quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Nem a Troika os sustém, “BASTA”!
| Não há medidas, nem da troika, nem do governo que consigam suportar tantos esbanjamentos, tanto desgoverno, tanta promiscuidade e tanta incompetência. |
Chegaram ao nosso país de pasta preta na mão, com cara de poucos amigos, com um ar altivo, controlador e conseguiram num curto espaço de tempo levar o décimo terceiro mês, o subsídio de férias, aumentar os impostos, cortar salários e muitas outras medidas que ainda nos estão a passar despercebidas.
Mas há coisas que incompreensivelmente os portugueses ainda não conseguiram contrariar, os desperdícios que alguns “senhores”, que se encontram no poder, continuam a fazer de forma desorientada, desastrosa e incompreensível, dá mesmo vontade de dizer: “BASTA”.
Quem anda minimamente interessado e apreensivo com estas questões económicas constata que o país necessita das medidas de austeridade agora impostas, medidas essas que foram adiadas sucessivamente por muitos responsáveis políticos, que sem coragem, sem determinação e sem rigor permitiram que caminhássemos para um grande fosso, difícil de transpor. Mas sem muito que possamos fazer para inverter esta situação, resta-nos apenas a resignação, o cumprimento escrupuloso das regras que nos são impostas.
A maior indignação surge quando somos confrontados com acções de agentes políticos, que parece viverem num país diferente, ou então vivem numa realidade económica completamente desfasada da restante população. Não há nada, nem ninguém, que os alerte e lhes incuta o sentido de responsabilidade? Estas situações não podem, não devem, nem têm de ficar impunes.
Refiro-me ao esbanjamento de dinheiro, fruto dos nossos impostos, fruto dos cortes que nos estão a ser aplicados e que jamais deviam ser mal utilizados. Como é possível que com tanta austeridade e tantos sacrifícios, ainda haja pelo país autarquias a comprar carros topos de gama, comprar obras de arte para o município, a nomear assessores, secretários, entre outros… Como é sustentável as empresas continuarem a gastar em bens supérfluos, não canalizando esses valores para estabilizar a sua situação económica. Não há medidas, nem da troika, nem do governo que consigam suportar tantos esbanjamentos, tanto desgoverno, tanta promiscuidade e tanta incompetência. Será que estes senhores não ouvem falar em crise? Em Contenção? Em poupar? Em dificuldades?
Estas incompreensíveis acções têm de terminar, as pessoas têm de ser responsabilizadas, pois é o estado social que está em causa, perante o qual todos temos deveres, é peremptória a obrigação de remarmos na mesma direcção. Não podem uns fazer sacrifícios, sendo privados dos seus direitos para ajudar o país, quando outros aproveitam indevidamente o poder que lhes foi confiado e esbanjam o que não lhes pertence. “BASTA”
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Uma Entrevista
Entrevista com
Hugo Sequeira 
“Acredito que iremos sobreviver”
Foi com cortesia e bom-humor que estivemos à conversa com Hugo Sequeira, numa interessante entrevista sobre o seu percurso pessoal, profissional e académico.
POR MADALENA SILVA
Observando (O) – Antes de mais, talvez queira começar por apresentar-se?
Hugo Sequeira (HS) – Sim, claro. O meu nome é Hugo Sequeira. Nasci no dia 1 de dezembro de 1977. Tenho 33 anos. Sou natural de Sever, Concelho de Santa Marta de Penaguião, Distrito de Vila Real. Fui educado com os meus pais e a minha irmã. Vivo em Fontes, Santa Marta de Penaguião. Sou católico. Sou casado e tenho duas filhas, a Maria e a Inês. Trabalho como ferroviário na empresa Comboios de Portugal (CP) há 10 anos.
O – Com que idade começou a trabalhar?
HS – Comecei a trabalhar aos 20 anos. Estudei até ao 12.º ano. Depois, interrompi os meus estudos por opção própria, pois surgiu-me uma oportunidade de entrar no mercado de trabalho. Fui trabalhar para a empresa Caves Santa Marta. Estive lá de março de 1997 a agosto de 1999, onde desempenhei tarefas de empregado de armazém.
O – Quando retomou os seus estudos e porquê?
HS – Em 2007. Senti a necessidade de ir em busca de algo mais, no que diz respeito à minha formação académica. Persegui, assim, um dos meus objetivos pessoais e licenciei-me, em 2010, em Ciências da Comunicação, na UTAD.
