domingo, 28 de novembro de 2010

Jantar da Juventude de Mafómedes!


Pelo terceiro ano consecutivo a JM (Juventude de Mafómedes) realiza o seu jantar de Natal! Este ano o referido encontro é no Hotel Régua Douro, na cidade da Régua, no dia 11 de Dezembro, espera-se uma forte adesão e que todos contribuam para que mais uma vez estes encontros sejam um sucesso.


Devido à época natalícia que se aproxima, este jantar de confraternização serve também para cimentar os laços de amizade que existem, mas que devido a motivos profissionais, as distâncias afastam.

Por tudo isto, com a certeza que será um sucesso, só resta esperar uma forte adesão e que se contribua para num ambiente de família todos possamos conviver e confraternizar.
Gratos aos organizadores desta maravilhosa Ideia.

Eu Vou lá estar e tu???

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

1.ª Maratona de Futsal, B.V.Fontes




Realizou-se no passado dia 30 e 31 de Outubro, no Pavilhão Municipal de Santa Marta de Penaguião, a 1.ª maratona de futsal organizada pela secção desportiva dos Bombeiros Voluntários de Fontes.
Com a presença de várias associações de bombeiros de 5 distritos do país, este encontro serviu para cimentar os laços de amizade e companheirismo, que geralmente caracteriza estas associações. Um evento salutar, que demonstra um grande empenho e dedicação, que estas associações voluntárias evidenciam nas actividades em se evolvem.

Com a presença de um público entusiasta e dedicado, este evento esteve sempre rodeado de um intenso calor humano, que ajudou tornar este evento num sucesso, deixando não só a organização, mas também a população do concelho entusiasmada e já a aguardar a realização da 2.ª maratona de Fustal.

Marcaram presença as seguintes equipas:



B.V. Fontes
B.V. Santa Marta Penaguião
B.V. Peso da Régua
B.V. Sanfins do Douro
B.V. Guimarães
B.V. Caminha
B.V. Lordelo
B.V. Penafiel
B.V. Cête
B.V. Marco de Canavezes
B.V. Santa Marinha do Zêzere
B.V. Entre-os-Rios
B.V. Paços de Ferreira
B.V. Moreira da Maia
B.V. de Almoçageme

A classificação final ficou alinhada da seguinte forma:

1.º Classificado: B.V. Santa Marinha do Zêzere
2.º Classificado: B.V. de Fontes
3.º Classificado: B.V de Cête

Prémio Fair-play para os B.V. Almoçageme

Os Organizadores do evento agradecem a todos os que directa e indirectamente colaboraram e permitiram a realização deste evento que enche de orgulho toda a população do concelho.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O Fruto do Outono!


Com a chegada do Outono, surge também um dos frutos mais apreciados pela maioria das pessoas, as castanhas.

“Quentinhas e boas”, gritam as vendedoras e os vendedores de rua, que por todo o país divulgam este fruto tão especial e saboroso. Quem não recorda com saudades, naquelas manhãs de Outono, em que o frio nos gela a cara, e que as castanhas quentinhas aquecem o corpo mas também a alma. Aquele cone feito de folhas velhas de jornal, muitas delas transportando notícias tristes e deprimentes enrolam aquelas castanhas maravilhosas com um sabor deslumbrante a que ninguém consegue resistir.
É importante e agradável relembras os tempos em que grupos de amigos se juntavam e rodeando uma enorme fogueira assavam as tão apetecíveis e estaladiças castanhas que faziam e ainda fazem as delicias de adultos e crianças.

A animação, boa disposição e alegria reina no ceio de inúmeros magustos que se realizam por muitas regiões e sempre com as castanhas como centro das atenções, mas também não falta o vinho novo ou a jeropiga para acompanhar este fruto que tem características invulgares e muito especiais, o que comprova ser um dos frutos mais apreciado e de excelência.

Mas importa também referir não só a festa e animação que as castanhas nos envolvem mas sim um pouco de história sobre este fruto que actualmente se está a tornar num pitéu.

Sabiam que no início do século XVII, as castanhas eram um dos produtos básicos e essenciais da alimentação dos transmontanos e beirões, chegando mesmo a substituir as batatas e o pão.

A árvore que dá origem a este fruto é o castanheiro, que durante décadas foi motivo de interesse e dedicação de vários historiadores, que apontam tratar-se de uma árvore muito antiga mesmo considerada autóctone. O que vem confirmar tratar-se de uma árvore e de um fruto que vem passando de gerações e gerações e por isso a sua fama e a sua mais valia já são oriundas de tempos muito antigos.

Assadas, cozidas ou cruas são sempre saborosas, sempre apetecíveis. Ricas em nutrientes, capazes de alimentar, substituído mesmo alguns dos alimentos que hoje fazem parte da nossa cadeia alimentar, há mesmo quem defenda que estamos perante um dos primeiros alimentos consumidos pelo homem.

Com indícios de existir já na pré-história, o que nos leva a reflectir sobre a importância deste fruto na nossa existência, há mesmo estudos que revelam que as castanhas e o seu invólucro, os ouriços, servem para a criação de inúmeros medicamentos, devido à riqueza e variedade dos seus componentes. Por tudo isto é necessário valorizar um fruto que é muitas vezes equecido.


sábado, 23 de outubro de 2010

Uma Greve Útil


Os dias que se aproximam não parecem trazer nada de novo e muito menos algo de que nos possamos orgulhar. Com um país deliberadamente em contenção financeira, um orçamento por aprovar e com uma greve geral que promete ser das maiores alguma vez realizada, nada que indicie dias fáceis.
Os sindicatos parecem convergir todos na mesma direcção, a greve. Diariamente surgem notícias que nos informam de mais um sector de actividade que vai aderir à tão badalada greve geral. Mais curioso e inédito é a presença da classe médica, pela primeira vez na história, também já confirmou a sua participação, o que é indício de uma paragem completa no País. Dos transportes aos serviços médicos tudo estará em greve, o que alerta para que algo está mesmo muito mal, a unanimidade em torno desta greve parece ser quase total.
Mas passando agora a posicionar e direccionar a minha posição em relação a esta questão, gostaria de afirmar que sou totalmente a favor da liberdade de expressão e consequentemente a favor do direito à greve. Gostaria de neste espaço deixar bem vincados alguns pontos que considero essenciais, devido a conjectura económica que assola o país.
1.º Não devemos partir para a greve apenas com a ideia que é um dia em que não se trabalha, essa ideia é retrógrada e totalmente desadequada. Devemos sim marcar a nossa posição, estar presentes, informados, fazendo ouvir as nossas reivindicações, para que possamos ter uma causa justa sobre o porquê de estarmos de greve.
2.º Não se esperam tempos fáceis, há até quem pense que esta greve pode piorar a situação, mas eu não creio, parece-me isso sim que com esta jornada de luta se pretende demonstrar aos governantes que estamos atentos às suas decisões, não aceitando que cada vez que surja um contratempo sejam sempre os mesmos a pagar por isso.
3.º Outro dos motivos pelo qual devemos mostrar o nosso desagrado não permitindo que nos retirem algumas das regalias que os nossos antecedentes conseguiram. Com muita luta, determinação e garra foram conseguidos acordos laborais importantíssimos, que não podemos agora de um momento para o outro perder.
Por estes motivos que inúmero e que considero serem suficientes para que todos façamos um dia de luta nacional. A demonstração do nosso desagrado perante as medidas exercidas por este governo tem de ter uma reacção, não podem os senhores do poder dispor sempre dos mesmos para combater as crises que eles ajudaram a criar. Por incompetência, irresponsabilidade, ou favorecimento de alguns é que a situação chegou onde chegou, mas não pode ser sempre a classe média a pagar por isso, a greve que se anuncia vai servir sim para demonstrar o descontentamento das medidas que deliberadamente nos vão ao bolso, um roubo às claras e visível a todos, mas que não podemos fazer nada para evitar.
Como diz o povo “cada cabeça sua sentença” por isso compete a cada um decidir o que fazer, mas se não se mostrar-mos o nosso desagrado, no futuro estas medidas podem ainda ser mais devastadoras e agravar a economia das famílias, que cada vez se vêm com mais dificuldades.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mais um forte apertão!



