar-se novamente para
os mesmos cargos, o que no meu entender vai servir para terminar com alguns
ciclos viciosos, liderados por mentes já ultrapassadas, abrindo assim caminho a
novas ideias e a novos projetos.
A “azia” é evidente, muitos dos que estão
“agarrados” ao poder estão preocupados, para não dizer mesmos desorientados, sem
saber o que fazer perante uma lei que põe alguma justiça no sistema político
nacional.
Esta mudança vai ser mais positiva do que pode
inicialmente parecer. Com o abandono do poder vão ser também evidentes as
mudanças de programas e estratégias políticas. Esperemos que nesta altura de
crise, em que as famílias estão um pouco afetadas, se dê importância a
políticas sociais, culturais e humanas, abandonando de vez a política do
cimento. Esta lei é exímia e muito mais profunda do que podia parecer à
primeira vista.
Com esta vaga de mudança nos políticos, abre-se a
porta da oportunidade para que outros possam prestar o seu contributo à sociedade,
virando-se para questões mais sociais e humanas que até hoje em muitos locais
parece nunca terem existido, ou pelo menos eram colocadas para segundo plano.
Nas regiões como esta onde vivemos, onde a desertificação e a falta de
incentivos à natalidade é imensa, emerge a necessidade de mudar brutalmente as
politicas, criar formas de fixar os jovens às suas origens, não facilitando o
abandono da sua terra, porque simplesmente não têm oportunidade de trabalhar,
levando-os assim a ter necessidades de procurar novas oportunidades. Com estas renovações
os políticos que irão surgir, têm o dever e a obrigação de romper com as políticas
retrógradas do passado concentrando os seus esforços nas causas sociais e
culturais, ajudando as pessoas a permanecerem nas suas localidades, cativando
investimentos e riqueza, criando soluções que tragam mais desenvolvimento, logo
melhorando a vida de toda a comunidade.