O – Está no 2.º ano do Mestrado em Ciências da Comunicação – Comunicação Pública, Política e Intercultural. Por que é que escolheu esta variante: Comunicação Pública, Política e Intercultural?
HS – A minha escolha pela variante de Comunicação Pública, Política e Intercultural deve-se ao facto de desde cedo ter muito interesse pela comunicação, pelos jogos de palavras usados pelos políticos e suas estratégias para fazer passar uma determinada mensagem.
O – Esta variante está a corresponder às suas expectativas?
HS – Não muito, pois acho que deveria ser mais prática. Aguardo com expectativa o decorrer deste segundo ano.
O – Acha que este Mestrado pode ajudá-lo a abrir novas portas no mercado do trabalho?
HS – As dificuldades que o país atravessa fazem-me ter algumas dúvidas, mas penso que sim.
O – É uma pessoa ligada à Política?
HS – De momento, não tenho nenhuma ligação com a Política, mas está nos meus planos. No futuro, espero poder trabalhar em algo ligado à Política.
O – Tem um partido político?
HS – Tenho, mas não me encontro filiado.
O – Quer referir o nome do seu partido?
HS – Prefiro não o fazer.
O – Acredita no funcionamento da Política, em Portugal?
HS – Tenho que acreditar, ou melhor, todos têm que acreditar, pois as coisas não estão fáceis e o país está a atravessar momentos únicos que necessitam de políticos competentes.
O – Acredita nos políticos portugueses?
HS – Acredito. Não acredito é nos grupos económicos que os influenciam.
“Anos de desperdício”
O – O que acha desta crise económica e social em que vivemos?
HS – Acho que é o resultado de anos de desperdício e de pouco rigor por parte de todos os políticos que estiveram no poder. Nos momentos em que se devia ter procedido a reformas estruturais profundas, os políticos adiaram e hoje estamos a pagar por isso.
O – O que acha das novas medidas de austeridade?
HS – Sem ter grande conhecimento dos números reais do défice, acho que são duras, mas necessárias. Resta esperar que não surjam mais “buracos” escondidos a pôr tudo em causa.
O – Acha que os portugueses vão aguentar todas as medidas de austeridade que lhes têm sido impostas até ao momento?
HS – Penso que sim. Já demonstrámos ter capacidade de luta e união e este será um momento de pôr à prova todas estas competências que nos são reconhecidas.
O – Acha que Portugal vai sobreviver a esta crise?
HS – Só resta uma saída ao nosso país: cumprir as metas impostas e reverter a situação. Acredito que iremos sobreviver.
“Fotografar e conviver com os amigos”
HS – Os artigos que escrevo semanalmente para um jornal da minha região, o “O Arrais”, entre outros.
O – Gosta de ver televisão?
HS – Sim. Gosto de assistir ao “Telejornal”, no canal 1 da Rádio e Televisão de Portugal (RTP1); ao “5 Para a Meia-Noite”, na RTP2; ao “Fica a saber”, na UTAD TV; entre outros. Quando era mais pequeno, gostava de assistir ao programa de desenhos animados do “Dartacão”, que passaram na RTP e depois na TVI. Atualmente, os meus programas preferidos são os debates e comentários políticos, emitidos na TV por cabo.
O – Qual é a música que gosta de ouvir?
HS – O Pedro Abrunhosa e os Guns N' Roses.
O – É simpatizante e, ou, sócio de algum clube de futebol?
HS – Sim, sou simpatizante e sócio do Futebol Clube do Porto (FCP).
O – Quais são os seus atletas preferidos?
HS – São os ex-futebolistas portugueses Domingos Paciência e Vítor Baia.
O – O que gosta de fazer nos seus tempos livres?
HS – O que mais gosto de fazer é fotografar e conviver com os amigos. Gosto imenso de sair com um grupo de amigos, com o qual vivo momentos inesquecíveis de diversão.
O – O que mais aprecia numa pessoa?
HS – A sinceridade e a capacidade de luta.
O – E o que menos aprecia numa pessoa?
HS – A hipocrisia.
O – Como se descreve a si próprio?
HS – Um lutador pelos “sonhos” que desde novo persigo, com a convicção de que com muito trabalho e muita dedicação são possíveis de alcançar.
domingo, 23 de outubro de 2011
Mais de 20 anos depois i futebol regressa a Fontes!
A Vila de fontes reviveu no passado domingo momentos de glória que marcaram o final dos anos 80, quando a sua equipa de futebol brilhou tendo sido campeã da distrital de Vila Real. Um Grupo de Jovens, de forma desinteressada e voluntária arregaçou as mangas e deitou mãos à obra, trabalhando arduamente para assim conseguir proporcionar às gentes de Fontes o reviver de momentos que marcaram uma geração.