Como sempre, o ainda Primeiro-Ministro não descora os pormenores. A hora escolhida para falar ao país não podia ser mais adequada, 20 horas e lá surge mais uma mão cheia de medidas que visam reduzir a despesa do estado. Nem o facto de ser a hora de jantar altera os planos, pois assim apanha a família toda à “mesa” e todos tomam conhecimento do forte apertão que aí vem.

O Primeiro-ministro, acompanhado do seu habitual staff, alerta para as necessidade de contenção que os Portugueses vão ter de fazer nos próximos tempos, apertar o cinto (ainda mais). Com um semblante de quem está imensamente preocupado com o povo, anuncia as medidas difíceis, pelas quais, as famílias portuguesas vão ter de passar mais uma vez. Desde o aumento do IVA até ao corte nos salários, passando pela redução das pensões e do abono de família, na redução dos valores a transferir para as autarquias e universidades, tudo vai entrar no estado de congelação para os próximos tempos. São assim medidas que directa ou indirectamente mexem com o bolso de todos.

Curioso é que estas medidas são direccionadas para os bolsos dos que mais precisam. Se recuarmos alguns anos verificamos que é mais do mesmo, ou seja, o país vai mal, mas os que pagam a crise são sempre os trabalhadores do estado e das empresas públicas, os que diariamente suportam o bom funcionamento de muitas instituições. Os senhores que estão no governo não são capazes de inverter as coisas sem recorrer aos aumentos de impostos e mexer sempre com os mesmos.

Quando eleitos, a grande função é governar, mas devem faze-lo de forma inteligente e sempre com rigor, competência e isenção, não seguir pelo caminho mais fácil, aumento dos impostos. Para ir sempre nesta direcção, aumentar impostos, não seria necessário tantos ministros, tantos secretários de estado, nem assessores, essa decisão é o caminho mais fácil, aumenta-se e o povo paga a tão badalada “crise”.

Mas além das medidas que formam anunciadas, ainda há que esperar pelo orçamento para o próximo ano. Esse sim irá ditar o que nos espera e quais os “apertões no cinto” que vamos ter de dar. Com as presidências a aproximarem-se, não há muitas hipóteses de o orçamento chumbar, pois colocaria o país no caos. Um governo de gestão e sem orçamento é algo que não precisamos. Emerge a necessidade de os “bem pagos” políticos do país serem chamados à responsabilidade e rapidamente chegarem a um acordo para sairmos desta crise que parece não ter fim.

Estas medidas austeras que vão ser aplicadas enfraquecem o investimento e a economia, retiram poder de compra, capacidade de investimento e diminuem confiança, Será que é este o caminho? Tenho algumas dúvidas sobre estas medidas, desconfiando que apenas irão dar fruto no imediato, descurando o futuro, voltando assim a cair no mesmo erro do passado
Só resta aguardar por dias melhores, esperando que estes sacrifícios não venham aumentar ainda mais os desequilíbrios sociais, já existentes no país. Os índices de confiança estão em baixo mas era bom que o país revertesse a situação e que as medidas de austeridade fossem substituídas por outras capazes de reavivar a economia e melhorar a vida de todos os Portugueses.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Duas realidades o mesmo filme!


Sentado na primeira fila, de um grande auditório, assisto de poltrona ao filme que se está a tornar este nosso País. Não entendo o que se está a passar em muitos dos assuntos que vão marcando a actualidade em Portugal.
Em termos políticos, as notícias que surgem não são nada animadoras. Um dia surge a informação de que o País continua a endividar-se, no dia seguinte o governo diz estar no bom caminho, mais tarde o banco de Portugal afirma que são necessárias mais medidas de austeridade, dá vontade de dizer: Afinal em que ficamos?
As coisas estão mesmo a ficar feias, no que respeita ao plano económico, com a divida publica a crescer, o orçamento por aprovar e os partidos com quezílias, avizinham-se tempos difíceis. Numa altura em que necessitávamos de consolidar as contas públicas observa-mos a dívida a crescer e sem grandes soluções que possam salvar ou reverter esta situação! Com muita frequência surgem notícias de que as instituições europeias não acreditam que Portugal consiga atingir a meta proposta para o défice, por isso, avizinham-me mais medidas de contenção.
Mas não é só em termos políticos que este nosso país vive em descontrolo e desordem. Observando com isenção e sem clubismo a nossa “maravilhosa” selecção, só há mesmo a dizer, que grande confusão! Inacreditável estar a dois meses de um jogo de elevada importância e não existe, alguém que oriente a equipa das quinas, vergonhoso! Mas de um momento para o outro lá contrataram o Paulo Bento, que muitos consideram que irá receber um presente envenenado. Os dirigentes federativos preocupam-se mais com processos jurídicos do que com a estabilidade da equipa.
Mas mais grave do que não haver seleccionador é mendigar alguém, que no presente momento tem objectivos, preferências e metas totalmente distintas e já planeadas. A ideia da chegada do José Mourinho até nem era mal planeada, senão vejamos:
Avizinham-se eleições para a federação, a chegada de um técnico que é considerado por muitos o melhor do mundo é sem dúvida uma excelente bandeira eleitoral.
Outro ponto que não pode ser também descorado é o facto de que depois do desaire dos primeiros jogos para a qualificação, a margem de erro é nula e com um técnico deste calibre as hipóteses de sucesso eram muito mais elevadas, mesmo em caso de insucesso tudo era perdoado.
Desta forma, a federação e os seus dirigentes, ganhavam tempo e faziam com que todos se esquecessem dos erros passados, garantindo-lhes assim mais um mandato. A nossa selecção passava de piloto automático a comando à distância.
Assim vai este pais que mais parece um bom filme, esperamos que quer em termos políticos, quer em termos desportivos também acabe tudo em bem e esta fase má seja superada por muitos momentos de alegria.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vale do Douro 7 maravilhas de Portugal

Vamos todos VOTAR no Vale do Douro a uma das 7 maravilhas de Portugal...



A votação pode ser realizada de varias formas, pelo sítio das 7 maravilhas (www.7maravilhas.pt), pelo envio de mensagens (sms) com o número 718 para o 68933 ou ainda através do número de telefone 760 3027 18

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um Passo rumo ao desenvolvimento!


Na passada semana, numa daquelas conversa com um grupo de amigos num café, apreciando as maravilhosas paisagens que o rio Douro nos proporciona e refrescando-nos com um delicioso vinho da região. Eis quando um deles nos brindou com um vídeo demonstrativo, do que se pretende venha a ser a frente ribeirinha da cidade da Régua.

Achei que não podia deixar de partilhar aqui neste espaço o espanto e a admiração com que fiquei ao observar o vídeo indicativo do que pretendem fazer nesta cidade, o projecto que denominam “frente douro”.

O esboço contempla algumas melhorias na nacional 108, que atravessa a cidade, com melhores acessibilidade, requalificação dos locais de recolha de lixos, passando a ser soterrados, a requalificação do cais fluvial, a requalificação da ponte metálica e do caís de mercadorias da CP, não esquecendo a construção de um novo interface de transportes rodoviários.

O Interface de transportes é sem dúvida, uma carência que se faz sentir e que estava a obstruir o bom desenvolvimento da cidade e da região. Não podemos esquecer que a cidade da Régua é visitada anualmente por milhares de pessoas, que se deslocam até ela utilizando vários meios de transportes. Assim este projecto é um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentado de uma região, facilitando não só os acessos, mas também o parqueamento de todo o tipo de viaturas.

Um outro ponto que achei fundamental é a requalificação do cais de mercadorias da CP. Um edifício situado numa das portas da Cidade e na zona mais movimentada, a Estação de Comboios. Não se pode esquecer que se trata de um edifício com características únicas, todo revestido em madeira, com tamanho fora do vulgar, mais ainda por ser em curva. Estas características fazem deste “armazém” um dos ex-libris da cidade. Só de imaginar que alguém um dia se lembrou de o destruir…

Orgulhosamente se constata que este projecto contempla grande parte das necessidades da cidade. As melhorias são significativas e de uma tremenda utilidade, a região carece de desenvolvimento e dinamismo, mas para que ele surja é necessário a criação de infra-estruturas que permitam satisfazer quem por aqui passa, garantindo assim que levam uma excelente imagem da região. O que me parece a mim, pelo que observei é que estas melhorias não são apenas significativas, úteis e agradáveis para os turistas, mas também para quem aqui vive ou trabalha!

