sábado, 24 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
As expectativas estão elevadas!
Foi com um sol magnífico, um clima agradável e um ambiente de união, que o Partido Social-democrata realizou no passado fim-de-semana o trigésimo-terceiro congresso que tinha como meta a consagração do Dr. Pedro Passos Coelho como o próximo líder do maior partido da oposição.Recuando um pouco no tempo e reportando-me a um artigo que escrevi neste mesmo Jornal, onde referia sucintamente o erro, o desrespeito e a maldade que estavam a fazer com um Jovem dinâmico e com grande carácter ao afasta-lo das listas de deputados. Mesmo depois de inúmeros apelos de consagrados políticos, a direcção nacional não recuou e causou talvez a maior injustiça política dos últimos anos.
No meu entender, referi isso na altura, a derrota do PSD nas legislativas iniciou-se no dia em que houve o afastamento de algumas pessoas das listas, que poderiam dar o seu importante contributo, em detrimento de “nomes” que em nada já contribuem para a evolução do país. Pessoas que já não produzem nada de novo, apenas contentam as suas próprias aspirações e garantem mais uns “trocos” para os seus bolsos.
Mas tudo parece ter mudado, tudo parece alterar-se, a dinâmica é outra, a determinação é agora muito maior. Começa a definir-se um rumo, surgem ideias, contestam-se decisões tudo com o objectivo de melhorar o país.
Este congresso serviu, para já, para tirar uma ilação que deve agradar a todos os Portugueses, que define e caracteriza a linha orientadora que esta nova direcção pretende, a união. Viu-se em muitas acções que decorreram durante todo o fim-de-semana, desde a grande presença de antigos líderes, até aquela imagem dos candidatos a presidentes do partido, juntos, como que rumando na mesma direcção, o que indica uma grande união. Desde já fica o grande mérito por esse consenso, como já não se via há imenso tempo neste partido.
Mas é preciso ter a consciência que ainda há muito a fazer. Surgiram já ideias interessantes que indiciam mérito, trabalho e dedicação, mas as expectativas estão num patamar muito elevado. Emerge a necessidade de continuar a trabalhar e a dar soluções, a contribuir positivamente para o desenvolvimento sustentado. Não podem cair no erro de apenas criticar, só por criticar. Há muita esperança neste novo PSD, por isso é importante que não desiludam e que façam da união a sua grande arma, como se viu no congresso.
Como as expectativas estão elevadas há dois sentimentos que despertam a nossa curiosidade. Em primeiro importa compreender se esta união que observamos no congresso é para manter, em segundo se o líder é capaz de responder positivamente a todas as exigências que o partido necessita e que o País exige. Mas estas e outras duvidas só o tempo poderá dissipar. Para já fica o excelente discurso do líder do partido no encerramento do congresso que na minha óptica coloca o partido no rumo certo, como há muito já não se via.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A Festa da Ressurreição
Desde pequeno, criado e educado na região católica, fui habituado a respeitar e a cumprir na íntegra todos os actos religiosos que esta época nos transmite. Mas não só de actos religiosos se vive nesta quadra, também fica marcada por actos de sacrifício durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa a que denominamos Quaresma.
Antes de tudo convém relembrar, que para a igreja e consequentemente para os católicos, este período festivo celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, o seu corpo foi colocado no sepulcro, onde ali permaneceu, até á sua ressurreição, quando o seu espírito e o seu corpo foram reunificados. Esta é a data mais importante da religião cristã, as pessoas vão ás igrejas com mais regularidade participar nas diversas cerimónias organizadas para o efeito.
Mas não é apenas uma comemoração exclusiva dos católicos. No calendário judaico, esta data é também de grande importância, onde durante alguns dias se reúnem em festa para comemoram a fuga do Egipto para a terra Prometida, uma forma diferente de celebrar o renascimento depois da morte.
Mas a tradição e a forma de celebração varia muito de região para região. Aqui, na região douro, a imagem da Páscoa fica ligada à “visita pascal”, ou seja todos recebemos em nossas casas a cruz como forma simbólica da Ressurreição do Senhor. Um ritual que perdura e que anima a população criando um sentimento de festa, união e muita amizade, onde as pessoas se vestem de forma festiva e adornam as casas para receber Cristo.
Com o passar dos anos e com a evolução natural, foram surgindo adornos que associamos a esta quadra festiva. Refiro-me á imagem do coelho que é um símbolo de fertilidade e o ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar e que são oferecidos como presentes, os coelhos são notáveis na sua reprodução assim como a Páscoa é a ressurreição e o renascimento, nada melhor que os coelhos para representar essa fertilidade.
