O país encontra-se submergido numa crise imensa, com o fundo monetário internacional a “governar” as contas públicas e a intervir profundamente nas medidas que o governo tem que aplicar. Com todas estas transformações económicas e com alguma agitação social deu-se a demissão do primeiro-ministro e por consequência eleições legislativas.
O país claramente virou uma página. Uma página de um livro com seis anos de muitas perturbações e medidas inconcebíveis, o que fizeram com que o povo voltasse novamente à direita nestas eleições elegendo um novo partido para governar. Mas como nas urnas esse partido não obteve a tão desejada maioria parlamentar alcançará agora, coligando-se com outro partido assim poder ter a estabilidade necessária, resta esperar se será benéfica para o país.
Agora que a fase das promessas e desaforos já terminou e segundo as noticias vindas a publico o entendimento dos dois partidos à direita está prestes a confirmar-se, resta saber qual o peso e as pastas que cada um vai ter. Será que este novo executivo vai ser competente e capaz? Uma questão que certamente todos nós queremos ver resolvida e com sucesso. Um governo competente e com capacidade garante uma melhoria da situação económica o que realmente parece ser urgente.
Com uma união de dois partidos políticos, o país pode ter a estabilidade politica que tantos, no interior e no exterior pediram. Com este acordo entraremos numa fase de acalmia politica, espero, mas estaremos também perante grandes desafios que não podem ser ignorados por parte dos responsáveis agora eleitos. As medidas a tomar são muitas e duras, estes políticos precisam de ter a coragem de mexer nos poderosos e não só recorrer à classe média, como é hábito, para suportar todas as crises.
O reforço económico que se pretende merece avaliação competente, as exportações tem de crescer são um ponto importante para a reabilitação económica, mas há que ter em conta também o equilíbrio nos ordenados, não podem existir as discrepâncias atuais. Sei que são medidas difíceis de tomar, mas se não forem aplicadas agora, dificilmente o país sairá da crise em que se encontra e dependerá sempre da ajuda externa. Por isso com este presidente e esta maioria parlamentar, estão reunidas as condições para que sejam tomadas as medidas que realmente são necessárias e urgentes.
As medidas impostas são duras, mas este povo luso já deu provas da sua força, da sua união e da sua luta. Estou convicto que será dada uma resposta positiva e que iremos mais uma vez ultrapassar esta situação difícil em que nos encontramos.
* Escrito segundo o novo acordo ortográfico