Por tudo isto, parabéns aos mentores destes projectos, que servirá para dinamizar uma das regiões mais belas do País.

Este projecto pode ser visionado no sítio do município da Régua.

sábado, 14 de agosto de 2010

Jantar Com Musico privado!!!!







Portugal em Chamas!


Esta semana reporto-me a um tema com o qual todos nos devíamos inquietar, o “crime dos incêndios”.

As temperaturas elevadas que se fazem sentir são propícias à propagação de incêndios, mas só isso não justifica a quantidade de fogos que assola o país. Diariamente somos confrontados com informações sobre mais incêndios e alguns de proporções inimagináveis. Casas ameaçadas, pessoas a viver momentos de pânico e de horror ao sentirem que tudo o que possuem, pode desaparecer em questão de segundos, destruído pelo fogo. Um cenário irreal e macabro com o qual somos informados em todos os meios de comunicação social.

Algo vai muito mal, não se podem atribuir as culpas apenas às altas temperaturas. A falta de civismo e de cultura podem ser uma das causas para alguns dos incêndios, como o gesto de deitar um cigarro ao chão, mas não parece que seja a causa principal de tantos incêndios. O fogo posto parece ser evidente em inúmeras situações. Difícil parece, para o comum das pessoas, entender o que leva um ser humano a ter uma altitude tão inconcebível como atear um fogo. Mas perante tamanha irrealidade de um acto, a verdade é que ele acontece e pelo que nos vamos apercebendo é mesmo o principal motivo dos fogos que acontecem diariamente.

Não importa o porquê de tal atitude, se são doentes psiquiátricos ou não, o mais importante na minha opinião é sempre que se apanhar um culpado, como se tem visto, que seja rapidamente punido. Alguém que consegue ter uma atitude tão desumana como incendiar uma mata é capaz de cometer um outro crime qualquer, por isso emerge que as autoridades actuem rapidamente e com justiça dura, sem contemplações.

Só na última semana em Portugal o número de incêndios ultrapassou os três mil. No dia 8 de Agosto registou-se o maior número incêndios no país, atingindo a impressionante marca de quinhentos e um fogos. Perante estes números que aqui vos apresento, recolhidos do Jornal de Noticias do dia 10, só há uma conclusão a retirar, algo vai muito mal e é urgentemente que a justiça actue, é inconcebível que num curto espaço de tempo, esteja um país quase inteiro a arder.

Gostaria de deixar aqui também uma opinião para os que governam, não se lembrem dos fogos apenas quando estão na fase activa, apostem antes na prevenção. O país vive momentos delicados em termos económicos, mas há que investir de forma coesa e eficaz na prevenção dos fogos florestais. A limpeza das matas, a abertura de taludes e a vigilância das florestas, são pilares importantes que não podem ser descurados e que em muito podem contribuir para um verão mais saudável e sem fogos.

Não poderia terminar este artigo sem deixar uma palavra de louvor, agradecimento e admiração por todos os bombeiros, que anualmente se dedicam a causas nobres, como o lutar incansavelmente para minimizar os estragos causados pelos incêndios. Estes que designamos os “soldados da paz” são sem margem de dúvida uns heróis. Abdicam da família e dos amigos para se dedicarem com sacrifício a uma causa de todos, arriscando muitas vezes a própria vida em prol da sociedade. A eles apenas um muito obrigado pelo nobre trabalho que desempenham.

domingo, 8 de agosto de 2010

Portugal a andar à roda!


Em tempo de Sol e de muito calor todos gostamos de passear, deslumbrando-nos com as paisagens maravilhosas tão frequentes no nosso país. Um país de pequenas dimensões mas que proporciona, aos seus visitantes paisagens variadas, com características únicas, mas sempre encantadoras para quem as presencia.

Numa agradável viagem de carro circulando por este país, rapidamente nos apercebemos de que andamos sempre à roda. Se aproveitarmos as sempre agradáveis estradas nacionais, pois sai mais em conta e sempre permite conhecer e desfrutar da paisagem, as rotundas são uma constante, de poucos em poucos quilómetros lá desponta mais uma rotunda para nos colocar a cabeça a andar à roda.

Com o intuito inicial, de ser um complemento útil ao trânsito, para o fazer fluir nas cidades, em locais de grande movimentação, ou apenas servir como um motivo para que se reduza a velocidade, as rotundas são hoje muito mais, que apenas um contributo fundamental para a boa circulação.

De cidade em cidade, de vila em vila ou até mesmo de aldeia em aldeia, as rotundas vão surgindo quase do nada fazendo com que circulemos sempre ao redor. Não há grandes dúvidas que é uma questão de moda, pois surgem de várias formas e em locais de utilidade duvidosa, em que apenas se justificam pelos adornos que ostentam.

Mas há também que dar o mérito aos produtores dos enormes, extraordinários e originais adornos que algumas envergam, dignos de obras de arte, que vão servindo de enfeite e de embelezamento das suas cidades. Um dos motivos que esclarece o porquê de serem construídas tantas e tão diversas, pois servem para embelezar a terra a que pertencem, ostentando algo que as identifica e que ajuda na sua contextualização, quer das suas origens, como das principais actividades que por lá se vão desenvolvendo.

Tendo em conta alguns dos fundamentos aqui expostos, não desesperem quando realizarem uma viagem pelas estradas nacionais e ficarem com a sensação de que permanentemente estão a andar em círculo, é apenas uma forma de embelezar, que de útil, também passou a ser moda.

Em qualquer lugar mais uma rotunda para nos fazer circular…

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

XASSOS URBAN CUP - FONTES 2010


A Corrida mais Louca do Mundo, “Xassos Urban Cup”, Fontes 2010


A Vila de Fontes foi pelo terceiro ano consecutivo o local escolhido para a realização da “corrida mais louca do mundo”!

Realizou-se mais uma magnífica prova de resistência dos “Xassos Urban Cup” em terras de Trás-os-Montes. Esta corrida que se vem realizando ano após ano, tem como apanágio o facto de ser uma constante animação, desde os organizadores, aos Pilotos, passando por toda a população. É sem dúvida um encontro de convívio e de boa disposição.

Este ano, marcaram presença cerca de 40 pilotos, que assim durante três horas e debaixo de um calor abrasador percorreram as ruas da vila. O Zumbido da afinação dos Xassos era uma constante, mas o sempre fiel público não se intimidou, marcando presença em força, o que alegra ainda mais esta maravilhosa corrida.

Depois de um arranque com grande perícia por parte dos pilotos, como é característico, a disputa pelo pódio foi-se mantendo durante toda a corrida. Surgiram algumas quedas, sem gravidade quer para os pilotos, quer para as motas, que de “xassos” só mesmo o nome, pois foi possível constatar a presença de grandes motas e muito bem cuidadas, o que demonstra empenho e dedicação nesta competição.

Como já se aperceberam esta é a prova rainha, do convívio, animação e muita loucura. As motas são antigas mas com grandes motores que aguentam quase tudo. A organização esmerou-se, modificou um pouco a pista, com vista a privilegiar ainda mais o espectáculo. Com muito rigor e dedicação dos responsáveis nada foi esquecido, ficando assim orgulhosos pelo sucesso deste evento que contagia toda a população.

Depois de percorridas as três horas de prova, os heróis concentraram-se junto às boxes para usufruírem de um pouco de descanso e receberem os cumprimentos sempre merecidos do público, que não se cansou de os apoiar durante toda a corrida. Sendo uma prova de resistência, o importante é chegar ao fim, participando e entrando na animação.

Ficou assim alinhada a classificação geral:

Categoria “Xassos”

1- Team Kumunovas - Vasco Nicolau / José Fernandes – Yamanha RD 50´91 – 73 voltas
2- Team MotoPenaguião – José Eduardo Nunes – Famel ´85 – 71 voltas
3- Team Os Casa da Fonte Pequena – António Silva / Tiago Ribeiro – Sachs V5´86 – 69 voltas
...

Categoria “Pró-Xassos”

1- Team CPV Racing III – Cláudio / Sabino – Casal6´85 – 74 voltas
2- Team 82 Racing – Paulo Guimarães /André Silva – Zundapp XF 17´90– 72 voltas
3- Team CPV Racing I – Carlos / Tavares – Zundapp4 ´75 - 67 voltas
...