O Futebol move emoções e muitas paixões, por isso Fontes não é exceção É gratificante e delicioso ouvir as histórias que marcaram a geração que jogou futebol em fontes e também aqueles que os acompanhavam por todo o lado. O Grupo de jogadores que nessa época brilhou, conta as suas maravilhosas aventuras de forma tão entusiasmada que contagia quem ouve. A capacidade de memorização e descrição pormenorizada com que descrevem os acontecimentos deixa bem evidente que os momentos que viveram no futebol marcaram a sua juventude e vão ser recordados para toda a vida.
Com sol e chuva, alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, o povo de Fontes acompanhava a sua equipa para todos os locais, onde ainda hoje descrevem as “lutas” que aconteciam e que muitas aventuras proporcionaram às pessoas, que hoje orgulhosas desse tempo descrevem aos mais novos como era interessante e emocionante o futebol nesta vila transmontana, onde tudo se vive de forma muito intensa e onde quase todas as pessoas gostam de ajudar e colaborar.
Depois de muito trabalho, muitas horas a limpar e preparar o campo que há muito estava deitado ao abandono, onde a vegetação ia predominando, e tudo parecia perdido. Sem se resignarem estes jovens, para além de praticarem bom futebol, também tiveram a necessidade de sozinhos se dedicarem à preparação de todas as infraestruturas necessárias para que os jogos se possam realizar. Um exemplo de vontade, coragem e muito amor pela terra a que pertencem demonstrando que com boas iniciativas e muita força de vontade conseguimos alcançar o sucesso.
Assim, mais de 20 anos depois, surge através deste grupo de jovens aventureiros, corajosos e destemidos o primeiro jogo, que se realizou no passado domingo no campo do Picoto, onde para muitos foi o início de uma nova etapa do futebol em Fontes. Como sempre a população de Fontes não desperdiçou a oportunidade de acompanhar e acarinhar a sua equipa, deslocando-se ao campo e apoiando efusivamente os seus jogadores que não se fizeram rogados e proporcionaram uma agradável tarde de futebol às dezenas de pessoas que se deliciaram ao vê-los dar tudo em campo por amor à sua terra. A inauguração não podia ser melhor pois começaram com uma vitória.
A todos os que direta e indiretamente ajudaram a que a magia do desporto rei regressasse a esta maravilhosa vila transmontana os meus sinceros parabéns, votos de muita coragem, garra e determinação para que de uma simples equipa possa surgir muito mais e se consiga que este desporto volte a ser uma grande tradição.
Aos lutadores que deram o seu melhor dentro das quatro linhas também uma palavra de apreço pela excelente imagem de garra, luta e competência com que brindaram os atentos espetadores, demonstrando que têm capacidade para muito mais. A todos um bem-haja.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
NOSSA SENHORA DO VISO, A ROMARIA DO CONCELHO!
A época de verão, que agora termina, é tradicionalmente conectada com as famosas festas e romarias que surgem por este belo país. Estes meses de calor são sempre preenchidos com grande animação e muita música, que quase diariamente invade vilas e aldeias de orgulho e muito entusiasmo.
As festas e romarias que tanta gente envolve e tão dispendiosas são, têm a nobre função de cimentar raízes e de simultaneamente unir a parte religiosa e a parte social. Nestas festas todos aqueles que por motivos díspares deixaram as suas raízes regressam com um enorme orgulho, para poderem assistir ao que de mais tradicional possuem, alimentando não só a sua fé mas fortalecendo ainda mais as suas raízes, revivendo momentos e emoções, que nunca se esquecem.
As tradições são assim parte integrante da nossa vida e servem para nos distinguir, identificar e mesmo orgulhar, perante a imensa diversidade cultural que nos rodeia. Culturalmente as civilizações são identificadas pelos seus actos e pelos seus costumes, daí a importância de anualmente se realizarem as festas e romarias, não deixando esmorecer a fé e a cultura que nos une, passando de geração em geração, orgulhando os mais velhos e entusiasmando os mais novos, contribuindo para que estas festas não caiam em esquecimento.
Com a convicção de que as romarias são o espelho de uma cultura e do seu povo, decidi utilizar este espaço para descrever o que foi a experiência de estar directamente envolvido nas festas em Honra de Nossa Senhora do Viso, Fontes, a Romaria do Concelho de Santa Marta de Penaguião.
