sábado, 13 de fevereiro de 2010

QUEM GOVERNA?

Portugal vive momentos conturbados em termos políticos e financeiros. Nas ultimas semanas fomos confrontados com imensas noticias desagradáveis e que nos deixam um sabor amargo sobre o nosso futuro.

No início da passada semana, as noticias que apareceram em todos os meios de comunicação, foram as declarações dos observadores internacionais, que colocam Portugal em situação financeira muito débil, equiparando á Grécia. Um cenário extremamente difícil que nos assombra o futuro.

Mas com este panorama o Presidente da Republica, e bem, veio em defesa da pátria, alegando que Portugal “não era comparável com a Grécia” e que os observadores deviam reavaliar o que afirmavam. Que Portugal possuía um endividamento nada comparável com os gregos, mas será que é mesmo assim? É que olhamos para o governo e a ideia que surge é que ninguém está intencionado a governar este povo.

Reavaliando o “trabalho” dos políticos, ou tentando compreende-lo, ressalta a ideia a pouca vontade que existe em governar mas sim entrar em jogos sujos, quezilentos que em nada favorecem o país, apenas criam instabilidade, desunião e falta de espírito de luta.

Depois de negociada a aprovação do orçamento de estado, uma medida eficaz e importante para a sobrevivência do governo, em que demonstraram abertura e vontade em interagir, criando condições que permitam ao país evoluir, crescer e dignificar-se. Recuam agora na lei das finanças regionais. Então onde está a cooperação e a disponibilidade de entendimento politico? Onde ficou a boa vontade para governar? Desapareceu? Fica implícito a falta de vontade em governar quer dos membros do governo quer dos partidos de oposição. Com a conjectura actual que o mundo vive e o País em especial era necessário unir esforços em prol de causas nobres, como a boa governação do país que a todos beneficiava.

Com estas discussões entre governo e oposição o que parece é que nenhum quer governar, ora vejamos: O governo queixa-se de falta de entendimento político, não sendo possível seguir a linha de governação ameaça demitir-se. A oposição, muito aquém do que deveria ser, queixa-se que o governo não quer governar e que provoca a discórdia ameaçando com a queda do governo, coisa que já ficou evidente que a oposição tem medo, pois também não quer governar.

Será que não é mais útil e eficaz que tudo isto seja posto de parte e que com vontade e luta o país avance melhorando a qualidade de vida dos seus cidadãos. Esta plena ameaça que paira no ar sobre demissões não nos beneficia, apenas atrasa decisões importantes, que tem de ser ponderadas, clarificadas mas que tem que ser tomadas. O mundo á nossa volta não para e como tal, não podemos perder tempo entretidos em meras especulações de demissões ou não demissões, para esconder o que realmente é importante, que é uma governação ponderada, séria, eficaz e coerente. Permitindo atingir níveis económicos que levem a melhorar a condição de vida de milhares de Portugueses e não apenas de um grupo restrito, como se tem verificado.

Aqui fica um simples apelo á união e a boa governação, por parte de todos, remando juntos para o mesmo lado. Se o povo elegeu livremente da forma como está constituído todo o parlamento é sinal que acreditava que fosse possível atingirem estes homens e mulheres o sucesso de uma óptima governação.

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