Prémio – “Xasso Mais Xasso de todos”

O cangalho vencedor pertencia à equipa -The Doctors – João Alves / André Nogueira / Filipe Nogueira- 48 voltas

De salientar o empenho e a dedicação de toda a organização, que superou as expectativas, tendo conseguido animar toda a população, realizando uma prova que começa a ganhar cada vez mais adeptos ano após ano. Ficou ainda a promessa de repetir a prova, que aguarda já a sua 4ª edição, nesta vila transmontana que acolhe como ninguém os forasteiros que se deslocam atrás desta actividade.



Por: Hugo Sequeira

domingo, 11 de julho de 2010

O Voto Útil!



A expressão que dá nome a este artigo é bem conhecida do público, usada em inúmeras épocas eleitorais, mas neste caso o significado a transmitir é outro. Prende-se pelo voto que pode fazer do “Vale do Douro” uma das 7 maravilhas naturais de Portugal.

Depois de em 2009 ter sido um sucesso a eleição das 7 maravilhas do mundo surge agora votação para a eleição das 7 maravilhas naturais de Portugal. Um método inovador de comunicação que permite a todos eleger uma das sete regiões que vão ser galardoadas no nosso País. Com um crescimento avultado nos últimos anos, no que respeita ao interesse pelo património cultural e turístico, esta eleição, através de sistemas inovadores de comunicação, permite a que cada um de nós possa espontaneamente eleger a região que mais lhe encanta.

Portugal é um país rico em cultura mas também em património, logo antes de proteger, preservar e divulgar uma região é obrigatório aprecia-la e vangloria-la entre nós. Com uma valorização correcta e uma estrutura firme consegue-se preservar estas regiões, visando atingir os patamares exigidos para que depois de eleitas consigam ser projectadas a nível interno e externo.

Actualmente o nome “Douro” é associado ao turismo, sendo este um elemento preponderante na economia regional. Surge assim uma oportunidade única, com este projecto, para que esta nobre região alcance o sucesso que a divulgará, atraindo um maior número de turistas e criando maior notoriedade.
Depois de uma rigorosa selecção, feita por 77 especialistas, elegeram as 21 maravilhas naturais que estão agora disponíveis para votação. As 7 mais votadas constituirão as maravilhas naturais de Portugal. O Vale do Douro, considerado por muitos, uma beleza impar está presente nesta nomeação, o que vem valorizar, dignificar e fazer justiça a esta nossa bela região.

O apelo que se pretende fazer é para sermos unidos e que não percamos esta oportunidade de ver reconhecida uma tão nobre e bela região. A votação é um dever de todos, por isso fica aqui um apelo a todos para que o façam. Recorrendo em força a todos os meios possíveis, vamos contribuir para que esta região, muitas vezes esquecida, seja reconhecida esta beleza a que ninguém fica indiferente.

A votação pode ser realizada de varias formas, pelo sítio das 7 maravilhas (www.7maravilhas.pt), pelo envio de mensagens (sms) com o número 718 para o 68933 ou ainda através do número de telefone 760 3027 18. Não vamos perder esta oportunidade única de projectar esta nossa região no país e no mundo.

Como forma de promover esta votação, a AETUR – Associação de Empresários de Turísticos do Douro e Trás-os-Montes, tem realizado inúmeras iniciativas, visando assim atingir o sucesso nesta operação. Nos próximos dias será feita, por esta associação, uma divulgação mais alargada, nos meios de comunicação social a nível regional e nacional, visando o sucesso desta iniciativa, um objectivo que deve ser de todos nós.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Mundial da Humildade


No passado dia 11 de Junho de 2010 teve início o tão aguardado Campeonato do Mundo de futebol. Um mês intenso de jogos ao mais alto nível. As selecções prepararam-se e apresentaram-se na Africa do Sul, país organizador deste magistral evento, para disputar o título tão apetecível de Campeão do Mundo.

Pela primeira vez em terras africanas realiza-se um evento desta importância, onde assinalam presença as estrelas que muitos apelidam de “desporto rei”. A segurança foi reforçada, novos estádios foram construídos, tudo em prol de um grande objectivo, o sucesso do evento. Mas no que concerne á segurança a imagem do evento fica marcada pelos assaltos aos jornalistas, especialmente os jornalistas portugueses que também sentiram na pele o que é viver num país onde os índices de criminalidade são muito elevados.

Em termos desportivos tudo parece estar a correr bem, algumas lesões, algumas declarações mais polémicas, todos os ingredientes necessários para que exista uma grande empatia com este campeonato. Portugal, como não poderia deixar de ser, neste campo das polémicas continua a ser o líder. Um mau pronuncio pois sempre que se envolvem e polémicas nunca conseguem realizar bons jogos dentro do campo que era o mais importante.

Depois de se ter assistido a alguns jogos desta primeira fase, apetece dizer que as ditas equipas “favoritas” estão a levar uma grande lição de humildade. As teóricas selecções mais frágeis, mais pequenas, sem vedetas evidentes, sem aqueles enormes aglomerados de adeptos nos treinos, estão dentro do terreno de jogo a galvanizar as suas forças e a conseguir humildemente derrotar os favoritos.

Os Jogos não têm sido pautados por grandes espectáculos, mas mesmo jogando defensivamente, as equipas com menos recursos tem sido capazes de defender os seus objectivos. Se recordarmos a forma como o “Inter de Milão” ganhou a liga dos Campeões este ano, constatamos que, o maior objectivo é ganhar e é desses que reza a história. Jogar bem e perder, ninguém no futuro se irá recordar.

Quanto a Portugal, escrevo sem saber o resultado do segundo jogo, não me parece que tenham um espírito de união, logo dificilmente conseguirão atingir o objectivo. Os jogadores são excelentes mas se não jogarem em equipa, com velocidade, com raça, com muito querer, não será fácil dar a tão desejada alegria a este magnifico povo português, que há muito anseia por um título. Se há algo de que não se podem queixar é do apoio, arrisco mesmo a afirmar que a nossa selecção é das mais acarinhadas neste mundial.

Fazendo votos para que este mundial seja uma Justificar completamenteboa surpresa para os Portugueses, que com humildade e união comecem a ganhar já o próximo jogo, permitindo que essa onda vitoriosa só termine na final com um grande jogo e por sua vez com uma grande festa, que nos vai encher de orgulho a todos.

sábado, 5 de junho de 2010

O Douro e o Turismo


Há duas semanas escrevia neste mesmo espaço, que o Douro ia receber uma majestosa moldura humana com a meia maratona, sempre agradável ver a diversidade de pessoas que visitou a região e um dado relevante para a economia. Foi curioso constatar que todos os hotéis, restaurantes e bares estavam completamente esgotados, não só no dia da prova mas também nos dias que a antecederam. São estas iniciativas que vêm realmente dar vida a esta maravilhosa região que necessita de dinamismo.

Com o aproximar dos meses de verão, a quantidade de pessoas que visita o douro aumenta significativamente, o que é salutar para esta região que cada vez mais necessita de ser reanimada com o turismo. As iniciativas começam a surgir, os barcos começam a ser uma constante no rio, o Comboio Histórico começa a circular, (dia 5 de Junho), o que vai atrair muitas pessoas ao Douro.

Mas importa também cativar essas pessoas a permanecerem mais dias na região. Não basta deslocarem-se ao Douro só para fazer uma viagem de barco ou de comboio, o Douro tem muito mais para oferecer do que apenas uma simples viagem. Existem Quintas belíssimas, caves dignas de serem observadas, Propriedades com grandes potencialidades, paisagens únicas que só com tempo podem ser contempladas mais pormenorizadamente.

