Era uma vez um país quase perfeito, com um clima agradável e onde as pessoas estavam de bem com a vida. Esse país era procurado por muitas pessoas que aí desejavam viver. Alguns apenas o procuravam para uns dias férias, outros para trabalhar. Mas era agradável e interessante saber que eram muitos os que o procuravam para aí viver calmamente e sem sobressaltos.
Gradualmente esse país perdeu a sua identidade criando situações inexplicáveis mas só contribuíam para prejudicar quem lá vivia. Começaram assim a surgir controvérsias que ninguém conseguia explicar, desde a má gestão até leis que ninguém entendia e que pareciam moribundas.
Com o objectivo de melhorar o nível de escolaridade das pessoas que lá viviam, formam sendo tomadas medidas importantes e incutidas acções para que as pessoas estudassem, para que o grau de escolaridade dos habitantes fosse mais elevado e para que no exterior o país fosse reconhecido. Não só como um lugar agradável e interessante, mas também um país onde as pessoas fossem mais inteligentes, cultas e com elevado grau académico.
Até aqui tudo parecia ser em medidas apropriadas, com objectivos, com delineações coerentes e que pretendiam evoluir o país caracterizando-o ainda mais como um país de boa gente mas também de pessoas inteligentes.
Mas como nem tudo são facilidades, o pior começa a surgir. Como tudo o que não é planeado corre mal, ou corre menos bem assim sucedeu. Os licenciados que foram incentivados a estudar, a gastar dinheiro para poderem aceder a um curso superior, começam a ser afastados desse país e a terem de se afastar para outros pontos do mundo e aí poderem exercer as suas competências. Mas será que ainda ninguém se apercebeu do que está a acontecer?
Sem que ninguém assuma as responsabilidades, as pessoas optam por sair e procurar lá fora o que não conseguem encontrar na sua terra, dando seguimento ao que aprenderam e contribuindo para o melhoramento do país onde encontram trabalho. Mas, ainda mais grave é saber que o país onde os contribuintes pagaram para que existissem escolas e universidades públicas, passa a contribuir para que esses jovens credenciados contribuam para o desenvolvimento de outros locais.
Esse país vai caindo no descrédito e os bons alunos, os competentes, os que realmente são exemplares acabam por ser desperdiçados, e o dinheiro que se investiu na sua formação é como se fosse despejado num grande caixote do lixo.
Esse país, “de sonho”, não pode viver assim, tem de acordar o mais rápido possível, o desenvolvimento económico surge quando se consegue valorizar o que se produz, ou seja, se são produzidos excelentes profissionais há que criar maneira de os colocar a exercer o que aprenderam para rentabilizar todo o investimento que foi depositado neles.
Sem comentários:
Enviar um comentário