segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A um ano da mudança

 
 

O mês de Outubro do próximo ano marca pontos importantes de mudança no sistema democrático português. Como é do conhecimento da grande maioria das pessoas, no próximo processo eleitoral vão surgir os primeiros efeitos da nova lei de limitação de mandatos, onde a grande maioria dos autarcas atualmente em função deixa de poder candidatar-se novamente para os mesmos cargos, o que no meu entender vai servir para terminar com alguns ciclos viciosos, liderados por mentes já ultrapassadas, abrindo assim caminho a novas ideias e a novos projetos.

 
Esta lei que inicialmente apregoaram de inútil, ineficiente, irresponsável, entre outros adjetivos pouco vulgares, vem atualmente provar que está adequadíssima à realidade! Já pensaram na quantidade de mudanças que esta lei vai provocar? Já repararam na imensidão de cargos que só desta forma é possível substituir? Esta lei vem terminar com muitos vícios e provocar uma onda de mudança que na minha opinião traz enormes benefícios a toda a população


A “azia” é evidente, muitos dos que estão “agarrados” ao poder estão preocupados, para não dizer mesmos desorientados, sem saber o que fazer perante uma lei que põe alguma justiça no sistema político nacional.
 

Esta mudança vai ser mais positiva do que pode inicialmente parecer. Com o abandono do poder vão ser também evidentes as mudanças de programas e estratégias políticas. Esperemos que nesta altura de crise, em que as famílias estão um pouco afetadas, se dê importância a políticas sociais, culturais e humanas, abandonando de vez a política do cimento. Esta lei é exímia e muito mais profunda do que podia parecer à primeira vista.

 
Com esta vaga de mudança nos políticos, abre-se a porta da oportunidade para que outros possam prestar o seu contributo à sociedade, virando-se para questões mais sociais e humanas que até hoje em muitos locais parece nunca terem existido, ou pelo menos eram colocadas para segundo plano. Nas regiões como esta onde vivemos, onde a desertificação e a falta de incentivos à natalidade é imensa, emerge a necessidade de mudar brutalmente as politicas, criar formas de fixar os jovens às suas origens, não facilitando o abandono da sua terra, porque simplesmente não têm oportunidade de trabalhar, levando-os assim a ter necessidades de procurar novas oportunidades. Com estas renovações os políticos que irão surgir, têm o dever e a obrigação de romper com as políticas retrógradas do passado concentrando os seus esforços nas causas sociais e culturais, ajudando as pessoas a permanecerem nas suas localidades, cativando investimentos e riqueza, criando soluções que tragam mais desenvolvimento, logo melhorando a vida de toda a comunidade.

 
Resta apenas esperar que não esteja enganado e que esta lei seja útil e eficaz. É necessário que as pessoas que vão assumir esses novos desafios sejam escolhidas pela competência e rigor e que tenham a coragem de romper com o passado, ajudando a servir a comunidade e não apenas a servirem-se a si próprios.