A Vila de Fontes, situada nas encostas do Marão, possui uma beleza natural e a “sua” festa é algo que muito orgulha os seus habitantes e todos os que anualmente no primeiro fim-de-semana de Setembro a visitam. A Romaria da Senhora do Viso é um acontecimento marcante, preenchido e repleto de momentos que traduzem toda a cultura de um povo. Não se pode falar nesta festa sem mencionar alguns dos mais nobres momentos e também alguns dos actos que traduzem bem as tradições, a grandiosa alvorada, as bandas filarmónicas a desfilar pelas ruas da Vila, o concerto das bandas no recinto do Viso, os famosos grupos musicais e a tão apreciada, tão visitada, sendo mesmo o momento mais imponente, que arrasta multidões até esta vila transmontana, a majestosa procissão, um acto religioso e uma vivência com muito sentimento.
Para que a Festa do Viso seja uma realidade, da qual todos se orgulham, há que louvar todos os que directa e indirectamente se dedicam para a realizar. Os membros da comissão de festas são um exemplo de determinação e coragem perante uma causa nobre, abdicando da sua própria vida em prol de toda a logística que esta romaria acarreta, mas tudo feito com amor, gosto e muita dedicação, não se deixando abalar com muitas contrariedades que vão sendo impostas.
Num ano em que a palavra “crise” faz inevitavelmente parte do nosso vocabulário diário, sendo mesmo um motivo de grande preocupação, há que agradecer de forma encarecida à população de Fontes, que de forma generosa colaborou na dádiva, o que não e de estranhar, pois esta população tem esse dom, sempre que é solicitada para uma causa nobre como esta, colabora de forma positiva. Uma palavra também para as populações limítrofes de Fontes, que colaboram fervorosamente para esta grandiosa Romaria seja uma realidade. Um agradecimento muito especial para o empenho dos emigrantes, que mesmo não estando presentes deixam a o seu contributo, nunca esquecendo a Festa do Viso.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A HORA DA MUDANÇA
Depois de uma ausência imprevista neste espaço do jornal, estou de volta para comentar alguns dos temas de interesse que vão surgindo no país e no mundo. Nestas semanas de ausência muito se alterou no panorama político nacional.
O país claramente virou uma página. Uma página de um livro com seis anos de muitas perturbações e medidas inconcebíveis, o que fizeram com que o povo voltasse novamente à direita nestas eleições elegendo um novo partido para governar. Mas como nas urnas esse partido não obteve a tão desejada maioria parlamentar alcançará agora, coligando-se com outro partido assim poder ter a estabilidade necessária, resta esperar se será benéfica para o país.
O país encontra-se submergido numa crise imensa, com o fundo monetário internacional a “governar” as contas públicas e a intervir profundamente nas medidas que o governo tem que aplicar. Com todas estas transformações económicas e com alguma agitação social deu-se a demissão do primeiro-ministro e por consequência eleições legislativas.
O país claramente virou uma página. Uma página de um livro com seis anos de muitas perturbações e medidas inconcebíveis, o que fizeram com que o povo voltasse novamente à direita nestas eleições elegendo um novo partido para governar. Mas como nas urnas esse partido não obteve a tão desejada maioria parlamentar alcançará agora, coligando-se com outro partido assim poder ter a estabilidade necessária, resta esperar se será benéfica para o país.
Agora que a fase das promessas e desaforos já terminou e segundo as noticias vindas a publico o entendimento dos dois partidos à direita está prestes a confirmar-se, resta saber qual o peso e as pastas que cada um vai ter. Será que este novo executivo vai ser competente e capaz? Uma questão que certamente todos nós queremos ver resolvida e com sucesso. Um governo competente e com capacidade garante uma melhoria da situação económica o que realmente parece ser urgente.
Com uma união de dois partidos políticos, o país pode ter a estabilidade politica que tantos, no interior e no exterior pediram. Com este acordo entraremos numa fase de acalmia politica, espero, mas estaremos também perante grandes desafios que não podem ser ignorados por parte dos responsáveis agora eleitos. As medidas a tomar são muitas e duras, estes políticos precisam de ter a coragem de mexer nos poderosos e não só recorrer à classe média, como é hábito, para suportar todas as crises.
