sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um Porto avassalador!


Nos últimos trinta anos tem-se vindo a verificar uma ascensão de uma equipa do norte com muito carácter e competência. Refiro-me ao Futebol clube do Porto que tem dignificado o nome de Portugal pelo mundo fora. De conquista em conquista esta equipa leva ao mais alto o nome do país, representando dignamente a nação com títulos, muitas vezes desprezados por agentes internos.

Lamentavelmente nem todos são unânimes em reconhecer este poderio futebolístico. Com muito desagrado verifico diariamente que ainda há quem não fique convencido desta superioridade portista. Continuam a arranjar desculpas para estas sucessivas e majestosas vitórias, continuam a arranjar problemas onde não existem, continuam a acusar culpados insistentes. Meus caros, chegou realmente o ano de todas as confirmações. Esta época, o grande Porto tem brilhado ao mais alto nível e vai arrasando toda a concorrência nacional e internacional que surge pelo caminho. 

Se duvidas havia, ao nível interno, foram dissipadas nas últimas semanas com duas vitórias colossais sobre o mais directo e mais antigo rival. Quem esperava tanto? Recordo-me numa conversa entre amigos em que um dizia: “ Só queria nas duas deslocações à Luz ganhar uma, para a taça” ao que prontamente o outro respondeu: “ eu acho que o Porto vai lá ganhar as duas”, confesso que na altura era um cenário difícil, mas este clube mais uma vez surpreendeu e de forma categórica, conseguiu duas vitórias em pleno estádio da Luz. Uma das quais tão difícil de digerir que até provocou uma escuridão regada, de baixo para cima, de brilhantismo e profissionalismo.

O Jovem treinador do Futebol clube do Porto vem demonstrando qualidade, rigor, inteligência e profissionalismo. Conduz uma equipa de jogadores de forma tão brilhante que começa diariamente a ser cobiçado por muitos clubes europeus. Um trabalho perfeito que tem levado ao sucesso e que prova que há em Portugal muitos valores, quer de jogadores como de treinadores, ou não fosse este o clube responsável, nos últimos anos, pela exportação dos grandes nomes actuais dessa Europa de craques, não só a jogar como também a treinar.


Mas o mais importante é a conquista de títulos nacionais e internacionais. Esquecendo as quezilas internas, que só evidenciam um mau perder por parte dos adversário directos, o mais relevante é a excelente campanha que este clube tem feito. Por isso os Parabéns a toda a estrutura do Futebol clube do Porto que ano após ano vão demonstrando dentro do campo que são os melhores e os mais profissionais.
 
A conquista do campeonato é apenas uma de muitas, que os portistas esperam poder festejar este ano (escrevo antes dos jogos da Liga Europa). Um ano de glória e de festa para os adeptos, sócios e simpatizantes, a todos muitos parabéns.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Uma ajuda necessária?

Depois de longas semanas e meses a evitar o inevitável, lá surge a sigla mais badalada dos últimos tempos em Portugal, o FMI. Com descrição e sem grande aparato são recebidos os “senhores” do financiamento, os “senhores” da verdade, os “senhores” da competência, que vão delinear, retificar e regular as contas públicas portuguesas, que ao que parece se encontram num enorme fosso sem fundo.
Estas individualidades, que chegam de vários países estão em Portugal com a imensa responsabilidade de regular e ajustar as contas públicas. A despesa e a receita necessitam de ser equilibradas e o país não pode gastar mais do que produz, ou seja, para se gastar tem de haver dinheiro, a fase de se recorrer ao endividamento para tudo, já não é mais possível e é uma realidade que tem os seus contras. Com o pagamento de juros ao estrangeiro cada vez mais elevado não é possível aguentar, a divida vai sendo agravada até provocar o colapso financeiro num sistema já por si bastante débil. Serão estes senhores a salvação do que parece ser impossível?
A solução deste país não pode ser só a redução do endividamento, mas sim rever as políticas erradas que provocam esse fosso nas contas e desequilibram uma balança que por norma já anda muito demente. As políticas dos últimos governos foram sempre desastrosas no que concerne à economia. Os esbanjamentos de dinheiros em bens e serviços dispensáveis, o pagamento de indemnizações incompreensíveis, as sucessivas derrapagens em obras públicas, os ordenados magistrais dos gestores públicos, os pagamentos incompreensíveis das parcerias público privadas, o grande número de políticos, os desastrosos benefícios da banca, entre outros. Foram estas medidas que colocaram o país neste caos financeiro e sem fim à vista.

Com a chegada destes senhores resta a esperança que sejam capazes de implementar medidas verdadeiras e bem direcionadas e não apenas seguir a linha que estava a ser aplicada. Chega de serem os mesmos a suportar sempre que a crise. Chega de serem sempre os mesmos a terem de ser sacrificados pelas asneiras que os políticos fazem. Chega de injustiças discriminatórias, haja alguém que venha com vontade de colocar ordem e com a coragem de mexer nos poderosos e retirar muitas das regalias impensáveis que usufruem sem se entender muito para que servem.

Tem de surgir alguém com capacidade de divulgação para alertar os responsáveis do FMI sobre as desigualdades que se vivem neste país. Há que ter a coragem, aproveitando a “desculpa da presença do FMI em Portugal, para mexer nos colossais ordenados que alguns auferem, mesmo que as empresas onde desempenham as suas funções sejam anualmente conectadas com enormes prejuízos.
O problema é mesmo o da desigualdade, há os que ganham muito acima da média da união europeia e depois há a classe trabalhadora que está ao nível das que menos vencimento aufere. Estes especialistas estrangeiros que estão no país, se conscientemente conseguirem diminuir o fosso entre as classes, sem cometerem os mesmos erros dos políticos atuais, que obrigam sempre a mesma classe a pagar as crises, o nosso país vai mais uma vez superar com mérito esta fase má que nos preocupa a todos.
Convicto de que estes aspetos vão ser tomados em conta e vão ser decisivos para reverter esta situação, em que quem tem que pagar a crise é quem mais ganha, quem mais contribuiu nos últimos anos para o descalabro total, dando uma resposta positiva e de confiança a todo o mundo, demonstrando que este país é capaz de se auto financiar e capaz resolver os seus problemas sem no futuro ter de passar por este tipo de situação.

Recorrendo ao ditado popular “ à terceira è de Vez” os nossos responsáveis vão à terceira ajuda externa aprender, para no futuro não cometer os mesmo erros e sustentar a economia de uma forma mais equilibrada e dinâmica.


        * Escrito segundo o novo acordo ortográfico