Ao longo de vários anos fomos
habituados a assistir no fim do Verão a grandes comícios políticos, que trazem
para a ribalta assuntos da actualidade, onde se discute os problemas que se
avizinham. Este ano não foi excepção, mas com uma agravante, o discurso e o
anúncio de novas medidas de austeridade pelo Sr. Primeiro-ministro, foram
arrasadoras e causaram “feridas” profundas em toda a sociedade.
Todos os portugueses tem
conhecimentos de que a vida não está fácil, que o país atravessa um momento delicado
em termos económicos e que só com união e muito trabalho este governo consegue
ultrapassar a pesada herança que recebeu. Mas não assim, o que se passou na
passada semana, com anúncio de medidas descabidas, desapropriadas e a meu ver
ineficazes para as necessidades actuais do país, estas medidas só servem para
piorar e agravar a vida dos Portugueses.
Por vezes fico com a noção de que,
ou não existe bom censo, ou os líderes políticos vivem num mundo diferente do
nosso, limitam-se a ficar fechados nos gabinetes, ouvindo apenas os conselheiros
desinformados, o que os obriga a cometer erros impensáveis. O anúncio das
medidas de autoridade apresentadas demonstra isso mesmo, uma desactualização e desinformação
da realidade, um desconhecimento e uma falta de bom censo que pensei ser
impossível.
Concordo que há necessidade de
sacrifícios, mas a classe média já não suporta mais tanta austeridade. Há que
recorrer a outras formas, ponderar outro tipo de medidas que não sejam só de
destruição da economia. O que se está a passar é que quanto menor for o
vencimento da classe media, maior vai ser a quebra no consumo, tendo o efeito
contrário ao desejado que é a recuperação económica. O que se vai verificar com
estas medidas é mais recessão, mais desemprego e mais famílias na falência. O benefício
que é dado à entidade patronal nesta pseudo lei, em nada vai beneficiar e
economia e o desemprego. Se fosse feito um estudo sério e profundo
verificar-se-ia que a economia só pode crescer se houver incentivos, mas não
desta forma, que patrão vai dar mais emprego quando não tem quem compre a
matéria-prima que produz? Não havendo consumo o que sucede é sempre mais
desemprego, logo mais crise.
Não havia necessidade de serem os
mesmos sempre a pagar, não pode ser pela forma mais fácil de arranjar dinheiro,
procurem novas formas para o bem de todos e para o bem de Portugal.
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