Os Ovos da Páscoa são famosos no mundo inteiro, comuns ou de chocolate, simbolizam o nascimento, uma vida que emerge. Surge assim um gesto comum nos tempos actuais, mas que dista da antiguidade, o acto de se presentear as pessoas com ovos ornamentados e coloridos. Um acto que delicia as crianças, uma vez que o mundo comercial se associou a este acto e os famosos ovos da Páscoa são agora recheados de prendas, o que faz a alegria dos mais pequenos, nem tanto pelo ovo em si, mas pelas surpresas que estes escondem.
Assim se passou mais uma época festiva, com os familiares e amigos. Este ano ao contrário do que era previsto o Sol apareceu e abrilhantou estas paisagens maravilhosas do Douro que já há muito suspiravam por ele.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Transportes Públicos...A melhor solução!
Começo a escrever este artigo, depois de ter feito uma viagem de carro que durou cerca de duas horas e meia, mas como realizei este percurso sozinho, dei comigo a pensar sobre o tema que iria escrever esta semana. Foi aí que pensei que este poderia ser um bom tema, para explicar o quanto é importante para o desenvolvimento do país o uso dos transportes públicos.Se meditarmos um pouco sobre algumas questões pertinentes que vão surgindo no nosso dia a dia, damo-nos conta que realizamos imensas viagens de carro, muitas delas sozinhos. Reparamos que perdemos preciosos minutos em filas de trânsito, que corremos imensos riscos, que estamos sujeitos a diversos e variados contratempos, mas mesmo assim dificilmente recorremos aos transportes públicos. Também não é menos verdade que na região do país que nos encontramos, Trás-os-Montes, não é fácil deslocarmo-nos sem recorrer ao transporte privado. As distâncias a percorrer são grandes e a falta de soluções no que respeita aos transportes públicos é ainda muito grande, o que prejudica quem os pretende usar.
Mas ao que pretendia reportar-me não era as deslocações curtas, mas sim às viagens de grandes distâncias, aquelas que realizamos esporadicamente mas que são dispendiosas. Se pensarmos que diariamente o valor dos combustíveis aumenta, que as portagens aumentam, que as manutenções dos veículos são cada vez mais complexas e de valores mais elevados, tudo isto conjugado, leva a sempre que realizamos uma viagem tenhamos de dispor de valores monetários superior aos praticados pelos transportes públicos.
Uma viagem de transportes públicos além de contribuir para o ambiente, leva a que haja menos carros nas estradas, também nos permite de forma tranquila ler, conversar com alguém, trabalhar, descansar e tudo isto por um custo muito inferior. Compreendo que haja aspectos desfavoráveis e que nos levam muitas vezes a não optar por estes meios de transporte, mas quando conseguirmos deixar a razão falar constatamos que não damos o devido uso a algumas regalias publicas que dispomos e sobre as quais os nossos impostos ajudam a manter.
Olhando para as principais cidades do país, que já dispõem de vários transportes públicos, como metro, autocarros, comboio, o que permite que as pessoas se desloquem sem o stress das filas, sem ter de arranjar lugares de estacionamento, que cada vez existem menos e os que existem são pagos. Tudo isto nos devia levar a optar pelo serviço público. Devemos usar o que nos pertence acima de tudo para nos beneficiar mas também para garantir a sua manutenção, pois se ninguém os usar acabam por se extinguir, o que é muito mau, prejudicando tudo e todos.
Um estudo feito no ano passado e que a “Galp” publicitou durante meses, comprovava que muitos dos carros que entravam nas cidades eram para ir trabalhar e na grande maioria só transportavam uma pessoa, o que do ponto de vista de espaço é insuportável, pois todos sabemos que nenhuma cidade neste pais consegue suportar que todos que nela trabalham, se desloquem em viaturas próprias. Na altura essa publicidade alertava para uma energia positiva, para sensibilizar a população para a poluição no planeta. Mas não foi a única campanha de sensibilização que se realizou nos últimos anos, os dias sem carros, que algumas cidades comemoram também com o intuito que as pessoas deixem os carros fora das cidades ou em casa e usem preferencialmente os transportes públicos.
Assim deixo aqui um grande apelo a que as pessoas pensem nos prós e contra antes de optarem por fazer uma viagem em transporte pessoal ou recorrer aos serviços públicos que o estado disponibiliza e que todos de forma regular devíamos usar.
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