As entidades têm de começar a unir-se criando condições para que as pessoas que se desloquem até esta região possam permanecer mais dias. Mas para isso acontecer é necessário criar soluções que atraíam todo o tipo de pessoas. Refiro-me a actividades culturais que ainda não são comuns nesta região e que faz com que as pessoas se desloquem mais para o litoral, pois é lá que tudo acontece. O Douro necessita de dinamismo quer por parte das entidades privadas, como por parte das autarquias que terão que contribuir com eventos onde apareçam figuras de renome nacional e internacional. Porque vivemos numa época que não é só necessário fazer, mas também é muito importante agirmos com competência, rigor e muita qualidade.
Toda esta região sente uma enorme carência de actividades que “prendam” as pessoas, que as façam desfrutar destas paisagens, descobrindo e visitando tudo o que de importante existe. Ganha assim um papel importante a comunicação, como sendo o principal motor de dinamismo para esta região. A imagem é importante, as condições são as melhores, mas se não as mostrarmos, se não comunicarmos para fora o que temos, não iremos ter sucesso. É ai que se encaixa o papel fundamental da comunicação. O que for feito tem de ser intercalado com uma boa campanha comunicativa, divulgando ao mundo toda uma região repleta de potencialidade desconhecidas.

Era importante que semanalmente existissem actividades de âmbito nacional na nossa região. As autarquias e as empresas unidas fossem capazes de realizar actividades de grande envergadura, quer a nível cultural, como desportivo, mas que contribuísse para atrair multidões a esta nossa região. Não esquecendo um dos pilares fundamentais, a publicitação eficaz destas acções, de forma a garantirem o sucesso.

O douro não pode sobreviver só com os turistas que o vistam de passagem e que muitas vezes regressam no mesmo dia. O douro necessita de um turismo mais duradoiro, mais eficaz, que ofereça mais a quem o procura e que permita que as pessoas aqui permaneçam por mais algum tempo, que não apenas um dia ou um fim-de-semana. Que tal criar o hábito de passar anualmente uma semana no Douro?


Fazendo votos que este ano sejam alcançados todos os recordes de visitantes à nossa maravilhosa região e que a quantidade de pessoas que cá permanece por mais tempo aumente significativamente, contribuindo para preencher os hotéis mas também as interessantes casas de turismo de habitação que tanto tem para oferecer a quem as visita.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

CONFRARIA DA BOLA!

domingo, 23 de maio de 2010

CORRER PELO DOURO!



È com imenso orgulho que hoje escrevo esta crónica, queria falar-vos de um evento que se vai realizar na nossa região e que muito nos deve orgulhar. Estamos habituados a observar este tipo de eventos no litoral do país e por isso é de veras importante observar aqui na nossa região, este acontecimento que ano após ano vem auferindo projecção nacional.

Refiro-me, como já devem ter percebido, a Realiza-se já no dia 23 de Maio e o ambiente de festa já começou a sentir-se. Ninguém consegue ficar indiferente aos inumemos cartazes que vão sendo espalhados por toda a região, às notícias que tem saído um pouco em todos os meios de comunicação social, aos apelos na Internet especialmente nas redes sociais, tudo a contribuir para que este acontecimento seja um enorme sucesso.

Esta meia maratona é rodeada de vinhedos e sempre junto ao rio Douro, num percurso plano, características únicas, que fazem desta corrida uma das mais belas. As primorosas paisagens que rodeiam esta região embelezam qualquer actividade que aqui se realize, por isso o sucesso é garantido.

Estas actividades dignificam a região e promovem o turismo. O Douro Património Mundial necessita destas acções, o interior do país precisa de gente capaz, que consiga cativar vivacidade de grande envergadura para a região. Não podemos distanciar-nos mais do litoral, onde os grandes eventos se sucedem com normalidade. Compreendo que o esforço de desenvolver um evento desta natureza aqui é muito superior, pois escasseiam as ajudas, os apoios e os meios, mas é urgente que se realizem muitas mais actividades, para impulsionar e trazer investimento a uma região que possui um enorme potencial.

O Turismo no Douro é sem duvida uma realidade, que foi crescendo ano após ano, mas ninguém hoje tem duvidas que foi uma aposta ganha. A região possui paisagens únicas no mundo, o que faz com que os turistas a procurem e se deslumbrem com toda esta maravilha que encontram por aqui. O rio Douro a serpentear os vinhedos, o acolhimento quente das gentes que aqui habitam, as viagens de comboio e de Barco, tudo contribui para que quem vem do exterior se deslumbre e tenha sempre vontade de voltar.

Só com estes acontecimentos é possível atrair mais investimento e mais turistas, dignificando esta nossa terra maravilhosa. Por isso queria deixar aqui uma palavra de apreço, muito especial, para os organizadores da prova e que continuem a realizar estes feitos que servem para demonstrar ao mundo o que de encantador existe nesta nobre região.


Por isso “ A correr ou a Caminhar eu vou lá estar”.

sábado, 15 de maio de 2010

O Dilema das Obras Publicas!


Numa semana em que muito se debate sobre obras públicas, Portugal ficou a saber que é o novo campeão nacional. Este que foi o campeonato mais competitivo dos últimos anos ficando conhecido como o “campeonato dos túneis. Mas o que é um facto é que o país atravessa um certo clima de impasse, quer em termos políticos como desportivos.

Os meios de Comunicação Social, confrontam-nos diariamente com a crise, com os problemas económicos que podem surgir para o país, com as medidas do tão badalado PEC – Plano de estabilidade e crescimento, com os acontecimentos na Grécia, tudo noticias intimidadoras e que nos deixam num clima de incerteza constante.

Mas reportando-me apenas às obras públicas, recordo-me ter escrito neste mesmo espaço, que a grande maioria dessas obras era um tremendo erro, pois ia prejudicar em muitos milhões as gerações subsequentes, que iriam arcar com uma dívida demasiado pesada. Outro assunto que expus nesse mesmo artigo foi que, para o país conseguir ser capaz de ultrapassar rapidamente esta crise, os nossos políticos teriam de se unir e juntos empenhar-se no mesmo sentido.

É por isso com imenso agrado que constato que os nossos políticos se estão a entender, encaminhando-se para o mesmo lado. O Primeiro-ministro já pondera recuar em algumas obras, deixando-as ficar na gaveta, coisa que a oposição já há muito apelava. Um indício claro de que o entendimento tem resultado e que assim todos estão empenhados em contribuir para melhorar o País. Os avisos de que as obras eram um tremendo erro surgiram de várias frentes, desde o Presidente da República, ao Governador do Banco de Portugal, entre outras identidades, que aconselharam a que este investimento fosse comedido para o bem do País.

Deixando cair, ou melhor, deixando na gaveta algumas obras como o TGV, (alguns trajectos, pois o percurso Poceirão - Caia já se encontra assinado) o novo aeroporto, a auto-estrada do centro e a terceira travestia do Tejo, o défice pode alterar. Segundo estudos publicados num jornal de referência, este recuo por parte do Governo pode permitir a redução do défice de 8,3% para 7,3%, deixando assim o país menos pressionado e com maior margem de manobra para outras medidas mais relevantes. Não sendo necessário recorrer à austeridade que se verificou recentemente na Grécia, onde os funcionários perderam algumas regalias e o clima de contestação social é agora uma dura realidade.

Convicto que com esta salutar colaboração entre os nossos políticos vai ser um sucesso, fazendo com que este o nosso pequeno País vá dar uma demonstração de idoneidade, competência e eficácia a toda a Europa, patenteando que somos unidos, fortes e capazes de superar todas as contrariedades que nos tem surgido.

