sábado, 26 de junho de 2010

Mundial da Humildade


No passado dia 11 de Junho de 2010 teve início o tão aguardado Campeonato do Mundo de futebol. Um mês intenso de jogos ao mais alto nível. As selecções prepararam-se e apresentaram-se na Africa do Sul, país organizador deste magistral evento, para disputar o título tão apetecível de Campeão do Mundo.

Pela primeira vez em terras africanas realiza-se um evento desta importância, onde assinalam presença as estrelas que muitos apelidam de “desporto rei”. A segurança foi reforçada, novos estádios foram construídos, tudo em prol de um grande objectivo, o sucesso do evento. Mas no que concerne á segurança a imagem do evento fica marcada pelos assaltos aos jornalistas, especialmente os jornalistas portugueses que também sentiram na pele o que é viver num país onde os índices de criminalidade são muito elevados.

Em termos desportivos tudo parece estar a correr bem, algumas lesões, algumas declarações mais polémicas, todos os ingredientes necessários para que exista uma grande empatia com este campeonato. Portugal, como não poderia deixar de ser, neste campo das polémicas continua a ser o líder. Um mau pronuncio pois sempre que se envolvem e polémicas nunca conseguem realizar bons jogos dentro do campo que era o mais importante.

Depois de se ter assistido a alguns jogos desta primeira fase, apetece dizer que as ditas equipas “favoritas” estão a levar uma grande lição de humildade. As teóricas selecções mais frágeis, mais pequenas, sem vedetas evidentes, sem aqueles enormes aglomerados de adeptos nos treinos, estão dentro do terreno de jogo a galvanizar as suas forças e a conseguir humildemente derrotar os favoritos.

Os Jogos não têm sido pautados por grandes espectáculos, mas mesmo jogando defensivamente, as equipas com menos recursos tem sido capazes de defender os seus objectivos. Se recordarmos a forma como o “Inter de Milão” ganhou a liga dos Campeões este ano, constatamos que, o maior objectivo é ganhar e é desses que reza a história. Jogar bem e perder, ninguém no futuro se irá recordar.

Quanto a Portugal, escrevo sem saber o resultado do segundo jogo, não me parece que tenham um espírito de união, logo dificilmente conseguirão atingir o objectivo. Os jogadores são excelentes mas se não jogarem em equipa, com velocidade, com raça, com muito querer, não será fácil dar a tão desejada alegria a este magnifico povo português, que há muito anseia por um título. Se há algo de que não se podem queixar é do apoio, arrisco mesmo a afirmar que a nossa selecção é das mais acarinhadas neste mundial.

Fazendo votos para que este mundial seja uma Justificar completamenteboa surpresa para os Portugueses, que com humildade e união comecem a ganhar já o próximo jogo, permitindo que essa onda vitoriosa só termine na final com um grande jogo e por sua vez com uma grande festa, que nos vai encher de orgulho a todos.

sábado, 5 de junho de 2010

O Douro e o Turismo


Há duas semanas escrevia neste mesmo espaço, que o Douro ia receber uma majestosa moldura humana com a meia maratona, sempre agradável ver a diversidade de pessoas que visitou a região e um dado relevante para a economia. Foi curioso constatar que todos os hotéis, restaurantes e bares estavam completamente esgotados, não só no dia da prova mas também nos dias que a antecederam. São estas iniciativas que vêm realmente dar vida a esta maravilhosa região que necessita de dinamismo.

Com o aproximar dos meses de verão, a quantidade de pessoas que visita o douro aumenta significativamente, o que é salutar para esta região que cada vez mais necessita de ser reanimada com o turismo. As iniciativas começam a surgir, os barcos começam a ser uma constante no rio, o Comboio Histórico começa a circular, (dia 5 de Junho), o que vai atrair muitas pessoas ao Douro.

Mas importa também cativar essas pessoas a permanecerem mais dias na região. Não basta deslocarem-se ao Douro só para fazer uma viagem de barco ou de comboio, o Douro tem muito mais para oferecer do que apenas uma simples viagem. Existem Quintas belíssimas, caves dignas de serem observadas, Propriedades com grandes potencialidades, paisagens únicas que só com tempo podem ser contempladas mais pormenorizadamente.

As entidades têm de começar a unir-se criando condições para que as pessoas que se desloquem até esta região possam permanecer mais dias. Mas para isso acontecer é necessário criar soluções que atraíam todo o tipo de pessoas. Refiro-me a actividades culturais que ainda não são comuns nesta região e que faz com que as pessoas se desloquem mais para o litoral, pois é lá que tudo acontece. O Douro necessita de dinamismo quer por parte das entidades privadas, como por parte das autarquias que terão que contribuir com eventos onde apareçam figuras de renome nacional e internacional. Porque vivemos numa época que não é só necessário fazer, mas também é muito importante agirmos com competência, rigor e muita qualidade.
Toda esta região sente uma enorme carência de actividades que “prendam” as pessoas, que as façam desfrutar destas paisagens, descobrindo e visitando tudo o que de importante existe. Ganha assim um papel importante a comunicação, como sendo o principal motor de dinamismo para esta região. A imagem é importante, as condições são as melhores, mas se não as mostrarmos, se não comunicarmos para fora o que temos, não iremos ter sucesso. É ai que se encaixa o papel fundamental da comunicação. O que for feito tem de ser intercalado com uma boa campanha comunicativa, divulgando ao mundo toda uma região repleta de potencialidade desconhecidas.

Era importante que semanalmente existissem actividades de âmbito nacional na nossa região. As autarquias e as empresas unidas fossem capazes de realizar actividades de grande envergadura, quer a nível cultural, como desportivo, mas que contribuísse para atrair multidões a esta nossa região. Não esquecendo um dos pilares fundamentais, a publicitação eficaz destas acções, de forma a garantirem o sucesso.

O douro não pode sobreviver só com os turistas que o vistam de passagem e que muitas vezes regressam no mesmo dia. O douro necessita de um turismo mais duradoiro, mais eficaz, que ofereça mais a quem o procura e que permita que as pessoas aqui permaneçam por mais algum tempo, que não apenas um dia ou um fim-de-semana. Que tal criar o hábito de passar anualmente uma semana no Douro?


Fazendo votos que este ano sejam alcançados todos os recordes de visitantes à nossa maravilhosa região e que a quantidade de pessoas que cá permanece por mais tempo aumente significativamente, contribuindo para preencher os hotéis mas também as interessantes casas de turismo de habitação que tanto tem para oferecer a quem as visita.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

CONFRARIA DA BOLA!