segunda-feira, 28 de março de 2011

Um aviso Japonês


De forma triste e lamentável fomos informados nas últimas semanas dos trágicos acontecimentos que assolaram o Japão. Um país habituado a viver quase diariamente com a presença de sismos, um fenómeno da natureza para a qual se encontram preparados, muito mais do que outros países, mas mesmo assim os danos são terríveis. Até para quem está tão distante como nós, Portugueses, não é fácil compreender como eles conseguem viver, quase indiferentes, com este fenómeno tão complexo, que põe em risco vidas humanas.

Este acontecimento que surgiu na última semana, um grande abalo sísmico seguido de tsunami, veio causar a destruição, a morte e o desaparecimento de milhares de pessoas, abalando fortemente o país. Uma catástrofe natural que faz derrocar muitos sonhos e que retira vidas inocentes destruindo também bens materiais. Este cenário macabro e doloroso que o país vive é algo que muitos de nós não consegue sequer imaginar, o sofrimento que estas pessoas sentem ao ver partir de forma tão dura amigos e familiares é inexplicável.

Mas o mais grave parece ainda não ter terminado. Além da destruição que estes fenómenos causaram no País, deixando um rasto de destruição que dificilmente será esquecida, a ameaça nuclear paira na cabeça de todos.

Surge naquele povo uma grande revolta e vontade de desesperadamente dizer basta! O que sucedeu na última semana, veio agravar a situação e causar a destruição, mas a ameaça de cenário de destruição massiva de tudo está constantemente naquele país, o que levanta duvidas sobre o recurso a este tipo de energias nucleares, questionando a sua sustentabilidade. 

Uma coisa é evidente bastou um sismo seguido de tsunami para causar o pânico. A descrença está evidente nesta realidade dolorosa sobre esta forma de energia. Será que compensa, como muitos defendem, apostar na energia nuclear? As Centrais nucleares são seguras? São questões às quais ninguém tem uma resposta lógica e objetiva

O aviso que vem do Japão serve para nos alertar, mas também para prevenir em relação a estas centrais nucleares, que num curto espaço de tempo podem fazer desabar uma quantidade imensa de bens e pessoas. Para muitos, Portugal tem passado ao lado de uma grande oportunidade que é recorrer a este tipo de energia, mas agora será que mantêm a mesma opinião? Não será arriscar pagar um preço muito elevado (vidas humanas), por este método de energia?

O povo japonês vive momentos de angústia com a crise nuclear que despontou de forma rápida e incontrolável. Este acontecimento trágico em Fukushima fez renascer o debate sobre o recurso a este tipo de energia. Há quem defenda que é a mais segura e que os acidentes são muito escassos, mas a verdade está à vista de todos, este exemplo comprova que quando surge um acidente as consequências são desastrosas, arrasando tudo, sem grande forma de se poder controlar, por isso a duvida se vale ou não a pena investir nestas energias. A dimensão que estes acidentes podem causar é trágica e com efeitos a longo prazo. Perante estes acontecimentos desponta uma nova vaga de ambientalistas a defender o encerramento destas centrais, que podem pôr em risco muitos bens humanos e materiais. 

A central mais próxima do nosso país é aqui ao lado, na nossa vizinha Espanha, em Almaraz, mas ninguém duvide que mesmo quase a 100km da fronteira Portuguesa esta central afetaria e muito o nosso país se acontecesse um acidente semelhante. Outro problema que estas centrais nucleares provocam é arranjar solução para os resíduos. Ainda ninguém conseguiu solucionar este problema e saber o que lhes fazer. Atualmente são depositados em locais criteriosamente escolhidos, para evitar o risco de contaminação. Este é outro argumento desfavorável e que ajuda a combater o recurso a esta energia.

Na expectativa de que os acontecimentos recentes no Japão sejam atenuados, mas que tenha servido de aviso a quem decide sobre estas matérias, que assim ponderem os prós e contra antes de recorrerem ou de decidirem por este tipo de energia.

  • Artigo escrito segundo o novo acordo ortográfico.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Do Sonho à Realidade!

Era uma vez um país quase perfeito, com um clima agradável e onde as pessoas estavam de bem com a vida. Esse país era procurado por muitas pessoas que aí desejavam viver. Alguns apenas o procuravam para uns dias férias, outros para trabalhar. Mas era agradável e interessante saber que eram muitos os que o procuravam para aí viver calmamente e sem sobressaltos.

Gradualmente esse país perdeu a sua identidade criando situações inexplicáveis mas só contribuíam para prejudicar quem lá vivia. Começaram assim a surgir controvérsias que ninguém conseguia explicar, desde a má gestão até leis que ninguém entendia e que pareciam moribundas.  

Com o objectivo de melhorar o nível de escolaridade das pessoas que lá viviam, formam sendo tomadas medidas importantes e incutidas acções para que as pessoas estudassem, para que o grau de escolaridade dos habitantes fosse mais elevado e para que no exterior o país fosse reconhecido. Não só como um lugar agradável e interessante, mas também um país onde as pessoas fossem mais inteligentes, cultas e com elevado grau académico.

Até aqui tudo parecia ser em medidas apropriadas, com objectivos, com delineações coerentes e que pretendiam evoluir o país caracterizando-o ainda mais como um país de boa gente mas também de pessoas inteligentes.

Mas como nem tudo são facilidades, o pior começa a surgir. Como tudo o que não é planeado corre mal, ou corre menos bem assim sucedeu. Os licenciados que foram incentivados a estudar, a gastar dinheiro para poderem aceder a um curso superior, começam a ser afastados desse país e a terem de se afastar para outros pontos do mundo e aí poderem exercer as suas competências. Mas será que ainda ninguém se apercebeu do que está a acontecer?

Sem que ninguém assuma as responsabilidades, as pessoas optam por sair e procurar lá fora o que não conseguem encontrar na sua terra, dando seguimento ao que aprenderam e contribuindo para o melhoramento do país onde encontram trabalho. Mas, ainda mais grave é saber que o país onde os contribuintes pagaram para que existissem escolas e universidades públicas, passa a contribuir para que esses jovens credenciados contribuam para o desenvolvimento de outros locais.

Esse país vai caindo no descrédito e os bons alunos, os competentes, os que realmente são exemplares acabam por ser desperdiçados, e o dinheiro que se investiu na sua formação é como se fosse despejado num grande caixote do lixo.

Esse país, “de sonho”, não pode viver assim, tem de acordar o mais rápido possível, o desenvolvimento económico surge quando se consegue valorizar o que se produz, ou seja, se são produzidos excelentes profissionais há que criar maneira de os colocar a exercer o que aprenderam para rentabilizar todo o investimento que foi depositado neles.