domingo, 9 de maio de 2010

Uma semana de contestação

Numa uma semana em que o Sol brilhou intensamente, deliciando os que há muito o desejavam. As comemorações do 25 de Abril também preencheram o domingo. Por todo o país realizaram-se muitos eventos alusivos ao tema.
Mas, propositadamente, ou não, esta semana que se seguiu ás comemorações foi bem diferente das habituais, pois a contestação social surgiu em grande força, fazendo com que esta fosse uma semana muito intensa no que respeita às manifestações. Mas será que esta escolha da data por parte dos sindicatos tem alguma ligação ao momento histórico que se comemorou?
Na minha perspectiva a escolha para esta semana de contestação, está directamente ligada ao facto de se comemorar o 25 de Abril, para demonstrar aos governantes que algo vai muito mal. Desde esse momento marcante da história deste país que a liberdade e o direito foi um facto pertencente a qualquer cidadão. A greve é assim um direito que qualquer trabalhador pode conscientemente exercer. Nada melhor do que estas greves e manifestações coincidirem com um aniversário tão significante para o país.
È certo que a actual conjuntura nacional não permite grandes aumentos, mas o que mais preocupa os trabalhadores são as grandes injustiças, com que todos os dias são confrontados.
Segundo as declarações dos responsáveis sindicais, o que está em cima da mesa não são só os aumentos, mas sim a disparidade das medidas que são previstas, com privatizações no topo da lista. Os trabalhadores estão fartos de serem sempre os mesmos a suportar as eventuais crises. Não é possível que sejam pedidos sacrifícios sempre aos mesmos. O discurso político não pode ser sempre virado na mesma direcção, ou seja, não pode ser sempre a classe media a pagar a factura, pois temos de concordar que, independentemente da cor política dos governantes, quando há uma necessidade de se pedir sacrifícios, a classe média é por norma a mais prejudicada.
Porque não pedir algum esforço aos grandes quadros das empresas e do estado, Ministros, deputados, gestores, assessores e os demais? Esses sim podiam abdicar de algumas regalias em prol de um país mais justo e que ajudaria muito a sair deste poço profundo em que nos encontramos. Uma redução no salário a quem ganha milhões é como uma gota de água no oceano, ou a redução dos prémios a todos os gestores, faria com que o país reduzisse o défice e seria uma medida mais justa, mas o grande problema de quem manda é não querer mexer com os poderosos.
Se estivermos com atenção e sentido crítico reparamos que as medidas anunciadas, são sempre para os mesmos o que leva ao surgimento deste imenso clima de revolta, fazendo com que as pessoas partam para a greve ou para outras formas de luta. Não se podendo ainda tirar conclusões sobre a jornada de luta, apenas se pode apelar ao bom senso dos que podem fazer algo para que não seja mais necessários recorrer a elas.

sábado, 1 de maio de 2010

A Semana mais aguardada!!!

Na vida de qualquer estudante existem momentos altos, baixos, bons, menos bons…Mas há um momento na vida estudantil que todos aguardam com muita esperança e determinação, a Semana Académica.

Na UTAD, Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro, inicia-se esta celebração no dia 21 de Abril e termina no dia 28 do mesmo mês. A semana é preenchida com inúmeras actividades que se destinam aos estudantes mas que regra geral toda a comunidade é contagiada e entra na animação, pois o momento convida e a boa disposição a isso obriga.

Os alunos aproveitam estes momentos para se excederem um pouco, o que nem sempre é muito agradável. Pois deixam-se contagiar pela grande euforia do momento e de forma inesperada e muitas vezes incompreensível, o álcool toma conta deles, o que não os beneficia em nada, pois alem de não participarem nas actividades também não as conseguem aproveitar. Perdem de forma inconcebível a oportunidade de aproveitar mais uma fase importante e saudável da sua vida académica.

Como é bonito durante esta semana sair á rua e observar a “mancha negra” que invade toda a cidade. A mancha a que me refiro são os estudantes, que trajados a rigor desfilam com as suas longas capas negras, por todo o lado, a que ninguém fica indiferente. O dia mais especial é o da cerimonia da missa e da queima da fitas um acto a que todos dedicam grande importância e que realça bem o grande momento académico por que todos esperam. Todo esse clima reúne uma alegria em seu redor, contagiando tudo e todos, não só dos que directamente vivem estes dias, mas também aqueles que orgulhosamente os observam.

Mas este momento académico é também muito especial e ainda mais envolvente para os finalistas. São os que vêm chegar ao fim mais uma etapa importantíssima das suas vidas. È o culminar de anos de esforço, sacrifício, estudo e muita dedicação. Para esses a alegria é ainda maior e a vontade de dar um passo gigante rumo ao futuro fica logo ali ao lado. Para muitos, a vida vai mudar, vão passar a ser independentes e a sobreviver pelas suas próprias mãos e recorrendo ao seu próprio trabalho. Pena é que cá fora (mercado de trabalho), não tenha a capacidade suficiente de concretizar o sonho de todos, terminar o curso e arranjar emprego na área a que dedicaram tanto do seu estudo e da sua vida, mas a realidade por muito que custe é bem diferente. As dificuldades neste campo são imensas.

Importa também realçar uma parte que até aqui ficou esquecida, os familiares especialmente os país. São, sem margem de dúvida, também um grande pilar destas festas académicas, mais efusivamente, os que orgulhosamente vêm os seus filhos terminarem o curso. Para esses estes dias são também vividos com muita intensidade e muita alegria, pois é um passo importante que os seus filhos dão.

Convicto de que esta semana académica, que se está a iniciar, vai ser bem sucedida, rodeada de animação, diversão, alegria e muita festa, desejo a todos que nela vão participar, tudo de bom e que este seja o principio de uma nova etapa, cheia de sucessos pessoais mas também o concretizar de todos os projectos profissionais que cada um tem em mente.

sábado, 24 de abril de 2010

QUEIMA 2010...EU SOU FINALISTA...

sábado, 17 de abril de 2010

As expectativas estão elevadas!

Foi com um sol magnífico, um clima agradável e um ambiente de união, que o Partido Social-democrata realizou no passado fim-de-semana o trigésimo-terceiro congresso que tinha como meta a consagração do Dr. Pedro Passos Coelho como o próximo líder do maior partido da oposição.
Recuando um pouco no tempo e reportando-me a um artigo que escrevi neste mesmo Jornal, onde referia sucintamente o erro, o desrespeito e a maldade que estavam a fazer com um Jovem dinâmico e com grande carácter ao afasta-lo das listas de deputados. Mesmo depois de inúmeros apelos de consagrados políticos, a direcção nacional não recuou e causou talvez a maior injustiça política dos últimos anos.
No meu entender, referi isso na altura, a derrota do PSD nas legislativas iniciou-se no dia em que houve o afastamento de algumas pessoas das listas, que poderiam dar o seu importante contributo, em detrimento de “nomes” que em nada já contribuem para a evolução do país. Pessoas que já não produzem nada de novo, apenas contentam as suas próprias aspirações e garantem mais uns “trocos” para os seus bolsos.
Mas tudo parece ter mudado, tudo parece alterar-se, a dinâmica é outra, a determinação é agora muito maior. Começa a definir-se um rumo, surgem ideias, contestam-se decisões tudo com o objectivo de melhorar o país.
Este congresso serviu, para já, para tirar uma ilação que deve agradar a todos os Portugueses, que define e caracteriza a linha orientadora que esta nova direcção pretende, a união. Viu-se em muitas acções que decorreram durante todo o fim-de-semana, desde a grande presença de antigos líderes, até aquela imagem dos candidatos a presidentes do partido, juntos, como que rumando na mesma direcção, o que indica uma grande união. Desde já fica o grande mérito por esse consenso, como já não se via há imenso tempo neste partido.
Mas é preciso ter a consciência que ainda há muito a fazer. Surgiram já ideias interessantes que indiciam mérito, trabalho e dedicação, mas as expectativas estão num patamar muito elevado. Emerge a necessidade de continuar a trabalhar e a dar soluções, a contribuir positivamente para o desenvolvimento sustentado. Não podem cair no erro de apenas criticar, só por criticar. Há muita esperança neste novo PSD, por isso é importante que não desiludam e que façam da união a sua grande arma, como se viu no congresso.
Como as expectativas estão elevadas há dois sentimentos que despertam a nossa curiosidade. Em primeiro importa compreender se esta união que observamos no congresso é para manter, em segundo se o líder é capaz de responder positivamente a todas as exigências que o partido necessita e que o País exige. Mas estas e outras duvidas só o tempo poderá dissipar. Para já fica o excelente discurso do líder do partido no encerramento do congresso que na minha óptica coloca o partido no rumo certo, como há muito já não se via.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Festa da Ressurreição


Desde pequeno, criado e educado na região católica, fui habituado a respeitar e a cumprir na íntegra todos os actos religiosos que esta época nos transmite. Mas não só de actos religiosos se vive nesta quadra, também fica marcada por actos de sacrifício durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa a que denominamos Quaresma.

Antes de tudo convém relembrar, que para a igreja e consequentemente para os católicos, este período festivo celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, o seu corpo foi colocado no sepulcro, onde ali permaneceu, até á sua ressurreição, quando o seu espírito e o seu corpo foram reunificados. Esta é a data mais importante da religião cristã, as pessoas vão ás igrejas com mais regularidade participar nas diversas cerimónias organizadas para o efeito.

