O sol parece querer-nos brindar aparecendo sorrateiramente como uma criança tímida espreitando por uma janela. Os raios quentes vão-nos invadindo e com eles o sorriso das pessoas vai perdurando mais expressivo e apelativo. Convém recordar que este Inverno fomos confrontados com um frio quase “polar” como já há muito não apreciávamos. Ou seja, estamos mal habituados e o clima vai criando partidas alterando repentinamente os hábitos que fomos ganhando nos últimos tempos. Mas vou deixar de parte estas questões ambientais, sempre importantes, para uma outra oportunidade, por agora queria expressar a minha opinião sobre os factos com que fomos recentemente confrontados no futebol Português.
Finalmente, digo isto pelo moroso da decisão, sempre foi conhecido o castigo aos jogadores do Futebol Clube do Porto, referente ao celebre encontro no dia 20 de Dezembro de 2009, que ficou conhecido como o jogo dos “incidentes no Túnel da Luz”. Como é do conhecimento público houve conflitos entre Jogadores do referido clube e os seguranças do estádio.
Anunciada a tardia decisão, confirmou-se os castigos por quatro meses a “Hulk” e seis meses a “Sapunaru”, então e aos seguranças? Ou será que estes jogadores agrediram só por prazer ou porque lhes deu vontade de o fazer? Onde está a justiça desportiva? Por aqui se vê como vai o futebol em Portugal. As decisões são demoradas e apenas se culpa uma parte dos intervenientes. È certo que o Benfica foi penalizado com mil e quinhentos euros, o que é irrisório, uma vez que o olhanense fui multado por uma quantia quase igual, apenas porque os seus jogadores trocaram ao intervalo de calções com cor diferente da utilizada na primeira parte do jogo. Será que deram a mesma importância à troca de calções e aos incidentes no túnel?
Mas em tudo isto, o que é ainda mais grave, e que ninguém fala o que aconteceu aos seguranças, não lhes devia ser retirada a permissão de exercerem o cargo nos jogos de futebol? Quando revelaram o castigo aos jogadores, anunciaram também que foram atenuados pelo facto de ter sido apurado que houve conduta imprópria por parte dos seguranças em causa. Tendo sido declarado pelos juristas que estudaram o processo, que houve por parte dos seguranças em causa provocações aos jogadores, deviam também ser alvo de uma qualquer penalização, mas nada lhes fui feito e podem continuar a provocar outros jogadores de um outro qualquer clube com o intuito de os prejudicar.
È certo que a reacção dos jogadores não foi a correcta e por isso tem de pagar pena haver dois pesos e duas medidas mediante os intervenientes. Não é minimamente aceite que haja alguém que parta para agressões físicas sem que antes tenha sido espicaçado, de certeza que não trataram os jogadores pelo nome.
De tudo isto fica o castigo aos jogadores, que muita tinta tem feito correr e ainda não fica por aqui, uma vez que o Futebol clube do Porto já informou que vai recorrer. Mas para já fica uma certeza, em Portugal o Futebol não se joga nem se ganha apenas e só dentro das quatro linhas. Há muito jogo de bastidores que em nada beneficia o espectáculo, apenas serve para destabilizar e criar conflitos que vão servindo para alguns.




