quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nem a Troika os sustém, “BASTA”!

Não há medidas, nem da troika, nem do governo que consigam suportar tantos esbanjamentos, tanto desgoverno, tanta promiscuidade e tanta incompetência.

A chegada da Troika ao nosso pequeno, mas viciado país, trouxe grandes apertos, varias medidas de contenção e muitas alterações no estado económico e social dos Portugueses. As informações que nos transmitem são de poupança, de contenção e de grande austeridade. Não me recordo nenhum português, do meu círculo de conhecimento, que directa ou indirectamente não seja afectado pelas imposições destes senhores, que se denominam como os controladores das contas Publicas.


Chegaram ao nosso país de pasta preta na mão, com cara de poucos amigos, com um ar altivo, controlador e conseguiram num curto espaço de tempo levar o décimo terceiro mês, o subsídio de férias, aumentar os impostos, cortar salários e muitas outras medidas que ainda nos estão a passar despercebidas.

Mas há coisas que incompreensivelmente os portugueses ainda não conseguiram contrariar, os desperdícios que alguns “senhores”, que se encontram no poder, continuam a fazer de forma desorientada, desastrosa e incompreensível, dá mesmo vontade de dizer: “BASTA”.

Quem anda minimamente interessado e apreensivo com estas questões económicas constata que o país necessita das medidas de austeridade agora impostas, medidas essas que foram adiadas sucessivamente por muitos responsáveis políticos, que sem coragem, sem determinação e sem rigor permitiram que caminhássemos para um grande fosso, difícil de transpor. Mas sem muito que possamos fazer para inverter esta situação, resta-nos apenas a resignação, o cumprimento escrupuloso das regras que nos são impostas.

A maior indignação surge quando somos confrontados com acções de agentes políticos, que parece viverem num país diferente, ou então vivem numa realidade económica completamente desfasada da restante população. Não há nada, nem ninguém, que os alerte e lhes incuta o sentido de responsabilidade? Estas situações não podem, não devem, nem têm de ficar impunes. 

Refiro-me ao esbanjamento de dinheiro, fruto dos nossos impostos, fruto dos cortes que nos estão a ser aplicados e que jamais deviam ser mal utilizados. Como é possível que com tanta austeridade e tantos sacrifícios, ainda haja pelo país autarquias a comprar carros topos de gama, comprar obras de arte para o município, a nomear assessores, secretários, entre outros… Como é sustentável as empresas continuarem a gastar em bens supérfluos, não canalizando esses valores para estabilizar a sua situação económica. Não há medidas, nem da troika, nem do governo que consigam suportar tantos esbanjamentos, tanto desgoverno, tanta promiscuidade e tanta incompetência. Será que estes senhores não ouvem falar em crise? Em Contenção? Em poupar? Em dificuldades?

Estas incompreensíveis acções têm de terminar, as pessoas têm de ser responsabilizadas, pois é o estado social que está em causa, perante o qual todos temos deveres, é peremptória a obrigação de remarmos na mesma direcção. Não podem uns fazer sacrifícios, sendo privados dos seus direitos para ajudar o país, quando outros aproveitam indevidamente o poder que lhes foi confiado e esbanjam o que não lhes pertence. “BASTA”