Mas não é apenas uma comemoração exclusiva dos católicos. No calendário judaico, esta data é também de grande importância, onde durante alguns dias se reúnem em festa para comemoram a fuga do Egipto para a terra Prometida, uma forma diferente de celebrar o renascimento depois da morte.

Mas a tradição e a forma de celebração varia muito de região para região. Aqui, na região douro, a imagem da Páscoa fica ligada à “visita pascal”, ou seja todos recebemos em nossas casas a cruz como forma simbólica da Ressurreição do Senhor. Um ritual que perdura e que anima a população criando um sentimento de festa, união e muita amizade, onde as pessoas se vestem de forma festiva e adornam as casas para receber Cristo.

Com o passar dos anos e com a evolução natural, foram surgindo adornos que associamos a esta quadra festiva. Refiro-me á imagem do coelho que é um símbolo de fertilidade e o ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar e que são oferecidos como presentes, os coelhos são notáveis na sua reprodução assim como a Páscoa é a ressurreição e o renascimento, nada melhor que os coelhos para representar essa fertilidade.

Os Ovos da Páscoa são famosos no mundo inteiro, comuns ou de chocolate, simbolizam o nascimento, uma vida que emerge. Surge assim um gesto comum nos tempos actuais, mas que dista da antiguidade, o acto de se presentear as pessoas com ovos ornamentados e coloridos. Um acto que delicia as crianças, uma vez que o mundo comercial se associou a este acto e os famosos ovos da Páscoa são agora recheados de prendas, o que faz a alegria dos mais pequenos, nem tanto pelo ovo em si, mas pelas surpresas que estes escondem.

Assim se passou mais uma época festiva, com os familiares e amigos. Este ano ao contrário do que era previsto o Sol apareceu e abrilhantou estas paisagens maravilhosas do Douro que já há muito suspiravam por ele.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

UMA SANTA PÁSCOA


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Transportes Públicos...A melhor solução!

Começo a escrever este artigo, depois de ter feito uma viagem de carro que durou cerca de duas horas e meia, mas como realizei este percurso sozinho, dei comigo a pensar sobre o tema que iria escrever esta semana. Foi aí que pensei que este poderia ser um bom tema, para explicar o quanto é importante para o desenvolvimento do país o uso dos transportes públicos.

Se meditarmos um pouco sobre algumas questões pertinentes que vão surgindo no nosso dia a dia, damo-nos conta que realizamos imensas viagens de carro, muitas delas sozinhos. Reparamos que perdemos preciosos minutos em filas de trânsito, que corremos imensos riscos, que estamos sujeitos a diversos e variados contratempos, mas mesmo assim dificilmente recorremos aos transportes públicos. Também não é menos verdade que na região do país que nos encontramos, Trás-os-Montes, não é fácil deslocarmo-nos sem recorrer ao transporte privado. As distâncias a percorrer são grandes e a falta de soluções no que respeita aos transportes públicos é ainda muito grande, o que prejudica quem os pretende usar.

Mas ao que pretendia reportar-me não era as deslocações curtas, mas sim às viagens de grandes distâncias, aquelas que realizamos esporadicamente mas que são dispendiosas. Se pensarmos que diariamente o valor dos combustíveis aumenta, que as portagens aumentam, que as manutenções dos veículos são cada vez mais complexas e de valores mais elevados, tudo isto conjugado, leva a sempre que realizamos uma viagem tenhamos de dispor de valores monetários superior aos praticados pelos transportes públicos.

Uma viagem de transportes públicos além de contribuir para o ambiente, leva a que haja menos carros nas estradas, também nos permite de forma tranquila ler, conversar com alguém, trabalhar, descansar e tudo isto por um custo muito inferior. Compreendo que haja aspectos desfavoráveis e que nos levam muitas vezes a não optar por estes meios de transporte, mas quando conseguirmos deixar a razão falar constatamos que não damos o devido uso a algumas regalias publicas que dispomos e sobre as quais os nossos impostos ajudam a manter.

Olhando para as principais cidades do país, que já dispõem de vários transportes públicos, como metro, autocarros, comboio, o que permite que as pessoas se desloquem sem o stress das filas, sem ter de arranjar lugares de estacionamento, que cada vez existem menos e os que existem são pagos. Tudo isto nos devia levar a optar pelo serviço público. Devemos usar o que nos pertence acima de tudo para nos beneficiar mas também para garantir a sua manutenção, pois se ninguém os usar acabam por se extinguir, o que é muito mau, prejudicando tudo e todos.

Um estudo feito no ano passado e que a “Galp” publicitou durante meses, comprovava que muitos dos carros que entravam nas cidades eram para ir trabalhar e na grande maioria só transportavam uma pessoa, o que do ponto de vista de espaço é insuportável, pois todos sabemos que nenhuma cidade neste pais consegue suportar que todos que nela trabalham, se desloquem em viaturas próprias. Na altura essa publicidade alertava para uma energia positiva, para sensibilizar a população para a poluição no planeta. Mas não foi a única campanha de sensibilização que se realizou nos últimos anos, os dias sem carros, que algumas cidades comemoram também com o intuito que as pessoas deixem os carros fora das cidades ou em casa e usem preferencialmente os transportes públicos.

Assim deixo aqui um grande apelo a que as pessoas pensem nos prós e contra antes de optarem por fazer uma viagem em transporte pessoal ou recorrer aos serviços públicos que o estado disponibiliza e que todos de forma regular devíamos usar.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Santuário do Viso - Fontes cheio de Animação


Realizou-se no dia 22 de Março de 2010 a terceira edição do Peddy-Paper Ecológico, na freguesia de Fontes, mais precisamente no Santuário de Nossa Senhora do Viso.
Esta actividade levada a efeito pelo agrupamento de escolas de Santa Marta de Penaguião deslocou todas as suas valências até esta localidade para comemorar o dia Mundial da floresta.
Com início às 9 horas, todos os alunos e funcionários participaram nas actividades propostas, com muita música, animação e boa disposição. Estiveram também disponíveis no recinto a torre de escalada /slide do CR 13 de Vila Real, bem como Atelier de Pintura, Saúde e Ciências. Tudo com o objectivo de animar a comunidade escolar e alertar para a vida saudável, preservando a floresta.
Com o almoço servido ao ar livre foi possível apreciar a grande alegria de todos os presentes, em especial as crianças mais pequenas que demonstram sempre grande apreço pela liberdade. Em seguida foram plantadas árvores e lançados balões com sementes, gesto simbólico mas que prima pela enorme mensagem que transmite a todos.
A organização estava radiante, pois decorreu tudo sem incidentes o que é importante, tendo superado as expectativas pois a adesão foi grande.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Concurso de fotografia em Santa Marta de Penaguião

Foto: 1º Prémio
Foto- 2º Prémio


O Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião realizou um concurso de fotografias com o Tema a “árvore e a floresta”, aberto a toda a comunidade escolar e dividido por quatro categorias.
Este concurso pretendia sensibilizando toda a comunidade para a importância da floresta como um local a preservar devido à sua riqueza e à importância que representa para preservar o planeta.
Ficaram assim ordenadas as classificações nas respectivas categorias:

1ª Categoria – Pré-escolar e 1º ciclo

1.º Prémio – Maria Pereira Sequeira
2.º Prémio – Maria Pereira Sequeira
3.º Prémio – Não foi atribuído

2º Categoria – 2º Ciclo
Não houve Candidatos

2º Categoria – 3º Ciclo
Não houve Candidatos

4ª Categoria – Comunidade
1.º Prémio – Hugo Alexandre Cunha Sequeira
2.º Prémio – Hugo Alexandre Cunha Sequeira
3.º Prémio – Benilde Fonseca Catarina Varandas

quarta-feira, 24 de março de 2010

O novo caso de violência nas escolas "BULLYING"