O reforço económico que se pretende merece avaliação competente, as exportações tem de crescer são um ponto importante para a reabilitação económica, mas há que ter em conta também o equilíbrio nos ordenados, não podem existir as discrepâncias atuais. Sei que são medidas difíceis de tomar, mas se não forem aplicadas agora, dificilmente o país sairá da crise em que se encontra e dependerá sempre da ajuda externa. Por isso com este presidente e esta maioria parlamentar, estão reunidas as condições para que sejam tomadas as medidas que realmente são necessárias e urgentes.
As medidas impostas são duras, mas este povo luso já deu provas da sua força, da sua união e da sua luta. Estou convicto que será dada uma resposta positiva e que iremos mais uma vez ultrapassar esta situação difícil em que nos encontramos.
* Escrito segundo o novo acordo ortográfico
terça-feira, 3 de maio de 2011
Um Evento em Santa Marta de Penaguião
Desde cedo que o gosto pela fotografia e a vontade de criar iniciativas nos persegue. Nesse sentido, surgiu o desafio de realizar um evento em Santa Marta de Penaguião.
Depois de “Fotografar Vila Real”, em Novembro de 2010, e “Fotografar Bragança”, em Abril de 2011, chega agora o “Fotografar Santa Marta - I Edição”. O evento, que se realiza em parceria com a Câmara Municipal Santa Marta de Penaguião, a HS Design e Rui Ferreira Fotografia, tem como objectivos a troca de ideias, aquisição de novos conhecimentos e aprendizagem de novas formas de fotografar.
O evento decorrerá na vila de Santa Marta de Penaguião, no dia 7 de Maio, no Auditório Municipal, com a participação de alguns convidados especiais e profissionais da área da fotografia.
Inscrições: limitadas a 35 pessoas
Material necessário: Máquina fotográfica.
Preço de inscrição: 10€ (com direito a Almoço, diploma de participação e prémio para as três melhores fotos do dia)
Como Chegar a Santa Marta de Penaguião:
Coordenadas GPS
Latitude: +41.210729
Longitude: -7.787864
De Carro:
Porto – Santa Marta de Penaguião: (distância: 107Km)
A4 – Porto/Amarante; IP4 – Amarante/Vila Real; A24 – Vila Real/Peso da Régua; EN2 – Peso da Régua/Santa Marta de Penaguião.
A4 – Porto/Amarante; IP4 – Amarante/Vila Real; A24 – Vila Real/Peso da Régua; EN2 – Peso da Régua/Santa Marta de Penaguião.
De Comboio:
Santa Marta de Penaguião fica a 6,9Km (aprox. 11minutos) da Estação de Comboios, que se localiza no Peso da Régua.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Um Porto avassalador!
Nos últimos trinta anos tem-se vindo a verificar uma ascensão de uma equipa do norte com muito carácter e competência. Refiro-me ao Futebol clube do Porto que tem dignificado o nome de Portugal pelo mundo fora. De conquista em conquista esta equipa leva ao mais alto o nome do país, representando dignamente a nação com títulos, muitas vezes desprezados por agentes internos.
Lamentavelmente nem todos são unânimes em reconhecer este poderio futebolístico. Com muito desagrado verifico diariamente que ainda há quem não fique convencido desta superioridade portista. Continuam a arranjar desculpas para estas sucessivas e majestosas vitórias, continuam a arranjar problemas onde não existem, continuam a acusar culpados insistentes. Meus caros, chegou realmente o ano de todas as confirmações. Esta época, o grande Porto tem brilhado ao mais alto nível e vai arrasando toda a concorrência nacional e internacional que surge pelo caminho.
Se duvidas havia, ao nível interno, foram dissipadas nas últimas semanas com duas vitórias colossais sobre o mais directo e mais antigo rival. Quem esperava tanto? Recordo-me numa conversa entre amigos em que um dizia: “ Só queria nas duas deslocações à Luz ganhar uma, para a taça” ao que prontamente o outro respondeu: “ eu acho que o Porto vai lá ganhar as duas”, confesso que na altura era um cenário difícil, mas este clube mais uma vez surpreendeu e de forma categórica, conseguiu duas vitórias em pleno estádio da Luz. Uma das quais tão difícil de digerir que até provocou uma escuridão regada, de baixo para cima, de brilhantismo e profissionalismo.
O Jovem treinador do Futebol clube do Porto vem demonstrando qualidade, rigor, inteligência e profissionalismo. Conduz uma equipa de jogadores de forma tão brilhante que começa diariamente a ser cobiçado por muitos clubes europeus. Um trabalho perfeito que tem levado ao sucesso e que prova que há em Portugal muitos valores, quer de jogadores como de treinadores, ou não fosse este o clube responsável, nos últimos anos, pela exportação dos grandes nomes actuais dessa Europa de craques, não só a jogar como também a treinar.