Um tema tão perplexo como actual. Hoje quem não conhece esta palavra? É nova mas que rapidamente e sem justificação aparente entrou no nosso vocabulário, pior que isso, na nossa vida. Desde o desaparecimento do pequeno estudante de Mirandela, que alegadamente por sofrer de “Bullying” pôs termo á vida atirando-se ao rio Tua, que muitos casos têm surgido por todo o País.
Mas para se entender o quanto uma criança pode sofrer com o “bullying” é necessário saber em que consiste. Assim “bullying” resume-se a qualquer forma de violência física ou psicológica exercida por um elemento mais forte, sobre outro mais frágil, não só fisicamente mas também emocionalmente e duma forma persistente e continuada… isto é uma definição sucinta deste fenómeno que nos devia preocupar a todos.
Mas não são os nomes, as definições e muito menos as pressões que nos devem preocupar. Devemos de ter a noção que estes problemas de hoje são o fruto do que foi semeado anteriormente. A escola não é hoje vista como antigamente, evoluiu favoravelmente o que é de louvar, mas perdeu muitas características importantes. O papel dos professores em relação aos alunos enfraqueceu, deixaram de ter autoridade, como se comprova pelo estatuto do aluno. O que veio em muito contribuir para que os casos de violência venham aumentando ano após ano.
Estes conflitos servem para que os responsáveis tenham a percepção de que algo tem de ser alterado na mentalidade da comunidade escolar. Não se podem atribuir só culpas à escola, a comunidade escolar, engloba também os país e estes são os mentores principais do bom ou mau desempenho. São os pais quem tem de estar atentos ao comportamento dos filhos, podendo mesmo com a sua atenção e dedicação prevenir muitos casos de agressões, mau comportamento e insucesso escolar. Estas questões dão imenso que meditar e tudo isto nos deve sensibilizar para que diminua o número de crianças que diariamente sofre, sem motivo aparente, apenas porque são mais fracas, mais tímidas ou mais sensíveis e os outros vem nelas uma forma de se superiorizar.
Na generalidade estes casos revelam-se com alguma antecedência, através de alguns comportamentos estranhos, como o isolamento, um dos pontos fundamentais que evidencia que algo está mal. Emerge assim a necessidade redobrada de atenção por parte de todos. Pois um caso de agressão física ou psicológica a uma criança pode trazer imensos problemas a uma família, pois se um filho sofre isoladamente toda uma família partilha esse sofrimento, na tentativa de ajudar na sua resolução.
Um apelo a que todos os jovens tenham a coragem e denunciem o que consideram ser casos de pressão a outros colegas, amigos ou apenas conhecidos. Se todos forem capazes de denunciar estes casos que vão surgindo nas escolas, muito se pode evitar.

domingo, 14 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

A EVOLUÇÃO POLITICA



Numa conversa amena com alguns amigos, fomos constatando o grande impacto que a comunicação social está a dar às eleições do maior Partido da oposição. São debates, coberturas televisivas e apresentação de livros, o que nos leva a pensar que estas eleições no PSD estão a ser consideradas muito importantes para o País, e a usar novos métodos comunicacionais, para chegar até todos nós.



No fim-de-semana que se aproxima vai realizar-se o congresso que pode definir muito do que se vai passar nas eleições directas. Tendo em conta o número de delegados ao congresso que cada candidato possui, o Dr. Pedro Passos Coelho leva uma vantagem considerada, o que pode indicar que será o próximo presidente. Mas a “velha guarda” está a tentar unir-se para conseguir apresentar alguém que acima de tudo vá baralhar as contas, alguém que directa ou indirectamente esteja ligado aos “tubarões do poder”. Com a sensação de que o PSD está preste a mudar de rumo, alguns senhores começam a mostrar o seu desagrado e a tentar destabilizar, lançando nomes para o ar, como quem está com a corda no pescoço e cada dia que passa fica mais apertada.



Liderando o Partido uma pessoa nova, com sangue novo, sem vícios, mais dinâmico, com novas ideias, pode contribuir para melhorar as politicas desenvolvidas no País e acima de tudo varrer com aqueles que já nada de novo podem trazer para a vida Politica, nem conseguem contribuir para ajudar o País a sair da crise que se encontra. Muitos destes senhores que querem a continuidade, temem pelos seus cargos, pelos bons lugares que possuem sem se preocuparem com os portugueses mas sim com os seus próprios interesses sociais e políticos. É contra estes senhores do sistema que o candidato do PSD quer romper e quer apresentar a sua nova equipa, servindo para ajudar a governar e não apenas estar sentado a criticar sem contributo útil.



Com uma ideia todos podemos ficar, algo vai mesmo muito mal dentro deste partido, pois os candidatos á liderança são unânimes, tem de haver um romper com o sistema e com o passado, mas será que quando ganharem não se vão esquecer? É a pergunta a qual só obteremos resposta nos próximos meses.



Outro dos pontos que esta campanha me tem despertado a atenção, em parte devido á minha formação, é o facto de estar a ser muito mediática, ou seja, os candidatos estão todos a usar os novos meios de comunicação para conseguirem chegar com a sua mensagem a um maior e mais vasto numero de pessoas. Conseguimos facilmente ver os seus sítios na Internet, onde são expostas as suas ideias para o País, onde todos surgem cuidadosamente apresentados, para que facilmente qualquer pessoa os possa questionar e onde consta toda a sua agenda. A isto eu chamo de novas formas de comunicar e interagir e a tendência passa por uma maior interacção entre os políticos e as pessoas, também neste campo a politica está a evoluir favoravelmente.



Assim, as eleições para o PSD vêm provar que a forma de fazer politica e a forma como devem interagir com a população está diferente do que anos anteriores. Por isso a politica prima agora por uma interactividade com as pessoas, através de redes sócias, mensagens nos telemóveis, tudo formas de comunicar mais eficazes e com muita maior ligação com as pessoas.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A ILHA ASSOMBRADA

Mais uma semana em que o mau tempo nos continua a fustigar, sem querer deixar o sol brilhar. Mas, mais lamentáveis são as catástrofes que tragicamente têm vindo a marcar este início de ano.

Na passada semana a “nossa” ilha da Madeira foi apanhada no meio de uma precipitação invulgar que arrasou por completo a baixa da cidade do Funchal. O número de mortos a todos entristece, mas as imagens que todos vimos, através dos meios de comunicação, são algo de horroroso, medonho que não deixa ninguém indiferente.























As pessoas a fugir, as águas a invadirem tudo e todos, imagens típicas de um filme de terror, mas que para aquelas pessoas era a dura realidade. Ver algo que é nosso ser destruído, banalizado e arrastado por uma força tão bruta, que não conseguimos controlar é algo que ninguém consegue imaginar, a não ser aquelas pessoas Madeirenses que passaram por esta terrível assombração.


Depois de ter visto aquelas imagens fiquei com a sensação que somos uns seres impotentes sem força, sem poder, sem vida própria, pois num momento tão difícil como aquele, a sensação de impotência e de fragilidade deve ser tanta que as pessoas devem considerar-se insignificantes perante o poder da natureza. Aquelas pessoas arrastadas pelas águas lamacentas viram o trabalho de uma vida destruído em segundos, as belas ruas da ilha ficaram irreconhecíveis e que de certo vai mudar a vida daquelas pessoas.

Dificilmente as crianças, os jovens e até os adultos vão conseguir recompor-se e esquecer tamanha destruição que assombra as suas memórias. Perderam familiares, amigos ou apenas conhecidos, mas duvido que numa ilha tão pequena haja alguém que não perdeu pelo menos um conhecido, o que reforça ainda mais triste cenário da perda de alguém.

È de louvar todos aqueles que depois do que aconteceu arregaçaram as mangas e lutando contra todas as adversidades dão agora as mãos para recuperar a Madeira o mais rápido possível. É impressionante a força que estão a demonstrar ao mundo. A união é muita, trabalham sem parar, sem comer, para mais rapidamente conseguirem voltar a normalidade. Estão a dar a todos nós uma enorme lição de vida tentando de todas as formas salvar o que sobrou ou reconstruir tudo de novo. Nunca ouvimos nos seus discursos que iriam baixar os braços, mas sim lutar.

Cabe-nos também a nós ajudar, cada um á sua e de acordo com as suas possibilidades. As pessoas que sobreviveram perderam tudo e agora, mais que nunca necessitam de apoio e ajuda para recomporem a sua vida. É de louvar as campanhas de solidariedade que todos os meios de comunicação e não só, estão a lançar para ajudar. O que vem demonstrar a enorme solidariedade que caracteriza o povo Português e que é um motivo do qual nos devemos orgulhar.

Uma palavra amiga e de conforto a todos os Madeirenses