Mas o mais importante é a conquista de títulos nacionais e internacionais. Esquecendo as quezilas internas, que só evidenciam um mau perder por parte dos adversário directos, o mais relevante é a excelente campanha que este clube tem feito. Por isso os Parabéns a toda a estrutura do Futebol clube do Porto que ano após ano vão demonstrando dentro do campo que são os melhores e os mais profissionais.
A conquista do campeonato é apenas uma de muitas, que os portistas esperam poder festejar este ano (escrevo antes dos jogos da Liga Europa). Um ano de glória e de festa para os adeptos, sócios e simpatizantes, a todos muitos parabéns.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Uma ajuda necessária?
Depois de longas semanas e meses a evitar o inevitável, lá surge a sigla mais badalada dos últimos tempos em Portugal, o FMI. Com descrição e sem grande aparato são recebidos os “senhores” do financiamento, os “senhores” da verdade, os “senhores” da competência, que vão delinear, retificar e regular as contas públicas portuguesas, que ao que parece se encontram num enorme fosso sem fundo.
Estas individualidades, que chegam de vários países estão em Portugal com a imensa responsabilidade de regular e ajustar as contas públicas. A despesa e a receita necessitam de ser equilibradas e o país não pode gastar mais do que produz, ou seja, para se gastar tem de haver dinheiro, a fase de se recorrer ao endividamento para tudo, já não é mais possível e é uma realidade que tem os seus contras. Com o pagamento de juros ao estrangeiro cada vez mais elevado não é possível aguentar, a divida vai sendo agravada até provocar o colapso financeiro num sistema já por si bastante débil. Serão estes senhores a salvação do que parece ser impossível?
A solução deste país não pode ser só a redução do endividamento, mas sim rever as políticas erradas que provocam esse fosso nas contas e desequilibram uma balança que por norma já anda muito demente. As políticas dos últimos governos foram sempre desastrosas no que concerne à economia. Os esbanjamentos de dinheiros em bens e serviços dispensáveis, o pagamento de indemnizações incompreensíveis, as sucessivas derrapagens em obras públicas, os ordenados magistrais dos gestores públicos, os pagamentos incompreensíveis das parcerias público privadas, o grande número de políticos, os desastrosos benefícios da banca, entre outros. Foram estas medidas que colocaram o país neste caos financeiro e sem fim à vista.
Com a chegada destes senhores resta a esperança que sejam capazes de implementar medidas verdadeiras e bem direcionadas e não apenas seguir a linha que estava a ser aplicada. Chega de serem os mesmos a suportar sempre que a crise. Chega de serem sempre os mesmos a terem de ser sacrificados pelas asneiras que os políticos fazem. Chega de injustiças discriminatórias, haja alguém que venha com vontade de colocar ordem e com a coragem de mexer nos poderosos e retirar muitas das regalias impensáveis que usufruem sem se entender muito para que servem.
Tem de surgir alguém com capacidade de divulgação para alertar os responsáveis do FMI sobre as desigualdades que se vivem neste país. Há que ter a coragem, aproveitando a “desculpa da presença do FMI em Portugal, para mexer nos colossais ordenados que alguns auferem, mesmo que as empresas onde desempenham as suas funções sejam anualmente conectadas com enormes prejuízos.
O problema é mesmo o da desigualdade, há os que ganham muito acima da média da união europeia e depois há a classe trabalhadora que está ao nível das que menos vencimento aufere. Estes especialistas estrangeiros que estão no país, se conscientemente conseguirem diminuir o fosso entre as classes, sem cometerem os mesmos erros dos políticos atuais, que obrigam sempre a mesma classe a pagar as crises, o nosso país vai mais uma vez superar com mérito esta fase má que nos preocupa a todos.
Convicto de que estes aspetos vão ser tomados em conta e vão ser decisivos para reverter esta situação, em que quem tem que pagar a crise é quem mais ganha, quem mais contribuiu nos últimos anos para o descalabro total, dando uma resposta positiva e de confiança a todo o mundo, demonstrando que este país é capaz de se auto financiar e capaz resolver os seus problemas sem no futuro ter de passar por este tipo de situação.
Recorrendo ao ditado popular “ à terceira è de Vez” os nossos responsáveis vão à terceira ajuda externa aprender, para no futuro não cometer os mesmo erros e sustentar a economia de uma forma mais equilibrada e dinâmica.
* Escrito segundo o novo acordo ortográfico
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